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AGORA É NO SENADO!

Publicado em: 22-04-2016 | Por: bidueira | Em: CHAVES, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, PT, REVOLUÇÃO DE 64, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Coronel Paes de Lira analisa o atual quadro político do Brasil.

Publicado em 22 de abr de 2016

Compete agora ao Senado julgar a Presidente Dilma sobre o seu afastamento. Num desespero de causa ela tenta manobras espúrias para se livrar do impeachment.

A mão estendida virou punho cerrado

Publicado em: 21-04-2016 | Por: bidueira | Em: PT, REVOLUÇÃO DE 64, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Agência Boa Imprensa

A mão estendida virou punho cerrado

Péricles Capanema

 

O PT e demais forças de esquerda a ele aliadas ou meras forças auxiliares, como os movimentos sociais, têm agora problema delicado, estão com cobertor curto. Se puxarem para a cabeça, descobrem o pé; se cobrirem o pé, deixam a cabeça no frio.

Perdia o PT com o punho cerrado, ganhou com a mão estendida. Com ela, desarmou resistências no público em geral, avançou em setores antes duramente bloqueados, exemplo lideranças rurais, aparelhou escandalosamente o Estado. Nessa moldura, a anterior vigilância de largos setores mudou para indiferença, ocasionalmente até mesmo para simpatia. Ficaram comuns opiniões do tipo ‘a ideologia morreu, não passam de ladrões aproveitadores’.

Veio a crise econômica, o desemprego, a volta da carestia, a roubalheira despudorada. E a grossa maioria se voltou contra o PT e o governo Dilma. Na esteira, na Câmara dos Deputados, 367 deputados, de olho nas possibilidades de reeleição, votaram a favor doimpeachment da Presidente.

Na militância petista, clima de luto. Se não agir rápido, a direção corre o risco do desânimo desagregador em seus setores mais ardentes. Precisa tê-los em vista. Se atendê-los, assustando o público, as possibilidades eleitorais correm perigo. O dilema emerge inevitável à maneira do desafio da esfinge de Tebas: decifra-me ou te devoro. De outro ângulo: é a política difícil de, ao mesmo tempo, desmobilizar os opositores, atrair simpatizantes e mobilizar a militância. Já começou em tom virulento e intolerante a encenação de perseguido por defender os pobres e vítima de elites insensíveis. Em suma, no presente momento, o PT optou pelo confronto. Foi jogado no quarto de despejo o boneco Lulinha paz e amor e a empoeirada Carta ao Povo Brasileiro de 22 de junho de 2002. À ribalta, tinindo, voltou o Lula jararaca.

Nessa linha, proclama a resolução do Diretório Nacional de 19 de abril último: “A direção do PT congratula-se com (…) a Frente Brasil Popular, aliada à Frente Povo sem Medo. (…) Reconhecemos a vitalidade dos movimentos sociais, a abnegação e a combatividade de nosso aliado histórico, o Partido Comunista do Brasil. Prestamos igualmente nosso respeito, entre outras agremiações, ao Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e ao Partido da Causas Operária (PCO) (…) Fazendo autocrítica na prática, o Partido dos Trabalhadores tem reaprendido nesta jornada, antiga lição que remete à fundação do nosso partido: o principal instrumento político da esquerda é a mobilização social, pela qual a classe trabalhadora toma em suas mãos a direção da sociedade e do Estado”.

Volta o PT das origens, dando guarida às concepções bolcheviques: a mobilização em frente popular e não a luta parlamentar, trará ao operariado (ao Partido, seu representante) a direção da sociedade e do Estado. Impossível não escutar ecos de Lênin antes do assalto ao Palácio de Inverno.

Na esteira da tomada de posição radical, Rui Falcão avisou: “Não haverá trégua nem estabilidade. É muito mais que oposição parlamentar só. Não tem paz, não tem tranquilidade, tem luta”.

Com isso, o PT atende a setores radicalizados. Mas tem o reverso, duas possibilidades, uma desejada, outra temida. O medo provocado pela face agressiva petista na opinião pública a fará mais tendente a ceder. É o cede ou vai apanhar mais, vantajosa para o PT. Contudo, existe a segunda possibilidade, pode também irritá-la, enrijecê-la, fazê-la mais disposta a resistir. E os efeitos podem ser profundos e longos.

Para César Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro, o PT começou mal, errou na dose, achou que a intimidação resolvia e produziu efeito contrário. Acho que viu certo: “Quando aceito o pedido de impeachment de Dilma e aberto o varejo dos cargos, se esperava que Dilma e seu núcleo duro suavizassem sua comunicação e seus discursos de forma a não gerar insegurança nos deputados do baixo clero. Ou seja, para ter votos suficientes, deveriam caminhar em direção ao centro. Mas fizeram exatamente o contrário. Se encantaram pelo slogan que seus comunicadores criaram ‘não vai ter golpe’ e subiram o tom. O slogan ‘não vai ter golpe’ foi sendo interpretado como algo do tipo ‘se for necessário pegaremos em armas’. Os discursos no Planalto, no Congresso e nos comícios subiram o tom como um slogan latino-americano: ‘Não passarão’ ou ‘Governo Dilma ou morte’. As caras e feições dos deputados foram ganhando expressões crescentemente raivosas. Toda essa coreografia foi percebida pela opinião pública difusa, pelos deputados e senadores que estão fora da esgrima ideológica como se, não passando o impeachment, nos dois e meio últimos anos de governo, Dilma radicalizaria à esquerda. A distribuição de cargos não seria redistribuição de poder. O poder estaria mais centralizado. Assustou”.

Aqui está o risco do PT: assustar e levar à determinação de resistir. Se acontecer, com mais foco, dependendo de como acontecer, o Brasil direito terá dado passo imenso no rumo certo.

MADURO SAI EM DEFESA DE DILMA

Publicado em: 19-04-2016 | Por: bidueira | Em: CHAVES, DIREITO DE PROPRIEDADE, Política Internacional, PT, REVOLUÇÃO DE 64, Terrorismo

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http://esta-acontecendo.blogspot.com.br/2016/04/maduro-sai-em-defesa-de-dilma-apos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+OQueEstAcontecendoNaAmricaLatina+(O+que+est%C3%A1+acontecendo+na+Am%C3%A9rica+Latin

Pronunciamentos do Deputado Eduardo Bolsonaro

Publicado em: 18-04-2016 | Por: bidueira | Em: Comissão da Verdade, Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, FARCs, PT, REVOLUÇÃO DE 64, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Campanha pelo impeachment – Faça a sua parte

Publicado em: 14-04-2016 | Por: bidueira | Em: PLD em Foco, PT, REVOLUÇÃO DE 64, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta o momento político brasileiro.

A quem ameaça a Lei

Publicado em: 12-04-2016 | Por: bidueira | Em: PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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A quem ameaça a lei

Diário do Comércio

Classificar como ofensivas as caricaturas e as imagens que expressam o sentimento de uma imensa parcela da população, e ainda mais proibi-las, é a mais descarada iniciativa de censura de que se tem notícia nesta república

O governo do Distrito Federal (GDF), sob o pretexto de garantir a segurança durante votação do impeachment da presidente da República no Congresso, anunciou a divisão não só da Esplanada dos Ministérios, mas do coração da cidade, o Plano Piloto, proibindo os manifestantes contrários ao governo de estacionarem seus carros na Asa Norte e os favoráveis ao governo de fazê-lo na Asa Sul.

Certamente, alguém está pensando que os brasilienses vivem na Berlim da Guerra Fria.

Além da cerca que pretende erguer no meio da Esplanada dos Ministérios, já cognominada de Muro da Vergonha, o GDF proibiu balões e bonecos infláveis “ofensivos”, impondo a retirada do pato da FIESP inflado do lado “errado” da Esplanada que agora corre o risco de não ficar em lugar nenhum.

Dilma, Lula e o PT agradecem, pois não conseguiram fazer melhor. A bem da verdade, diga-se que sequer ousaram.

O paralelo enviesado ao longo do qual a Brasília do Norte confrontará a Brasília do Sul se inspirou certamente na malsinada experiência do 7 de setembro do ano passado, quando um tapume metálico deu o toque final estalinista a uma Esplanada cercada de prédios públicos ornamentados com propaganda governamental.

Mais uma vez, sob o pretexto de segurança, capitulou-se aos interesses do PT, agora apelando-se também ao argumento da igualdade de condições para, na verdade, cercear as manifestações pacíficas e ordeiras da população de Brasília. Uma mistura de pretextos, não um conjunto de razões.

Não se pode tratar igualmente o que é profundamente desigual. Repartir em campos equivalentes a Esplanada dos Ministérios é querer impor uma divisão da população que não corresponde à realidade.

Como foi seguidamente demonstrado ao longo do ano de 2015 e neste 13 de março, as manifestações contrárias ao governo foram muitas vezes maiores do que as pajelanças encenadas  com dinheiro público.

Desiguais em número, espontaneidade e legitimidade, os manifestantes são também desiguais nas suas atitudes, a julgar pelas agressões, invasões e depredações que as mesmíssimas organizações e lideranças que apoiam o governo promoveram na cidade em ocasiões recentes e prometem renovar.

Os manifestantes amplamente majoritários, que são os contrários ao governo, pautam seus protestos pelo respeito à lei e à ordem. Igualá-los aos arruaceiros de fato e em potencial enquadrados por movimentos que sistematicamente desrespeitam e atacam as mesmíssimas lei e ordem é uma agressão à democracia brasileira.

Classificar como ofensivas as caricaturas e as imagens que expressam o sentimento de uma imensa parcela da população, e ainda mais proibi-las, é a mais descarada iniciativa de censura de que se tem notícia nesta república.

Isso é manifestamente ilegal e já está sendo imposto nesse momento na Esplanada dos Ministérios em Brasília, sob o mais complacente silêncio da imprensa e das autoridades que deveriam defender a liberdade de expressão garantida pela Constituição.

Mas não é nova a leniência vergonhosa do GDF para com os abusos e as agressões praticados pelos ditos movimentos sociais contra pessoas indefesas e manifestantes contrários.

Em 2015, enquanto os manifestantes anti-governo acampados em frente ao Congresso eram escorraçados a estocadas pelos militantes petistas, de um acampamento em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios saía uma horda para bloquear o Eixo Monumental e aterrorizar mulheres a caminho do trabalho, ameaçando capotar-lhes os automóveis.

É o mesmo governo que agora reserva o estacionamento do Teatro Nacional, do lado da Esplanada, como área de acampamento dos militantes pró-governo, enquanto remete os contrários a quilômetros de distância.

Segurança e igualdade de condições? Pois sim! Esta é sim uma ilusão de segurança inoculada pela subserviência ao PT. Esta é a desigualdade imposta aos cidadãos de bem pelo desassombro ditatorial do PT.

Não resta a menor dúvida que o alvo das medidas de segurança anunciadas pelo GDF são a liberdade de expressão e de manifestação da grande maioria da população de Brasília contrária ao governo do PT. Há tempo de revertê-las, antes que consumadas se transformem em mais um vexame, em mais uma ofensa, e muito provavelmente, em inédita violência na Capital Federal.

Neste momento em que a presidente da República autoriza no Palácio do Planalto as mais espantosas ameaças à ordem pública e na Câmara de Deputados o líder do PT vocifera que os “movimentos sociais a favor do governo não vão aceitar o impeachment”, a segurança na Capital Federal deixa de ser uma questão local para se transformar em nacional, de sobrevivência das instituições neste País.

Ao invés de dividir a cidade, a população e o País, o governo do Distrito Federal deveria simplesmente aplicar a Lei a quem ameaça a Lei.

Exortação pós-sinodal Amoris laetitia: primeiras reflexões sobre um documento catastrófico

Publicado em: 11-04-2016 | Por: bidueira | Em: Família, Perseguição religiosa

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Roberto de Mattei (*)

 Amoris laetitia

Com a Exortação apostólica pós-sinodal Amoris laetitia, publicada em 8 de abril, o Papa Francisco pronunciou-se oficialmente sobre problemas de moral conjugal, em discussão há dois anos.

No Consistório de 20 e 21 de fevereiro de 2014, Francisco havia confiado ao cardeal Kasper a tarefa de introduzir o debate sobre esta questão. A tese do cardeal Kasper, de que a Igreja deve mudar a sua prática pastoral nas questões matrimoniais, foi o leitmotiv dos dois Sínodos sobre a família de 2014 e 2015, e constitui hoje a pedra angular da exortação do Papa Francisco.

No decurso desses dois anos, ilustres cardeais, bispos, teólogos e filósofos intervieram no debate, a fim de mostrar que deve existir uma íntima coerência entre a doutrina e a práxis pastoral da Igreja. Pois, de fato, a pastoral se baseia na doutrina dogmática e moral. “Não pode haver pastoral que esteja em desarmonia com as verdades da Igreja e com a sua moral, e em contraste com as suas leis, e que não seja orientada a alcançar o ideal da vida cristã”, observou o cardeal Velasio De Paolis em seu discurso inaugural ao Tribunal Eclesiástico Umbro de 27 de março de 2014. A ideia de separar o Magistério de uma prática pastoral passível de evoluir de acordo com as circunstâncias, as modas e as paixões, segundo o cardeal Sarah, “é uma forma de heresia, uma perigosa patologia esquizofrênica” (“La Stampa”, 24 de fevereiro de 2015).

Nas semanas que antecederam a Exortação pós-sinodal, multiplicaram-se as intervenções públicas e privadas de cardeais e bispos junto ao Papa, a fim de evitar a promulgação de um documento prenhe de erros, detectados pelas numerosas alterações que a Congregação para a Doutrina da Fé fez ao projeto. Francisco não retrocedeu, mas parece ter confiado a última reescritura da Exortação, ou pelo menos de algumas de suas passagens-chave, a teólogos de sua confiança, que tentaram reinterpretar Santo Tomás à luz da dialética hegeliana. O resultado foi um texto que não é ambíguo, mas claro em sua indeterminação. A teologia da práxis exclui qualquer declaração doutrinária, deixando à história desenhar a linha de conduta dos atos humanos. Portanto, como afirma Francisco, “é compreensível”que, sobre a questão crucial dos divorciados recasados, “[…] se não devia esperar do Sínodo ou desta Exortação uma nova normativa geral de tipo canônico, aplicável a todos os casos” (§300). Se se está convencido de que os cristãos, em seu comportamento, não devem se conformar com os princípios absolutos, mas se porem a escutar os “sinais dos tempos”, seria contraditório formular regras de qualquer gênero.

Todos esperavam resposta a uma pergunta de fundo: Podem receber o sacramento da Eucaristia aqueles que, depois de um primeiro casamento, se recasam civilmente? A esta pergunta a Igreja sempre respondeu categoricamente que não. Os divorciados recasados não podem receber a comunhão porque a sua condição de vida contradiz objetivamente a verdade natural e cristã sobre o casamento, significada e realizada na Eucaristia (Familiaris Consortio, §84).

A resposta da Exortação pós-sinodal  é o contrário: em linha geral não, mas “em certos casos” sim (§305, nota 351). Os divorciados recasados devem realmente ser “integrados” e não excluídos (§299). A sua integração “a sua participação pode exprimir-se em diferentes serviços eclesiais, sendo necessário, por isso, discernir quais das diferentes formas de exclusão atualmente praticadas em âmbito litúrgico, pastoral, educativo e institucional possam ser superadas” (§299), sem excluir a disciplina sacramental (§336).

O fato é o seguinte: a proibição de os divorciados recasados se aproximarem da comunhão não é mais absoluta. O Papa não autoriza, como regra geral, a comunhão aos divorciados, mas tampouco a proíbe.“Aqui – havia sublinhado o cardeal Caffara contra Kasper  – se toca na doutrina. Inevitavelmente. Pode-se arguir que não se toca, mas toca-se. Não só. Introduz-se um costume que a longo prazo incute a seguinte ideia nas pessoas, até nas não cristãs: não existe nenhum casamento absolutamente indissolúvel. E isto é certamente contra a vontade do Senhor. Não há dúvida sobre isso” (Entrevista a “Il Foglio”, 15 de março de 2014).

Amoris laetitiaPara a teologia da práxis, as regras não contam, mas sim os casos concretos. E aquilo que não é possível em abstrato, é possível na prática. Mas, como bem observou o cardeal Burke: “Se a Igreja permitisse a recepção dos sacramentos (ainda que em um só caso) a uma pessoa que está em união irregular, significaria ou que o casamento não é indissolúvel e, portanto, que a pessoa não está vivendo em estado de adultério, ou que a sagrada comunhão não é a comunhão no Corpo e no Sangue de Cristo, o que, pelo contrário, requer uma reta disposição da pessoa, ou seja, o arrependimento do pecado grave e a firme resolução de não mais pecar” (Entrevista a Alessandro Gnocchi no “Il Foglio”, 14 de outubro de 2014).

Além disso, a exceção é destinada a se tornar uma regra, porque em Amoris laetitia o critério do acesso à comunhão é deixado ao “discernimento pessoal” do indivíduo. O discernimento é feito através do“diálogo com o sacerdote, no foro interno” (§300), “caso a caso”. Mas quais serão os pastores de almas que ousarão vetar o acesso à Eucaristia, se “o próprio próprio Evangelho exige que não julguemos nem condenemos” (§308), que é necessário “integrar todos” (§297) e “valorizar os elementos construtivos nas situações que ainda não correspondem ou já não correspondem à sua doutrina sobre o matrimônio” (§292)? Os pastores que quisessem recordar os mandamentos da Igreja correriam o risco de agir, segundo a Exortação, “como controladores da graça e não como facilitadores” (§310).“Por isso, um pastor não pode sentir-se satisfeito apenas aplicando leis morais àqueles que vivem em situações ‘irregulares’, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas. É o caso dos corações fechados, que muitas vezes se escondem até por detrás dos ensinamentos da Igreja ‘para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas’” (§305).

Esta inédita linguagem, ainda mais dura que a dureza de coração que ela recrimina nos “controladores da graça”, é o traço distintivo da Amoris laetitia, a qual, não por acaso, na conferência de imprensa de 8 de abril, o cardeal Schönborn definiu como “um evento linguístico”. “Minha maior alegria em relação a este documento”, disse o cardeal de Viena, é que ele “constantemente supera a artificial, externa, clara divisão entre regular e irregular”. A linguagem, como sempre, exprime um conteúdo. As situações que a Exortação pós-sinodal define como “chamadas irregulares” são o adultério público e a coabitação extraconjugal. Para Amoris laetitia, ambos realizam o ideal do matrimônio cristão, embora“de forma parcial e analógica” (§292). “Por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes, é possível que uma pessoa, no meio duma situação objetiva de pecado – mas subjetivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja” (§305), “em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos” (nota 351).

De acordo com a moral católica, as circunstâncias que formam o contexto no qual a ação se desenvolve não podem alterar a qualidade moral dos atos, tornando bom e reto o que é intrinsecamente mau. Mas a doutrina dos absolutos morais e do intrinsece malum é frustrada pela Amoris laetitia, que se alinha à “nova moral” condenada por Pio XII em numerosos documentos e por João Paulo II na Veritatis Splendor. A moral de situação deixa às circunstâncias e, em última análise, à consciência subjetiva do homem, a determinação do que é bom e do que é mau. A união sexual extraconjugal não é considerada intrinsecamente ilícita, mas, enquanto ato de amor, sujeita a uma avaliação de acordo  com as circunstâncias. Mas geralmente não há nenhum mal em si, pois não existe pecado grave ou mortal. A equiparação entre pessoas em estado de graça (situações “regulares”) e pessoas em estado permanente de pecado (situações “irregulares”) não é apenas linguística: parece sucumbir à teoria luterana do homem simul iustus et pecator, condenada pelo Decreto sobre a justificação do Concílio de Trento (Denz-H, nn. 1551-1583).

A Exortação pós-sinodal Amoris laetitia é muito pior do que o relatório do cardeal Kasper, contra o qual foram justamente lançadas tantas críticas em livros, artigos, entrevistas. O cardeal Kasper havia colocado algumas perguntas, a Exortação Amoris laetitia oferece a resposta: abre a porta para os divorciados recasados, canoniza a moral de situação e inicia um processo de normalização de todas as coabitações more uxurio [NdT: incluindo a dimensão de intimidade conjugal].

Considerando que o novo documento pertence ao Magistério ordinário não infalível, deve-se desejar que seja objeto de análise crítica aprofundada por parte de teólogos e Pastores da Igreja, sem se iludirem com a ideia de que a ele se pode aplicar a “hermenêutica da continuidade”.

Se o texto já é catastrófico, mais catastrófico ainda é o fato de que ele foi assinado pelo Vigário de Cristo. Mas para aqueles que amam a Cristo e à sua Igreja, esta é uma boa razão para falar, não para calar. Assim, fazemos nossas as palavras de um bispo corajoso, Dom Athanasius Schneider: ‘Non possumus!’. Não aceitarei um ensinamento ofuscado nem uma abertura habilmente disfarçada da porta dos fundos para que por ela passe uma profanação dos Sacramentos do Matrimônio e da Eucaristia. Da mesma forma, não aceitarei uma burla do Sexto Mandamento de Deus. Prefiro ser ridicularizado e perseguido a ter que aceitar textos ambíguos e métodos insinceros. Prefiro a cristalina ‘imagem de Cristo, a Verdade, à imagem da raposa ornamentada com pedras preciosas’ (Santo Irineu), porque ‘Sei em quem pus minha confiança’, ‘Scio credidi cui’ (II Tm 1, 12)” (“Rorate Coeli”, 2 de novembro de 2015).

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(*) Fonte: “Corrispondenza Romana”, 10-4-2016. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

 

1 comentário para Exortação pós-sinodal Amoris laetitia: primeiras reflexões sobre um documento catastrófico

  1. Julio Ricardo BonillaResponder

    11 de abril de 2016 à 15:05

    Muito bom artigo. Excelente. Nao podía ficar mais clara a contradiçao entre esta declaraçao do Francisco e a doutrina peremne da Igreja Católica. Que um Pontífice Romano posa chegar a fazer este tipo de declaraçoes é gravísimo, pero mais grave ainda me parece, a aceptaçao casi universal destas normas da parte da Jerarquia, cardeais, bispos clero y laicato católicos do mundo inteiro, que no vao protestar e masivamente vao aceitar este conjunto de barbaridades. APOCALIPTICO.
    O castigo prometido por Nossa Senhora en Fátima nao pode estar muito longe. !!!!! ( Disculpen o portunhol)

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No Palácio do Planalto CONTAG declara guerra

Publicado em: 07-04-2016 | Por: bidueira | Em: CHAVES, Comissão da Verdade, Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Perseguição religiosa, PLD em Foco, PT, REVOLUÇÃO DE 64, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 7 de abr de 2016

Numa sessão convocada pela Presidência da República, exclusiva para movimentos sociais e alguns sindicatos de trabalhadores, presidente da CONTAG declara guerra aos proprietários rurais e aos políticos.

“Exército do Stédile” — Barbaridade, ódio e impunidade

Publicado em: 07-04-2016 | Por: bidueira | Em: CHAVES, Comissão da Verdade, DIREITO DE PROPRIEDADE, FARCs, PT, REVOLUÇÃO DE 64, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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“Exército do Stédile” — Barbaridade, ódio e impunidade

Atacada pelo MST, uma fazenda em Marabá (PA) teve todos os seus animais mortos barbaramente,incluindo as fêmeas que estavam em gestação. Fotos publicadas por Rodrigo Tavares Alves já receberam milhares de compartilhamentos e foram “curtidas” nas redes sociais. Para as fotos, click nolink abaixo. Aqui o texto da postagem:

“Boa noite pessoal. Essas fotos foram tiradas na Fazenda Cedro, na região de Marabá, invadida pelo movimento MST. Os animais de alto valor genético, as vacas estavam prenhes, um verdadeiro massacre! E agora eu gostaria de saber cadê as autoridades. Será que vão tomar alguma atitude ou o PT vai abafar tudo como sempre? Compartilhem ao máximo possível até chegar a alguém que possa fazer alguma coisa”

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Um golpe digno do nome

Publicado em: 05-04-2016 | Por: bidueira | Em: PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Um golpe digno do nome

Diário do Comércio – São Paulo, SP

O irrealismo perigoso para o Brasil é o projeto que se esboça para impor uma solução extra constitucional para a crise, sob a mais legal das aparências

A crise brasileira acelerou o passo, agravada nos últimos dias tanto pelos impasses criados por instituições dominadas pelo PT, quanto pelos ingredientes explosivos que Dilma e Lula lhe acrescentam.

Ninguém pode prever o desenlace imediato da situação crítica que o País enfrenta, dada a magnitude dos interesses espúrios gestados no PT e além dele, os quais ainda o sustentam no poder. Por incrível que pareça, tudo o que se pode dizer é que não chegamos ao fundo do poço.

Talvez o melhor quadro do Brasil neste momento seja o que o New York Times pintou na sua capa nesta 2a feira: “Como a rede de corrupção enleou o Brasil” (How Web Of Corruption Ensnared Brazil, NYT, 4 de abril de 2016).

Sem dúvida, uma percepção mais realista do que a do  grupo jornalístico que, dizendo-se a serviço do Brasil, publicou no domingo passado um editorial pregando uma solução irreal para a crise e ontem se empenhou em dar a máxima divulgação às não menos irreais razões de defesa de Dilma apresentadas pelo Advogado Geral da União perante a Comissão de Impeachment da Câmara de Deputados.

É esse irrealismo que dá mais um tom de gravidade ao momento vivido pelo Brasil. Não por si mesmo, aquela desconexão com o cenário real do País em que a sociedade clama pelo afastamento da presidente, pela investigação desimpedida de Lula e pelo prosseguimento da Operação Lava Jato, doa a quem doer.

O irrealismo perigoso para o Brasil é o projeto que se esboça para impor uma solução extra constitucional para a crise, sob a mais legal das aparências.

Para os idealizadores desse projeto, há que se preservar o PT, não somente na sua atual configuração partidária, mas acima de tudo como núcleo de poder que efetivamente detenha o poder no País.

E para implementar esse projeto há que se avançar sincronicamente em diversas frentes, das quais é possível identificar, já com alguma clareza, a política, a de opinião e a jurídica.

Enquanto Lula se consolida no governo, legalmente ou não, pouco importa, o STF posterga sine die o julgamento de sua posse e o mantém fora do alcance da justiça de primeira instância que o investiga.

Desembaraçado por ora para sua colheita de aliados improváveis, com uma verba de cooptação já à sua espera na Casa Civil, Lula reitera sua conhecida audácia intimando o STF a acabar com a indefinição que, na verdade, serve aos seus propósitos.

Enquanto Lula acumula poder, vai tomando forma a ideia da antecipação da eleição presidencial, partida de um “bloco do Senado”, que mais devia se chamar puxado do Planalto. Então, do nada, em meio a isso tudo, sugere-se a Dilma, a irrenunciável, que renuncie.

E mais, que Temer, o mal amado, a acompanhe, não se sabe bem por que, se pela solidariedade que nunca houve ou se pelo descarado interesse do PT mesmo.

Tempere-se o imbróglio com um pedido de impeachment do vice-presidente, abonado pela desassinatura de um  Ministro do STF, e está servido o prato: Lula 2016!

Resolvidos estão os problemas do PT, de Lula principalmente, e quem sabe de Dilma, melhor na figura de renunciada do que deposta ou sabe-se lá mais o quê.

Mas esse enredo que faria o crioulo doido de Stanilaw Ponte Preta endoidar de vez só é factível por que estamos enleados para valer numa teia de corrupção.

Ou o Brasil a enfrenta, ou sucumbirá a um golpe digno do nome.