Matérias em Destaque

MAÇÃ ENVENENADA Maçã envenenada Péricles Capanema Maçã é ótimo. A apple a day keeps the doctor away, garante velho brocardo inglês. Se podre, pode intoxicar, até matar. Vou falar sobre leilão de privatização,...

Leia mais...

Mais um projeto do Senado para plebiscito sobre desarmamento PLD em Foco Coronel Paes de lira comenta https://www.youtube.com/watch?v=sJ39v9D0Blc&feature=youtu.be

Leia mais...

Próximo REPRODUÇÃO AUTOMÁTICA 2:39 Sobre a proposta... PLD em Foco Coronel Paes de Lira comenta Pela Legitima Defesa Publicado em 21 de set de 2017  Retiram o Projeto de lei de Plebiscito pela revogação do Estatuto do Desarmamento e outro senador...

Leia mais...

O dever de ajudar a Venezuela http://gpsdoagronegocio.blogspot.com.br/ www.ipco.org.br ABIM O dever de ajudar a Venezuela Péricles Capanema O normal seria hoje comentar a sórdida corrupção revelada nos últimos dias. Contudo,...

Leia mais...

Senador propõe plebiscito sobre Estatuto do Desarmamento:... PLD em Foco Coronel paes de Lira comenta Pela Legitima Defesa Publicado em 13 de set de 2017 Projeto de lei de Plebiscito pela revogação do Estatuto do Desarmamento é inoportuno desnecessário! https://youtu.be/T3MHdAiADYw

Leia mais...

  • Anterior
  • Proximo

Professor de Yale implora a Bento XVI um gesto pelo povo da ilha prisão cubana

Publicado em: 26-03-2012 | Por: bidueira | Em: Política Internacional

0

O que está acontecendo na América Latina?

 

Professor de Yale implora a Bento XVI um gesto pelo povo da ilha prisão cubana

Posted: 24 Mar 2012 11:00 PM PDT

Carlos Eire é professor de História e Estudos Religiosos na Universidade de Yale, e autor de “Esperando pela neve em Havana – Confissões de um menino cubano” que ganhou o Prêmio Nacional do Livro nos EUA em 2003.

Ele implorou em nobre e franca carta aberta que S.S. Bento XVI tenha um gesto pelos milhões de cubanos prisioneiros na imensa prisão cubana.

Em especial, ele apelou à sensibilidade do Pontífice pelas “Damas de Branco” espancadas e até impedidas de comparecer à Missa.

Eis o texto integral publicado na National Review online:

 
Proclamar a liberdade aos cativos

Santíssimo Padre:

Escrevo para Vos agradecer pela vossa próxima visita a Cuba. É comovedor saber que estareis visitando onze milhões de prisioneiros. Afinal de contas, a ilha inteira é uma prisão, e todos os seus habitantes prisioneiros.

Escrevo não somente como cubano, mas como um de vosso rebanho e como professor. Minha disciplina aqui na Universidade de Yale – em homenagem ao primeiro capelão católico – é a cadeira de Estudos Católicos.

Curiosamente, muitos nesta universidade secular pensam que sou o vosso núncio e mantenho contato constante convosco, simplesmente por deter a cadeira católica.

Ostpolitik vaticana estreita mãos tintas de sangue…

Portanto, estou finalmente fazendo aquilo que eles pensam que eu faço frequentemente: escrevendo-Vos.

Todos os prisioneiros em Cuba necessitam desesperadamente de vossa visita. Vossa presença física muito contribuirá para levantar-lhes o espírito e dar-lhes um vislumbre do mundo para além das paredes salobres de sua prisão, talvez um lampejo do próprio reino do céu, especialmente quando celebrardes o sacrifício da Missa e Cristo se fizer presente entre eles.

Devereis naturalmente Vos encontrar com os tiranos, os carcereiros e os carrascos. Isso é inevitável. Pouca coisa mudou desde que Nosso Senhor disse: “Vede, estou vos enviando como ovelhas no meio de lobos”.

Os tiranos e seus sequazes provavelmente assistirão à Missa, como o fizeram quando vosso predecessor, o Venerável João Paulo II, visitou a ilha alguns anos atrás.

Esses homens também necessitam de Vós, no modo desvirtuado deles. Eles esperam que vossa visita lhes concederá uma aura de legitimidade, engordará os seus cofres e enganará o mundo com a ideia de que afinal de contas eles não são tiranos.

Muitos de vossos predecessores lidaram com tais homens em circunstâncias piores. Nós, cubanos, sabemos que aqueles momentos não serão fáceis para Vós. Mas nossas orações hão de Vos acompanhar a cada um de vossos passos, e também a cada aperto de mão.

… enquanto dissidentes pela liberdade seguem morrendo (Wilam Villar)

E estamos confiantes de que o Espírito Santo Vos ajudará a tratar com esses lobos, como Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu há cerca de dois mil anos, quando disse aos seus discípulos para serem “astutos como as serpentes, mas inocentes como as pombas”.

Não tenho senão um pedido: por favor, encontrai-Vos com as Damas de Branco enquanto estiverdes em Cuba. Elas próprias o pediram, através de vosso núncio Monsenhor Bruno Musaro, com quem elas se encontraram algumas semanas atrás. Abençoai-as com a vossa presença, por favor, Santíssimo Padre.

Elas são mais corajosas do que se imagina; mas, sujeitas como estão a constantes abusos físicos e mentais, e a constantes ameaças de prisão ou morte, elas têm extrema necessidade de vossa bênção.

Como o sabeis bem, elas são frequentemente atacadas e espancadas, e impedidas de ir à igreja; às vezes são atacadas até mesmo dentro das igrejas. Elas estão vivendo a um alto custo o Evangelho, entregando as suas vidas pelos seus irmãos.

Como a mulher cananeia que gritou a Jesus: “Senhor, ajudai-me!”, ou a mulher que tocou a franja do manto de Jesus à espera de uma cura, elas estão se apresentando, cheias de fé, pedindo contra todas as esperanças.

Professor de Yale pede um gesto só do Pontífice
pelas Damas de Branco espancadas e perseguidas

Numa ilha na qual cada um se tornou um mendigo, elas pedem o mais raro e precioso presente de todos: vossa presença.

E, oh cena que poderia ser vista pelo mundo inteiro! Vós e as Damas de Branco, juntos. Que signo para os sentidos: uma imagem tão inesperada que poderia restaurar a visão dos cegados pelo ódio, ou represar o fluxo de sangue que manchou aquela bela ilha-prisão por tanto tempo. Ela poderia também afugentar os demônios.

Vosso poder como Vigário de Cristo é único. Vós dirigis a atenção do mundo. Vós servis de consciência do mundo.

Vosso reconhecimento público das Damas de Branco poderia mudar o curso da História. Elas rezam para isso; todos nós também rezamos com elas.

Eu, um mendigo, afastado de minha terra 50 anos atrás, uno-me às corajosas Damas no pedido. Pedimos como o homem cego que não cessou de gritar a Jesus, e que o fez tão alto até ser mandado calar.

E pedimos em nome de Jesus, esperando que Vós ouvireis as nossas vozes por cima da sombra feita por aqueles que não querem que sejamos vistos ou ouvidos.

Abadia de Fontenay, Bourgogne, France

Publicado em: 24-03-2012 | Por: bidueira | Em: VIAGENS

0

Para caçadores, atiradores e colecionadores: ainda a questão do CR

Publicado em: 24-03-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

0

1. Continua a discussão sobre a dificuldade de caçadores, colecionadores e atiradores para renovarem  seus CRs. 

2. Alguma observações importantes para tentarmos resolver o problema. Evitar qualquer desgaste. Nesses casos, o melhor é sempre dialogar.

3. Um participante da PLD  escreve: não está encontrando dificuldades. Quem sabe ele conheça a melhor maneira de resolver, repito, sem atrito com o Exército, essa questão.

 

Hungria protege valores cristãos na Constituição e desafia vendaval cristofóbico

Publicado em: 21-03-2012 | Por: bidueira | Em: Política Internacional

0

Hungria protege valores cristãos na Constituição e desafia vendaval cristofóbico

 

Parlamento húngaro aprovou Constituição que defende cristianismo

A Hungria, nação de gloriosas tradições cristãs, adotou uma Constituição que é a primeira após a ditada pelos ocupantes soviéticos em 1949. A Lei Fundamental foi aprovada por mais de dois terços do Parlamento e entrou em vigor no 1º de janeiro deste ano.

No prólogo, a nova Lei Fundamental invoca a bênção de Deus e afirma que “nós, o povo da Hungria, […] somos orgulhosos do fato de nosso rei Estêvão, santo padroeiro da Hungria durante mil anos, ter fundado a nossa Pátria sobre bons fundamentos, a incorporando à Europa cristã”.

Evocando a história da Hungria como defesa avançada da Europa contra os invasores turcos e tártaros, a Lei reconhece o papel central do Cristianismo para “a sobrevivência da nação”.

Veja vídeo
União Europeia parece URSS,
dizem húngaros

Sobre a família, estatui que “a Hungria protege a instituição do casamento entre homem e mulher como uma relação matrimonial voluntariamente estabelecida”, e defende “a família, como base da sobrevivência da nação”.

Também abre a possibilidade de os pais votarem por seus filhos menores de idade, tendo tantos votos adicionais quantos filhos menores de 18 anos possuam.

O sistema tributário deve dar incentivos às famílias numerosas. Baseando-se no conceito de que “uma família normal funciona como uma comunidade”, a nova Carta inclui obrigações legais para os pais cuidarem dos filhos, e os adultos cuidarem de seus pais idosos.

Coroa do Santo Rei Estevão: símbolo do poder na Hungria

A Carta Magna foi apresentada como uma “Constituição para o século XXI” e não aceita o relacionamento homossexual como “família”. Esta só pode ser constituída pela união de um homem e uma mulher. Também se refere ao sexo como fato biológico, resistindo à “ideologia de gênero”.

A nova Constituição protege a vida humana desde a concepção e bane o aborto, instituído pelo comunismo soviético e aplicado até o presente. “A dignidade humana é inviolável. Todos têm o direito à vida e à dignidade humana. A vida do feto será protegida desde a concepção” – diz.

A recuperação de símbolos como a Coroa de Santo Estevão põe um fim contundente à era comunista. A coroa volta a fazer parte do brasão e da bandeira nacional.

Os ex-comunistas – hoje reciclados no Partido Socialista – protestaram pela voz de seu chefe, Attila Mesterházy, porque o texto dedica a nação “a Deus, à Coroa da Hungria, ao orgulho patriótico, à Cristandade e à família tradicional”.

21.01.12: perto de um milhão de húngaros manifestam
em defesa de sua Constituição em Budapest

A Carta inclui ainda outros pontos sensíveis de natureza econômica.

A União Europeia, ONGs, o Banco Central Europeu, o FMI e a administração Obama consideram essa Constituição unipartidária, nacionalista, discriminatória e liberticida. Uma formidável orquestração, dirigida a partir de Bruxelas, visa reformar vários pontos de seu texto. O povo húngaro, contudo, não aceita essa inadmissível intromissão.

O Episcopado magiar declarou-se a favor da nova Constituição. Seu porta-voz, D. János Székely, bispo auxiliar de Ezstergom-Budapest, explicou que o atual governo húngaro defende valores que a Igreja considera essenciais: a referência a Deus, ao Cristianismo, à vida desde o primeiro instante da concepção e à família tradicional baseada na união fundamental e natural entre um homem e uma mulher. O prelado fez este esclarecimento na própria Radio Vaticana.

Dom János Székely

O porta-voz do Episcopado esclareceu que as críticas de natureza política e econômica contra a Constituição servem para ocultar os verdadeiros motivos dos ataques.

A substância da ofensiva anti-húngara é de natureza moral e religiosa.

Quanto à supressão das subvenções publicas de quase quatrocentas denominações religiosas, o bispo explicou que era necessário acabar com a “proliferação de igrejas fictícias, criadas artificialmente para tirar proveito dos numerosos subsídios previstos pela lei húngara”.

Dom János Székely reconheceu que alguns artigos relativos ao controle da imprensa devem ser corrigidos, assim como alguns erros financeiros, mas que a Constituição é inteiramente compatível com o Direito europeu. O verdadeiro alvo dos ataques são os valores humanos e cristãos que ela defende.

Porém, diversas altas autoridades europeias exigem sem qualquer propósito a reforma da Constituição, a qual, como toda Lei Fundamental, só pode ser reformada pelo povo soberano, sem pressões estrangeiras.

Por exemplo, o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, defende que a Comissão Europeia, órgão executivo supremo da UE, “deveria garantir que os novos textos constitucionais, na Hungria e em toda a Europa, obedeçam aos objetivos ditados pela EU”.

Húngaros não querem mais ditaduras anti-cristãs

Equivale a dizer que os países não seriam mais livres nem soberanos para adotarem uma Lei Fundamental segundo a sua vontade, entretanto soberana, conforme a doutrina democrática.

As pressões sobre o atual governo húngaro são vistas no país como um atentado à própria Nação e vêm reforçando a união nacional.

A enorme manifestação popular ocorrida no dia 21 de janeiro de 2012 em Budapest – mais de 100.000 segundo cálculo minimalista, um milhão segundo os organizadores –, denunciando a União Europeia como sendo sucessora da União Soviética, falou poderosamente nesse sentido.

Renovação de CRs de atiradores encontra dificuldade no Exército

Publicado em: 16-03-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

0

1. Aumentam queixas de pessoas que encontram dificuldade em renovar o seu CR no Exército Brasileiro.

2. No Canadá, Parlamento aprova lei que favorece o uso de armas longas, não sendo mais necessário o seu registro.

3. Apelo aos brasileiros.

 

Os amargos frutos da “ostpolitik” vaticana

Publicado em: 15-03-2012 | Por: bidueira | Em: Sem categoria

0

Desde a Ilha-cárcere de Cuba, 750 opositores advertem: a viagem papal pode ser usada pelo Castro-comunismo
 
Índice
 
1. Perseguição religiosa na Cuba de hoje
2. Núncio em Havana nega audiência com opositores
3. “Ostpolitik” vaticana: um “pacto com o diabo”?
4. De uma “Igreja de mártires” a uma de “traidores”?
5. Mártires vivos da fé e “ostpolitik” vaticana
6. Não se pode transigir com o comunismo
7. Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou auto-demolição?
8. Reconciliação entre o bem e o mal?
9. Autoridades eclesiásticas: “silêncio cúmplice”
10. Súplica à Virgem da Caridade do Cobre
 
A entidade “Cubanos Desterrados” (CubDest), de Miami, adere à lúcida carta que 750 opositores e dissidentes cubanos acabam de enviar à S.S. Bento XVI, a respeito de sua visita à ilha-cárcere de Cuba de 26 a 28 de março próximo.
 
1. Perseguição religiosa na Cuba de hoje
 
No histórico documento, esses pacíficos e valentes opositores da tirania comunista manifestam que sem sombra de dúvidas estariam “muito contentes de recebê-lo em nossa Pátria, se a mensagem de fé, amor e esperança que possa nos trazer, servisse também para deter a repressão pela qual estão passando os que querem estar presentes na Igreja” [1].
 
O grupo de opositores justifica sua preocupação pelo fato de que, mesmo depois de se haver anunciado a visita papal, continua a perseguição policial e psicológica contra os fiéis católicos, e eles narram em sua carta vários fatos recentes. Compreende-se inteiramente essa preocupação se considera-se que o regime comunista não cessou a repressão, sequer com uma maquiagem cosmética, ante o anúncio da visita papal. E justifica-se o receio que os assinantes da carta manifestam a Bento XVI na continuação:
 
“Sua presença na Ilha seria como enviar uma mensagem aos repressores de que podem continuar fazendo o que queiram que a Igreja vai permitir, já que apesar de se saber de sua visita desde alguns meses, isto não serviu de óbice para que se incrementem – desde o poder – as detenções e a punição com violência às atuações religiosas, políticas e sociais. Que a Divina Trindade ilumine sua mente para que lhe permita tomar uma correta determinação! Amém!” [2].
 
2. Núncio em Havana nega audiência a opositores
 
Nesse sentido, causou profunda tristeza entre os fiéis católicos da ilha e do desterro a revelação efetuada pela ex-presa política Martha Beatriz Roque, respeitada e respeitável figura da oposição na ilha-cárcere, uma das inspiradoras da carta a Bento XVI, de que durante um mês solicitaram uma audiência com o Núncio Apostólico da Santa Sé em Cuba, monsenhor Bruno Musaro, para lhe entregar a carta, porém não obtiveram nenhuma resposta.
 
No momento em que as portas das prisões se abrem para receber novas levas de presos políticos, as portas da Nunciatura Apostólica se fecham hermeticamente a esses membros do rebanho cristão que não queriam outra coisa, senão fazer chegar uma súplica ao Pastor dos Pastores. O episódio da portada na cara poderá passar à História dos atribulados fiéis cubanos como um dos mais amargos dessa interminável via crucis de mais de meio século.
 
Os assinantes da carta não tiveram então outro recurso à disposição, senão enviar a mensagem por e-mail a seu alto destinatário e, posteriormente, a diversos meios de comunicação.
 
Constata o jornalista Juan O. Tamayo, de El Nuevo Herald, de Miami, que essa respeitosa mas firme carta constituiu “a mais recente expressão por parte desses dissidentes cubanos, aos quais preocupa que a visita do Papa só sirva para legitimar o governo de Raúl Castro e pouco ou nada fará para melhorar a situação dos direitos humanos”. E o episódio da Nunciatura Apostólica que acaba de ser narrado não faz senão aumentar a dramaticidade dessas preocupações.
 
3. “Ostpolitik” vaticana: um pacto com o diabo?
 
Por sua parte, o jornalista Victor Gaetan, correspondente internacional de National Catholic Register, escreve que em sua visita a Cuba Bento XVI poderá dar continuidade à estratégia da diplomacia vaticana de “evitar diligentemente qualquer confrontação política com o regime de Castro, ao tempo em que colabora com Havana para combater o embargo norte-americano e apóia as reformas econômicas anunciadas pelo governo”.
 
Segundo o referido jornalista, o esquema que se está aplicando em Cuba é o da chamada “ostpolitik” impulsionada pelo Vaticano nos tempos da Guerra Fria, com relação aos regimes comunistas do Leste Europeu.
 
Não obstante, tal como constata Gaetan, assim como na Europa a “ostpolitik” não deixou de trazer problemas de credibilidade à Igreja, também pode estar trazendo-lhes agora a trazê-los em uma Cuba pós-castrista. Nesse sentido, adverte o jornalista católico:
 
“O risco que a Igreja corre no contexto de um futuro pós-Castro, é o de ser severamente censurada por ter feito um pacto com o diabo” [3].
 
4. De uma “Igreja de mártires” a uma de “traidores”?
 
Esse risco foi claramente percebido pelo então arcebispo de Santiago de Cuba, monsenhor Pedro Meurice, que durante o colaboracionista Encontro Nacional Eclesial Cubano, realizado em 1986, constatou cruamente o conceito que tantos fiéis católicos da ilha haviam passado a ter de seus Pastores: “Consideravam-nos uma Igreja de mártires e agora alguns dizem que somos uma Igreja de traidores” (cf. La Voz Catolica, Arquidioceses de Miami, 14 de março de 1986, p. 15).
 
5. Mártires vivos da fé e “ostpolitik” vaticana
 
Sobre a “ostpolitik” vaticana, mártires vivos da fé, como os cardeais Mindszenty, Stepinac e Slipyj, mostraram na ocasião, de maneira respeitosa, porém firme, suas objeções a essa estratégia de aproximação diplomática e diálogo com os regimes comunistas.
 
Há alguns anos, o lançamento em Roma das memórias do falecido cardeal Casaroli (“Il martirio della pazienza”, Einaudi Editore), que foi secretário de Estado da Santa Sé e impulsor da chamada “ostpolitik” vaticana, fez reviver polêmicas em torno deste delicado tema. Uma das vozes mais críticas foi a do cardeal esloveno Ján Korec, nomeado cardeal em 1991 e um dos mais importantes testemunhos vivos da “ostpolitik” na Checoslováquia. Em entrevista ao jornal “Il Giornale”, o purpurado a qualificou como uma “catástrofe” para a Igreja desse país, pois “liquidou” com a atividade dos católicos que resistiam ao comunismo em troca de “promessas vagas e incertas dos comunistas”. Do lado comunista tudo não passou de uma “farsa”, a qual “continua hoje na China, Coréia do Norte, Cuba, Vietnã”, acrescenta o cardeal Korec.
 
Sobre a alegada eficácia de tal política para conseguir a liberdade das nações comunistas, o Cardeal Korec perguntou: “Por que então a China continua sendo a mesma China, o Vietnã continua o mesmo Vietnã e Cuba, sobretudo, continua sendo a mesma Cuba?” (“I martiri dell’Est – L’Ostpolitik di Casaroli danneggiò i cattolici – Intervista con il cardinale slovacco Korec”, Il Giornale, Itália, 18 de julho de 2000). Doze anos depois, as palavras do Cardeal Korec continuam com uma crucial atualidade.
 
6. Não se pode transigir com o comunismo
 
Também a respeito da “ostpolitik” vaticana para Cuba e das relações do Episcopado cubano com o regime comunista, a entidade “Cubanos Desterrados” editou ou contribuiu difundindo inúmeros documentos, inclusive livros. Entre esses documentos, permitimo-nos citar: “Respetuosa y filial súplica de los refugiados de Miami al Padre Común de la Cristiandad”, 1987, por ocasião da visita de S.S. João Paulo II a Miami; “¿Hasta cuándo las Américas tolerarán al dictador Castro? Dos décadas de progresivo acercamiento comuno-católico en la isla-presidio del Caribe”, Miami-Nova York, 1990; “Cuba comunista, 1997: vergüenza de nuestro tiempo y de nuestro continente – Dramáticos aspectos de la isla-cárcel en vísperas de la visita papal”, Miami, 1997; “Cuba comunista después de la visita papal – Temas candentes de la actualidad religiosa y política de la isla-cárcel”, da Comisión de Estudios Por la Libertad de Cuba, Miami, 1998; um livro no qual se analisam respeitosamente as alocuções papais na perspectiva da “ostpolitik” vaticana.
 
7. Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou auto-demolição?
 
Nos pronunciamentos da entidade “Cubanos Desterrados” sobre a dolorosa colaboração eclesiástica com o comunismo cubano, a entidade teve como obras de referência numerosos escritos do intelectual brasileiro, Professor Plínio Corrêa de Oliveira, que dedicou sua vida à denúncia da infiltração esquerdista nos meios de comunicação católicos. O pensamento do referido autor teve uma influência decisiva nos exilados cubanos, entre outros motivos, pelo fato de que o “Diario las Américas”, de Miami, publicou durante décadas incontáveis artigos de sua autoria. Em especial, cabe ressaltar o estudo “Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou auto-demolição?” (1963). Na referida obra, o Professor Corrêa de Oliveira desenvolve a tese de que “a Igreja não pode aceitar uma liberdade que implique em calar sobre os erros do regime comunista, criando no povo a impressão de que Ela não os condena”. Ao longo da História, explica o mencionado autor, não existe um exemplo de pressão mais completa em seu conteúdo doutrinal, mais sutil e polimórfica em seus métodos, mais brutal em suas horas de ação violenta, que a exercida pelos regimes comunistas aos que estão sob seu jugo. Por isso, diante de um Estado totalmente anti-cristão, não existe outro meio de evitar esta influência senão instruindo os fiéis sobre tudo o que esse regime tem de mau e perverso, destacando a necessidade da propriedade privada, respaldada por dois Mandamentos da Lei de Deus: o 7º e o 10º.
 
Por ocasião da publicação deste estudo, Plínio Corrêa de Oliveira recebeu carta laudatória da Congregação de Seminários e Universidades, na qual se referia à sua pessoa como “merecidamente célebre por sua ciência filosófica, histórica e sociológica”, e ao conteúdo do estudo como um “eco fidelíssimo” dos ensinamentos papais.
 
8. Reconciliação entre o bem e o mal?
 
A Srª Sylvia G. Iriondo, uma das figuras mais destacadas do desterro cubano nos Estados Unidos, acaba de publicar no Diario las Américas, de Miami, uma contundente análise sobre a peregrinação de católicos exilados a Cuba, organizada pela Arquidiocese de Miami, por ocasião da viagem de Bento XVI a Cuba.
 
A Srª Iriondo revela que a lista de candidatos foi entregue ao regime de Havana para ser analisada pelos censores cubanos, e suprimiu-se ou vetaram os nomes de potenciais peregrinos que tivessem manifestado a menor crítica ao comunismo cubano. O qual é um indício de como o governo comunista continua atuando com brutalidade, inclusive nos bastidores, para tentar manter um controle ostensivo ou camuflado dos mais mínimos detalhes durante a visita papal.
 
Comenta também a Srª Iriondo: “O nome dado, ‘peregrinação de reconciliação’, constitui por si só uma distorção da triste realidade cubana, cujo problema não reside na ‘reconciliação’ entre cubanos do exílio e da ilha – que somos um só povo -, senão que emana da imperiosa necessidade do estabelecimento de um Estado de Direito, com justiça e liberdade, que temos o dever de defender e o compromisso de conseguir”.
 
9. Autoridades eclesiásticas: “silêncio cúmplice”
 
A Srª Iriondo conclui dizendo que “em troca de algumas concessões que ratificam precisamente a natureza totalitária do regime, antepuseram interesses acima de princípios sagrados. Resulta incompatível com os valores cristãos da religião pela qual morreram tantos mártires cubanos executados no paredão de fuzilamento exclamando ‘Viva Cristo Rei’, a forma na qual autoridades eclesiásticas se pronunciaram ou deixaram  de se pronunciar na ilha, preferindo o silêncio cúmplice à proclamação da verdade” [4].
 
10. Súplica à Virgem da Caridade do Cobre
Desde o exílio, a entidade “Cubanos Desterrados”, ao tempo em que afirma sua incondicional obediência à Igreja e ao Papado nos termos estipulados pelo Código de Direito Canônico, defende como inteiramente lícito o direito e o dever dos fiéis católicos cubanos, da ilha e do desterro, de se opor respeitosamente às orientações da diplomacia vaticana e do episcopado cubano, que já levam décadas de aplicação em Cuba, na medida em que discordem da linha tradicionalmente adotada pela Igreja com respeito ao comunismo, e na medida em que seus amargos frutos revelaram ser, parafraseando o cardeal Korec, citado acima, uma “catástrofe” para a vida da Igreja cubana e da sociedade cubana em geral.
 
Por fim, “Cubanos Desterrados” eleva aos Céus uma súplica à Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, para que não permita que o regime comunista manipule a visita papal, para que fortaleça na fé os cubanos que sofrem na ilha, e para que chegue logo o dia da libertação de nossa querida Pátria.
 
Miami, 05 de março de 2012.
Sergio F. de Paz, Diretor
 
Notas:
 
[1] Juan O. Tamayo, Disidentes advierten al Papa sobre visita a Cuba, http://www.elnuevoherald.com/2012/03/02/1141787/disidentes-advierten-al-papa-sobre.html#storylink=cpy
 
 
[3] Victor Gaetan, How the Catholic Church is Preparing for a Post-Castro Cuba,
 
[4] Silvia G. Iriondo, “¿Ir a tanta vergüenza? Otros pueden. ¡¡Nosotros no podemos!!”- José Martí,
 
Tradução: Graça Salgueiro

 

O Estado acorvadou e desarmou os homens de bem

Publicado em: 09-03-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

0

1. Esclarecimentos sobre o último programa.

2. Discussão sobre iatrogenia;

3. Em São Paulo, crescem os números de latrocínio. Uma das causas é que o Estado acovardou e desarmou os homens de bem que morrem sem esboçar sua legítima defesa.

KREMLIN, LUBIANKA E SÃO LUIZ DOS FRANCESES

Publicado em: 08-03-2012 | Por: bidueira | Em: Sem categoria, VIAGENS

0

PLD em foco: Não brincar com coisa séria!

Publicado em: 04-03-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

0

Circula pela internet e-mails comparando indevidamente as mortes, consequência de erros médicos, com as mortes provocadas por acidentes com armas. O aspecto jocoso pode nos ser desfavorãvel.