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Estatuto do desarmamento: esclarecimentos!

Publicado em: 28-04-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

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PLD em Foco

Cel Paes de Lira comenta o Projeto de Lei do Deputado Federal-SC Rogério Peninha. 

Atenção! Não é revogação do Estatuto do Desarmamento, é uma repaginação!…

 

GUERRA DAS MALVINAS – 30 ANOS DEPOIS

Publicado em: 26-04-2012 | Por: bidueira | Em: Política Internacional

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26 ANOS DEPOIS, NÚMERO DOIS DA KGB CONFIRMA ACERTO DE MANIFESTO DE PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA!

Catolicismo, n° 377, maio de 1982 (www.catolicismo.com.br)

“Folha de S. Paulo”, 7 de maio de 1982 [e em 13 jornais das principais capitais de Estado]

 

Brasil, Argentina e Inglaterra face a um inimigo comum: o poderio soviético

Plinio Corrêa de Oliveira

O Brasil ante a guerra das Malvinas (*) (**)

 

[Telex ao Presidente João Batista Figueiredo]

 

Senhor Presidente. – A leitura dos jornais torna claro que o agravamento crescente da crise anglo-argentina, concernente às Ilhas Malvinas, poderá colocar a qualquer momento nosso Governo em circunstâncias de tomar atitudes mais e mais próximas de um envolvimento. Diplomáticas de início, econômicas logo em seguida, podem essas medidas chegar a ser de tal peso no curso dos acontecimentos que, por fim, qualquer dos incidentes inesperados, tão freqüentes numa guerra, pode afetar nossa Nação, a ponto de a arrastar a uma condição de beligerância, em que ela bem sente, entretanto, que não pode nem deve entrar.

O envolvimento que a Nação não quer

No momento em que estas e outras grandes cogitações da mesma ordem estarão por certo presentes ao espírito de V. Excia., a quem cabe a gloriosa mas gravíssima responsabilidade de fixar o roteiro que o Brasil há de seguir, está na índole da abertura política implantada por V. Excia. ao longo de seu mandato, que de V. Excia. se acerquem com respeito, direi mesmo com patriótico afeto, todos os setores da opinião nacional, a fim de que assim, no momento das graves deliberações, V. Excia. tenha presente o pulsar de coração do Brasil inteiro.

 

A TFP e a fibra conservadora e cristã da opinião nacional

Entre essas correntes, Sr. Presidente, V. Excia. conhece que está a TFP, cuja voz se vem fazendo ouvir de ponta a ponta de nosso território, com ressonância suficiente para pôr em vibração – em muitos lances, com quanta intensidade! – a fibra conservadora e cristã que é uma das prestigiosas e incontestáveis componentes da mentalidade nacional.

Nessas condições, Sr. Presidente, peço vênia para manifestar a V. Excia. o que ocorre à TFP acerca da atual conjuntura internacional.

 

26 ANOS DEPOIS, NÚMERO DOIS DA KGB CONFIRMA ACERTO DE MANIFESTO DE PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA!

 

Folha de São Paulo on line (folha.com)

13/01/2008 – 02h16

 

Russo fala sobre como financiou comunistas na América do Sul

 

IGOR GIELOW – do enviado especial a Moscou da Folha de S.Paulo

 

A América Latina foi uma “praça de armas” usada pela União Soviética na Guerra Fria contra os EUA, mas depois da crise dos mísseis de 1962 o conflito tornou-se indireto para evitar a repetição do risco de uma guerra nuclear. Apoio a guerrilhas anti-EUA na América Central, mais para espezinhar Washington do que para implantar o comunismo na região, foram o modelo favorito de ação.

Isso só mudou em 1982, quando Moscou tentou fornecer foguetes e imagens de satélite aos argentinos durante o embate com os britânicos após a invasão das Malvinas, mas a operação fracassou. E, apesar da retórica da ditadura militar sobre o perigo comunista, o Kremlin ignorou solenemente os movimentos de esquerda do Brasil entre 1964 e 1985, embora usasse algumas dezenas de agentes baseados no país para espionar os vizinhos.

[…]

Mas o general aposentado Nikolai Sergeievitch Leonov é mais do que isso. Aos 79 anos, com expressão clara num espanhol irretocável, ele tem sua trajetória confundida com as quatro últimas décadas da Guerra Fria e da União Soviética. “Era apenas um oficial”, diz, com a discrição essencial no ofício de quem foi o número dois do Comitê de Segurança do Estado, conhecido por suas temidas iniciais em russo, KGB, nos anos finais do regime comunista em Moscou.

[…]

A Guerra das Malvinas

Apesar de já ter citado o apoio militar soviético a Buenos Aires em duas entrevistas anteriores (em 1998 e em 2002), pela primeira vez Leonov detalhou do que se tratava a iniciativa de Moscou –já nos estertores da gestão Brejnev, que morreria no fim de 1982.

Com a guerra já iniciada, em março daquele ano o adido soviético na capital argentina procurou o Ministério das Relações Exteriores da junta militar do general Leopoldo Galtieri. “Inicialmente, queríamos fornecer armamentos diretamente, mas os argentinos se recusavam a algo entre governos diretamente. Queriam algo no nível de empresas”, diz Leonov.

Para ele, “os argentinos estavam muito arrogantes, porque achavam que a operação nas Malvinas ia ser fácil”. “Contudo, estávamos dispostos a ir muito longe, muito mais do que se pensa. Eles precisavam de mísseis terra-ar, ar-mar e mar-mar, mas não se atreveram a comprar armamento soviético. Então tentamos fornecer imagens de satélite da movimentação da Força Expedicionária Britânica no Atlântico, mas acho que eles desconfiaram dos dados que nós enviamos e os contatos morreram”, lembra.

Depois, segundo Leonov, o governo peruano, que já tinha reatado relações com Moscou e contava com muito material militar soviético, ofereceu mísseis e aviões de caça a Buenos Aires –mais como uma provocação ao Chile, adversário comum de ambos os governos. Mas não houve resposta.

O general, que à época era o diretor do Departamento Analítico-Informativo da KGB, afirma que dois motivos levaram a essa posição argentina. “Havia um fator ideológico, eles eram uma ditadura anticomunista, não poderiam introduzir armas soviéticas no cenário de guerra. Preferiam perder a guerra a parecer aliados dos soviéticos. E havia a pressão dos EUA, que eram aliados dos ingleses, mas também apoiaram a junta. De todo modo, eles perderam tudo. A guerra, o regime, eles se deram mal.”

Efetivamente, à época da guerra os britânicos localizaram barcos e submarinos soviéticos perto das águas do conflito, e bastou essa insinuação de apoio, que nada teve a ver com as negociações secretas em Buenos Aires, para que grupos como a Tradição, Família e Propriedade argentinos fossem às ruas para criticar o até então popular governo em guerra.

Presença naval soviética. Um símbolo. Uma ameaça

Está especialmente no ângulo de visão da TFP um dado da atual conjuntura, a que o noticiário dos meios de comunicação social não tem conferido todo o realce adequado: é – já antes da conflagração – a presença naval soviética nos mares sulinos, a qual permanece estável, tendo a seu alcance a zona que pouco depois entrou a conflagrar-se. E que tomouipso facto o caráter de símbolo do firme propósito russo de tirar partido dos acontecimentos que se desenrolarem.

Tirar partido em proveito do que, Sr. Presidente? De modo óbvio, em favor da expansão ideológica e colonialista do poderio soviético.

 

Tentáculos soviéticos na Argentina – na América do Sul

Tirar partido onde? De modo também óbvio, não só nos frios e escarpados penhascos das Malvinas, porém, segundo os bem conhecidos estilos do expansionismo soviético, para se estender eventualmente Argentina adentro, até onde puder. Ou seja, para que os tentáculos de Moscou alcancem o querido país, nosso vizinho e nosso irmão. – E por que só ele, se tão mais longe, pela América do Sul inteira, estes tentáculos já se desdobraram, e em outras ocasiões estenderam o terror, a insegurança e a desordem?

 

As esquerdas se acercam da Casa Rosada

Essa simbólica presença naval russa, a despertar a esperança de um apoio pelo menos diplomático e econômico de Moscou e de seus satélites à Argentina, o consenso geral não tem duvidado em a relacionar com as sucessivas visitas dos embaixadores da Rússia e da China à Chancelaria, e com a ostensiva aproximação ocorrida na Argentina, diretamente em virtude da ocupação das Ilhas, entre o governo – até então militantemente anticomunista – do Gen. Galtieri e as esquerdas argentinas de toda sorte.

Mas onde Moscou espera algum proveito nunca é de braços cruzados que o espera. E seu vezo de sempre intervir, ora pela astúcia, ora pela força, para produzir ou apressar os acontecimentos dos quais conta depois auferir vantagem.

 

Uma vez desembarcados… quem de lá os tira?

E isto, ainda que o Governo argentino, como afirma, não tenha presentemente a intenção de pedir o apoio russo. Como se vê, esse apoio, concretizado na presença naval soviética, se posta prestativo no seu caminho. Nos vaivéns imprevisíveis de uma guerra, quem pode garantir que a ajuda episódica de uma força naval russa, de um momento para outro não seja útil, ou quiçá até indispensável, à Argentina? Para expulsar do território continental algum contingente britânico ali desembarcado, digamos… Descem então, muito naturalmente, os soviéticos, para uma mera operação de limpeza. Mas depois… depois quem de lá conseguirá tirá-los?

Uma vez desembarcados na Argentina os russos, o que inopinada mas facilmente pode ocorrer, se desenrolarão automaticamente, e como que em bobina, todas as conseqüências que, no mundo inteiro, se tornam plausíveis – e em quantos pontos se têm tornado reais – logo a partir da presença militar russa.

Antes de tudo, a velada remessa de novas tropas, se aos contingentes enviados a título de socorro não se reconhece desinibidamente uma crescente hegemonia. Depois… Depois… Para o entrever basta olhar para as conseqüências que, em longa esteira de humilhações e de dores, se têm desdobrado onde quer que tropas soviéticas deitem as garras. Para completar a previsão, é só excogitar aqui em que termos essa ameaça poderia concretizar-se dentro do atual panorama ibero-americano, mais especificamente dentro do atual panorama brasileiro.

As eventuais correrias de tropas russas, argentinas e inglesas ensejariam incursões em território deste ou daquele país vizinho. As incursões russas, favorecidas, bem entendido, por guerrilhas locais de inspiração comunista, se intitulariam de “libertadoras”. E no país invadido, ficaria desfraldado o estandarte da subversão.

Com tudo isto, a esperança animaria e poria em ação os organismos comunistas e socialistas que Moscou mantém vivos em toda a América Latina, em todo o Brasil, Sr. Presidente. A “esquerda católica” se agitaria ainda mais atrevidamente, pregando mais ou menos veladamente a luta de classes, ao mesmo tempo que difundindo (com ardis dulçurosos todos seus) a inércia entre os não-comunistas. Por fim, os oportunistas, correriam de encontro ao sol que se levanta. E o terrorismo reabriria as feridas de outrora em toda a América Latina, por meio de assaltos, seqüestros, atentados!

Nos extremos confins desse horizonte macabro, a experiência dolorosa mostra que quem quisesse resistir a essa agressão do super-poder soviético teria de recorrer ao super-poder norte-americano. Era a vietnamização do Brasil, da América espanhola, que teria começado.

 

O que mais importa é preservar o Brasil, a América do Sul

Tudo isto, Sr. Presidente, conduz à conclusão de que, face à guerra das Malvinas, embora muito importe conhecer quem, em nome da Justiça, deve ficar com as Ilhas, se a Inglaterra, se a Argentina (e nossos corações de ibero-americanos propendem todos por esta última), algo importa mais ainda, incomensuravelmente mais. É saber se a Argentina, o Brasil, todo o Continente sul-americano continuarão inteiramente livres das ingerências, das intrigas, das ameaças, das incursões à mão armada, e por fim da hegemonia soviética.

 

Confiança em nossas autoridades

Bem sei que o quadro das conseqüências da tensão anglo-argentina não se reduz só a isso. Sei também que, para ponderar todos os outros aspectos da questão – numerosos, complexos, emaranhados – tem largo tirocínio e riquíssima bagagem informativa nosso atual chefe de Estado, em cuja preclara carreira de homem público figuram longos anos à testa do SNI.

Por isto, acerca de nenhum desses aspectos aqui cogito.

 

Acima de tudo, o Reino de Deus

Mas há uma máxima, Sr. Presidente, que os homens, arrastados no torvelinho das questões terrenas, são por vezes propensos a olvidar: “Quaerite ergo primum regnum Dei et justitiam ejus: et haec omnia adjicientur vobis” (Mt. VI, 33). Para o Brasil, para a Argentina, para os países irmãos da América do Sul, “procuremos antes de tudo o Reino de Deus e sua Justiça” e obteremos tudo o mais. Ou seja, acima de tudo mantenhamos afastado o inexorável inimigo de Deus, e a misericórdia deste nos galardoará com o resto.

Esta máxima evangélica, tão sublime e tão suave, não é habitualmente aquilatada em seu inteiro alcance pelos homens públicos de todo o mundo, nestes nossos dias laicos e agitados. Tornando-a presente a V. Excia., em espírito de cooperação respeitosa e cordial, estou certo de agir como melhor não poderia fazer o mais devotado de seus amigos ou cooperadores.

E porque o veio cristão e conservador da alma brasileira é todo voltado para a observância enlevada dessa nobre e luminosa máxima, estou certo também de agir, quanto em mim está, para evitar ao nosso povo, dolorosos transes de alma, lembrando esta máxima ao Supremo Magistrado de meu País.

O povo brasileiro, ordeiro e inarredavelmente católico, por enquanto ainda desprevenido e tranqüilo, que surpresa terá, Sr. Presidente, que vibrações de alma sentirá, e poderá extrovertidamente fazer sentir, caso as operações militares nas águas marítimas do Sul ensejem o desembarque de ingleses, e logo depois de russos, em território argentino! Russos, sim, russos soviéticos, os quais na ordem profunda dos fatos, são inimigos tanto dos ingleses, quanto dos argentinos, como de toda nação que não professe seu tenebroso credo ateu, nem se resigne em lhes ser humilde escrava…

Que estranheza, que desconcerto, que sensação alucinante de estarem desidentificados da missão histórica da Terra de Santa Cruz, sentirão os brasileiros católicos e conservadores quando notarem que os recursos táticos da configuração geográfica do País, as riquezas de seu subsolo, de sua agricultura e de sua indústria estarão sendo úteis, em última análise, para desígnios dos inimigos de Deus, isto é, da superpotência ideológica e imperialista cumulativamente inimiga da Inglaterra, da Argentina, em suma, de tudo quanto não seja ateísmo e ditadura do proletariado!

A fim de poupar ao nosso povo o drama de consciência que agudamente sofreria com tudo isso, peço vênia para atrair para este ponto primacial a alta atenção de V. Excia.

Assim fazendo, mantenho-me fiel à vocação ininterruptamente seguida pela TFP nestas décadas de atuação pública.

Queira V. Excia., Sr. Presidente, ver na presente mensagem o cristão patriotismo da TFP, bem como todo o desejo de cooperação que a anima em relação ao Governo nacional. É rogando pela pessoa ilustre de V. Excia., para que a graça de Deus o ilumine na procura das trilhas que seguiremos, e para que a Providência cumule de êxito a atuação de V. Excia. à frente do País, que com toda a TFP elevo preces a Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil.

A Ela suplicamos, acima de tudo, não consinta em que comunistas russos, inimigos de Deus, depois de eventuais andanças pelo território argentino, acabem por transformar em terra da foice e do martelo a Terra de Santa Cruz.

PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA

Presidente do Conselho Nacional

(*) Os subtítulos são da versão publicada em “Catolicismo”.


(**) Para mais detalhes sobre as campanhas de esclarecimentos das TFP’s sobre a guerra das Malvinas ver: “Guerra das Malvinas: a batalha das TFP’s contra a interferência de Moscou“, em “Um Homem, uma Obra, uma Gesta – Homenagem das TFP’s a Plinio Corrêa de Oliveira

 

A COSTA DO DESCOBRIMENTO: 1500 – 2012

Publicado em: 22-04-2012 | Por: bidueira | Em: VIAGENS

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A COSTA DO DESCOBRIMENTO: 1500 – 2012

(“Singela homenagem de um brasileiro ao país, por ocasião de seu 512° aniversário”)

Lisboa testemunhou cerimonial grandioso no domingo, 8 de março de 1500, véspera da partida da esquadra que Dom Manuel confiara a Pedro Álvares Cabral. O Rei assistiu à missa na ermida votiva do Infante D. Henrique, entregou a Pedr’Álvares o estandarte régio, com a cruz da Ordem de Cristo, e transmitiu-lhe ordens miúdas e graves[i].

Pedro Álvares, capitão-mor da armada, Senhor de Belmonte e Alcaide-Mor de Azurara pertencia à melhor gente da Beira, filho de Fernão Cabral e Dª Isabel Gouveia. Em sua esquadra de três navios redondos, dez naus e caravelas, haviam embarcado: Pero Vaz de Caminha, escrivão da feitoria a ser fundada em Calicute, nas Índias; o guardião franciscano Henrique Soares de Caminha; Bartolomeu Dias; soldados e frades, também franciscanos; degredados e navegantes famosos, perfazendo o efetivo aproximado de 1200 a 1300 pessoas[ii].

Escreveu que “… a 23 (de março) perdeu de vista a nau de Vasco de Ataíde, exatamente quando deixava no horizonte a ilha de São Nicolau, de Cabo Verde, e com o vento à feição, ao oeste, por este mar de longo, 660 ou setecentas léguas, a 21 de abril uma surpresa comoveu e exaltou a marinhagem. Pescaram-se gramíneas, vindas de terra próxima! Pela manhã de 22, quarta-feira, oitavário da Páscoa, topamos aves a que chamam fura-buchos, e, a horas de véspera, houvemos vista de terra, a saber: primeiramente dum monte mui alto e redondo, e doutras terras mais baixas, ao sul dele, e de terra chã com muitos arvoredos, ao qual monte alto o capitão pôs o nome de monte Pascoal[iii]“. Exultemos, pois, ó brasileiros, nosso querido país acabara de nascer. Salve 22 de abril de 1500!

“Não havendo no local bom abrigo para a esquadra, singraram os navios para o norte e a 25 chegaram a magnífico ancoradouro, que se chamou Porto Seguro. Num dos ilhéus da enseada, o da Coroa Vermelha, Frei Henrique celebrou, a 26, a primeira missa no Brasil[iv]”. O celebrante era homem de singular religião e piedade, que depois, pela santidade de sua vida foi Bispo de Ceuta[v]. Comemoremos, pois, ó brasileiros, Jesus nos abençoava e se fazia presente, pela primeira vez, na hóstia consagrada.

A segunda missa foi celebrada a 1° de maio em praia de terra firme na qual foi erguida uma cruz com as armas de Portugal, símbolo da posse da terra. Cabral, a dois de maio, retomou o caminho das Índias. Um navio, sob o comando de Gaspar de Lemos, retornou a Portugal levando a Dom Manuel I, “O Venturoso”, a notícia do descobrimento, minuciosamente narrado em carta por Pero Vaz de Caminha, à qual Joaquim Silva se refere como “a primeira página da história pátria[vi]”. Este precioso documento foi descoberto em 1793, na Torre do Tombo, Lisboa, e publicado pela primeira vez em 1817 por Aires de Casal em sua obra Cosmografia Brasílica[vii]. Alegremo-nos, pois, ó brasileiros, nosso país tem preservada na íntegra a certidão de batismo que atesta incontestavelmente sua origem ocidental-cristã.

Eu e minha esposa também estávamos lá… em janeiro de 2012. Ao chegarmos a Porto Seguro passamos sob um pórtico com o dístico “Aqui nasceu o Brasil”. Emociona estar na cidade assim denominada pelos descobridores, como se lê na carta de Caminha: “Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500[viii]”. À entrada da cidade admira-se o belo monumento que homenageia Pedro Álvares Cabral. A ele devemos nosso primeiro nome, Ilha de Vera Cruz. A Dom Manuel, o segundo, Terra de Santa Cruz. Agradeçamos a Deus, pois, ó brasileiros, nascemos e nos mantivemos sob o sinal da cruz.

Em janeiro de 2012, desfrutamos de magníficos dias de sol e lazer na praia de Taperapuan à frente da qual desfilaram os navios dos descobridores. Deleitamo-nos com a Costa do Descobrimento, belíssimo litoral que se estende do Parque Nacional de Monte Pascoal, ao sul, até Belmonte, ao norte. Caraíva, Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Belmonte são os municípios que recebem de braços abertos, todos os anos, milhares de turistas de todos os rincões do Brasil e de tantos países amigos.

Os naturais da terra se orgulham das belezas naturais que exibem e do passado ímpar que os distingue. O justificado orgulho se manifesta por toda parte, como nestas palavras do Guia Turístico da Costa do Descobrimento[ix]: “Marco do início do Brasil, Porto Seguro é o ponto de partida para se conhecer o rico acervo histórico tombado e conservado. Datado dos primórdios do Descobrimento do Brasil este cenário pode ser visitado e entendido nos museus, através do farto acervo histórico. Entre prédios históricos, museus e locais ainda primitivos o visitante vive um pouco da nossa história em toda a Costa do Descobrimento”. Nela, caravelas com a cruz da Ordem de Cristo, nas mais diferentes peças de artesanato local, são oferecidas ao turista por toda a parte.   Sigamos, pois, ó brasileiros, descobrindo a Terra de Santa Cruz.

Em Porto Seguro visitamos o “Memorial da Epopeia do Descobrimento”, inaugurado em 2003, um espaço cultural idealizado e fundado pelo Professor Wilson Cruz. Ao percorrê-lo podem ser admiradas: espécies da flora nativa; o pavilhão da epopeia das grandes navegações marítimas; uma réplica em tamanho natural de caravela da esquadra de Cabral; e, em grande oca, objetos variados de inúmeras tribos indígenas, referência aos primitivos habitantes da Terra de Santa Cruz.

No sítio histórico de Porto Seguro se encontra o famoso Marco do Descobrimento ou da Posse, enviado em 1503 e no qual estão esculpidas a Cruz de Aviz, símbolo da Ordem de Cristo, e as armas de Portugal. Pedro Calmon denomina-o de Padrão de Posse. A Casa de Câmara e Cadeia (Sec. XVII), o casario preservado, a Matriz de Nossa Senhora da Pena (iniciada em 1535), a igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário (1549 e 1551) e a igreja de Nossa Senhora da Misericórdia são relíquias arquitetônicas que atraem a admiração de todos. Viva, pois, ó brasileiros, pelas obras preservadas do rico patrimônio histórico nacional.

Trancoso foi fundada em 1586 para a defesa em face de contrabandistas de pau-brasil. Seu sítio histórico é um dos mais importantes da Costa do Descobrimento. Nele destaca-se típica forma de povoamento dos jesuítas, o Quadrado, grande praça no alto de um outeiro cercada de casinhas baixas e geminadas. A igreja de São João Batista ergue-se no lado do Quadrado voltado para o mar. A atual Trancoso, antiga aldeia de São João Batista dos Índios, é considerada um dos últimos exemplares preservados das primeiras povoações brasileiras[x]. À estrada, pois, ó brasileiros, há muita história a desfrutar, além de paradisíacas belezas naturais, na Costa do Descobrimento.

  No domingo, 26 de abril de 1500, Cabral e os capitães baixaram ao ilhéu de Coroa Vermelha e assistiram à missa, comovidamente celebrada por Frei Henrique[xi]. Em Coroa Vermelha, município de Santa Cruz Cabrália, se encontra como monumento uma cruz que assinala o local da primeira missa celebrada em nossas terras. Desenho de J. Wash Rodrigues e famoso quadro a óleo de Vitor Meireles nos remetem àquele memorável dia da nacionalidade. Eia, pois, a celebrá-lo, ó brasileiros, como evento da Semana de Vera Cruz, denominação dada ao período de dez dias vividos pela esquadra de Cabral na Costa do Descobrimento. Acorramos jubilosos às missas em 26 de abril e 1°de maio.

No sábado, 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral deixou Porto Seguro rumo às Índias. No domingo, 22 de janeiro de 2012, eu e minha esposa decolamos de Porto Seguro rumo ao Rio de Janeiro. Estivéramos todos na Costa do Descobrimento que, “de ponta a ponta é toda praia palma e muito chã e muito fremosa… em tal maneira graciosa que querendo a aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem…” [xii].

Que o Cristo Redentor siga abençoando-te, Terra de Santa Cruz. Parabéns, Brasil, por teus quinhentos e doze anos. Feliz Aniversário!

Gen Ex Paulo Cesar de Castro

Professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro.




[i] – CALMON, Pedro. História do Brasil, Volume I, pag. 55. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1959. E: SILVA, Joaquim, História do Brasil, pag.. 16. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1955. 

[ii] – BUENO, Eduardo, A Viagem do Descobrimento, pag. 10, afirma que, após o desaparecimento de uma das naus (a de Vasco de Ataíde) restaram 1350 homens embarcados nos, agora, 12 navios. RIO DE JANEIRO: Objetiva, 1988.

[iii] – CALMON, Pedro, ob. cit. pag. 55 e 56.

[iv] – SILVA, Joaquim, ob. cit. pag. 16. 

[v] – OSÓRIO, D. Jerônimo, Da Vida e Feitos de el-Rei D. Manuel I, pag. 77, in CALMON, Pedro, ob. cit. pag. 58.

[vi] – Idem, página 25.

[vii] – CALMON, Pedro, ob. cit. páginas 64 a 83.

[viii] – Idem, pag. 83.

[ix] – REHDER, Sérgio Osvaldo, editor e diretor. Guia Turístico da Costa do Descobrimento, 1ª edição, pag. 19. Porto Seguro e São Paulo: 2005/2006.

[x] – Idem, pág. 124 a 126.

[xi] – CALMON, Pedro, ob. cit. pag. 58.

[xii] – SILVA, Joaquim, ob. cit. pag. 24 e 25.

Tribunal de SP absolve apesar de irregularidades no porte de armas

Publicado em: 20-04-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

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PLD em Foco

1. Dia do Exército Brasileiro

2. Tribunal de São Paulo absolve, em segunda instância, dois cidadãos de bem, apesar de irregularidades no porte de armas.

3. ABRINQ adere a campanha de desarmamento. Que tal deixar de comprar seus produtos?

 

De onde vem o arsenal do crime organizado?

Publicado em: 14-04-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

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PLD em Foco 

1. O desmonte de uma quadrilha fortemente armada que assaltava condomínios em São Paulo mostrou que usavam um arsenal de armas super sofisticado.
2. De onde vem estas armas? do cidadão comum?
3. ONGs “da paz” continuam acusando os cidadãos comuns!…

Anencefalia moral

Publicado em: 12-04-2012 | Por: bidueira | Em: Família

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Painel do Leitor – FSP de 12 de abril de 2012

Anencefalia
Sobre o polêmico tema do aborto de crianças anencéfalas, julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), alguns alegam que a gestante deve ser livre para optar, pois passa por um sofrimento indizível ao constatar a espera de um natimorto. Então pergunto: e o bebê -que não pediu para nascer- não sofre também ao ser expelido do útero materno com três meses ou mais de vida (prazo em que se podem avaliar os casos de anencefalia)?
Falam da dignidade da mulher mãe. E quanto à dignidade do bebê? Ela não existe? Devemos gritar: “Salvem os bebês!”.
Virginia Cavour (Rio de Janeiro, RJ)

Matar uma criança no ventre da mãe, qualquer que seja seu estado, é um ato de barbárie. A verdadeira civilização se caracteriza por defender os fracos, os pequenos e frágeis, e não por eliminá-los porque são um “estorvo” para os fortes. Ou a vida está acima de qualquer pretexto, ou logo qualquer pretexto será suficiente para eliminar a vida. Aborto é crime hediondo, em qualquer caso.
Felipe Aquino (Lorena, SP)

Superstições, confusões e demagogia não seguram o câncer de Chávez

Publicado em: 10-04-2012 | Por: bidueira | Em: Sem categoria

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Superstições, confusões e demagogia não seguram o câncer de Chávez

Posted: 08 Apr 2012 10:30 PM PDT

Após reconhecer que voltou o câncer que ele já tinha vencido, o presidente venezuelano Hugo Chávez foi para Cuba e se fez operar mais uma vez e se tratar com radioterápia.

Ele havia anunciado diversas vezes sua vitória definitiva contra a grave doença que está operando em seu corpo destruição análoga à que ele vem fazendo na Venezuela. Desta segunda vez, também anunciou a ‘vitória final’. Os médicos, cubanos e russos, foram assaz pessimistas.

De nada lhe adiantou invocar a superstição venezuelana de Maria Lionza, uma espécie de divindade lúbrica. “Eu tenho fé de que prevalecerei por meio dos espíritos das planícies” – disse naquela ocasião. LINK

Nem os “espíritos das planícies” nem a medicina cubana adiantaram de nada.

Sinal da gravidade de seu caso e do medo do presidente-ditador: foi até o aeroporto internacional de Caracas exibindo foto do Sagrado Coração de Jesus no carro e carregando uma imagem de Nossa Senhora. Na hora do desespero são as únicas que inspiram confiança até mesmo naqueles que as ofendem.

Entrementes seu amigo íntimo Evo Morales, presidente da Bolívia, invocou a divindade andina Pachamama, mais modernamente cultuada pelos ambientalistas sob o nome da Gaia, para que restabeleça a saúde de seu correligionário e mentor venezuelano.

Em carta a Chávez, ele disse: “Peço que a energia da Pachamama restabeleça a força vital e que novamente o equilíbrio e a harmonia fluam em sua vida”. Mas pelo visto no aeroporto, o venezuelano não está acreditando muito nesse tipo de divindades fajutas.

Morales sublinhou que a força de Chávez, seu principal aliado e suporte econômico, “provém das vontades dos povos em lutar pelo justo e igualitário e isto não permitirá que nada o derrote”.

Mas parece que até isto está faltando aos líderes populistas de esquerda latino-americanos. Inclusive no Brasil.

De retorno à Venezuela, o ditador chorou diante da TV pedindo a Jesus que não lhe tire a vida porque tinha muita coisa a fazer ainda, leia-se mais subversão esquerdista. No dia seguinte, defendeu a ditadura da Siria, atacou os EUA, mas voltou àds pressas a Cuba para mais tratamentos.

Obama’s Brazilian model – Rousseff shows White House an authoritarian way forward

Publicado em: 10-04-2012 | Por: bidueira | Em: Sem categoria

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(…) The increasing persecution of the conservative group Tradition, Family and Property (TFP) exposes the dangers of dissent in the rapidly secularizing world. Founded in the 1960s to fight communism and promote traditional values, the TFP – which is well-known in Washington circles for its active U.S. affiliate – is Brazil’s leading opponent against leftist priorities such as abortion, censorship and regulations that inhibit private-property rights. Because it stands in the way of Big Brother, the government has gone after the TFP. Most recently, the Superior Tribunal of Justice, one of Brazil’s upper-level courts, ruled in favor of a splinter group, the Heralds of the Gospel. The move, which occurred under strong pressure from church authorities including the Vatican’s apostolic nuncio, is effectively gagging the TFP by handing its assets over to liberal dissidents (…)

Venezuela: ditadura proíbe o comércio de armas e munições

Publicado em: 08-04-2012 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco

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PLD em Foco

1. Na Venezuela, Chavez proibe o uso de armas.
2. Relações exteriores e Defesa Nacional estabelecem parcerias estreitas com a Venezuela.
3. Ingressos gratuitos para os Jogos Olímpicos-2014 para quem entregar as arnas.