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Senador Cristovam Buarque quer anular o Referendo sobre as armas

Publicado em: 27-05-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Pela Legítima Defesa em Foco

Cel. Paes de Lira comenta.

Publicado em 27 de mai de 2016

O Senador Cristóvam Buarque ressuscita PL que visa anular os efeitos do Referendo da compra e venda de armas e munições! Vamos pedir ao relator da Comissão de Justiça, o Senador Magno Malta, que declare o projeto inconstitucional.

Por que Jungmann?

Publicado em: 20-05-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Cel Paes de Lira chama a atenção para a nomeação do novo Ministro da Defesa.

CERTIFICADOS DE EXCELÊNCIA

Publicado em: 17-05-2016 | Por: bidueira | Em: CHAVES, DIREITO DE PROPRIEDADE, Perseguição religiosa, Política Internacional, PT, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Certificados de excelência

Péricles Capanema

Nem bem assumiu, o novo governo brasileiro recebeu inesperados certificados de excelência. Foi violentamente criticado pelos governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como pela Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América / Tratado de Comércio dos Povos (ALBA/TCP). Ah, El Salvador também. Um país está satisfeito com a nova situação, Argentina. Só ela conta mais que as manifestações dessa miuçalha de governos sem relevância. Ortega, Maduro, Fidel, Rafael Corrêa, Evo Morales, uma fauna predadora nunca antes reunida na história desta América Latina. São kakistocracias, o governo dos piores, infelicitam seus países. Também tínhamos entre nós uma kakistocracia.

“Diga-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. O Brasil andava feliz com essa gente, ditadores, ladrões, assassinos, comunistas, agora virou-lhes as costas. Estão furiosos. Podemos também dizer com o mesmo acerto: diga-me quem te odeia, dir-te-ei quem és. Quem é odiado por gente tão ordinária, alguma coisa de boa deve ter.

Segundo o Estadão de 16 de maio, de momento quem dirige a ofensiva contra o Brasil é Cuba. Piada, né? O governo de Cuba enviou nota para Organização Internacional do Trabalho, Organização Mundial do Comércio, Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Vou parar por aqui. São mais de cem destinatários. Claro, em vista do prestígio do remetente a maioria dos visados, sem lê-la, jogou a nota na cesta de papeis, De fato, vou atualizar, chega por e-mail. Deleta.

A nota diz: “Trata-se, na realidade, de um artifício armado por setores da oligarquia desse País, apoiada pela grande imprensa reacionária e pelo imperialismo, com o propósito de reverter o projeto político do Partidos dos Trabalhadores (PT)”. Continua na verborreia própria ao comunismo cubano.

De outro modo, na primeira fila da pantomina contra o Brasil estão Fidel e Raúl Castro, ditadores, comunistas, carcereiros e assassinos de milhares de cubanos. Armando Valladares, prisioneiro por 22 anos na ilha, escreveu em 23 de janeiro de 1998 na Folha: “Fui testemunha, com dezenas de presos da tristemente célebre La Cabaña, do ódio antirreligioso do regime castrista. Como narro em minhas memórias, nos primeiros anos da revolução, todas as noites havia fuzilamentos. Os gritos dos patriotas de ‘Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo!’ estremeciam os fossos centenários daquela fortaleza. O fato de ouvir aqueles jovens católicos cheios de valor morrerem diante dos paredones gritando ‘Viva Cristo Rei!’ redobrava nossas forças espirituais e contribuía para nos fazer receber enormes graças de conversão”.

A mesma edição do Estadão informa dos horrores vividos hoje pela população da Venezuela, governada por uma casta cleptocoletivista, também envolvida na pantomina contra o Brasil. Moisés Naim relata, desde 2009 centenas de milhões de dólares foram destinados à construção de usinas hidrelétricas. Até hoje não se prestou conta do dinheiro, todos sabem, foi roubado pelos vorazes bolivarianos, em ação de fazer inveja aos petistas enrolados na Lava Jato. Só que lá não tem investigação. Na mesma edição, Nicholas Casey descreve o horror dos serviços de saúde pública em que, exemplo entre vários, o índice de mortalidade de bebês de até um mês cresceu 100 vezes de 2012 a esta parte (era 0,02%, agora, 2%). Nicolás Maduro, chefe dos bolivarianos, recentemente declarou: “Duvido que em algum lugar do mundo, exceto Cuba, exista um sistema de saúde melhor do que este”. Lembra a bazófia de Lula sobre nosso sistema de saúde: “Ah, se tivesse um SUS nos Estados Unidos como seria bom para os pobres. Eu, na próxima conversa que eu tiver com o Obama, eu falo: ‘Obama, faça um SUS. Custa mais barato e é de qualidade’”.

O mesmo Nicolás Maduro meteu a colher de pau no caso brasileiro: “Não tenho nenhuma dúvida de que atrás deste golpe de Estado está a marca made in USA. A Venezuela rechaça esta canalhada feita contra esta grande líder”.

O apoio estridente ao PT de bolivarianos e afins mais atrapalha que ajuda a construção de oposição internacional à nova situação. Para setores isentos à vera constituem certificados de excelência. Até aqui nenhum motivo de preocupação. E o Itamaraty tem tratado a questão com notas duras e bem merecidas.

Preocupa, isso sim, artigos aqui e ali contra a nova situação em jornais como New York Times e The Guardian. Podem servir de base para movimentos de opinião em cidades decisivas como Washington, Nova York, Madri, Paris, Londres, Roma, Bonn. Nelas e em outras cidades de padrão similar, uniões de esquerda do tipo estudantil, acadêmico, sindical e político certamente tentarão montar campanhas contra o Brasil. Facilmente, elas repercutirão internamente. Sempre existem pessoas que se impressionam ouvindo que lá fora, em ambientes mais endinheirados ou intelectualizados, se vê com reserva a situação nacional. Hora para a diplomacia brasileira nesses locais sair do casulo, deixar de falar só para pequenos públicos e enfrentar a céu aberto, com argumentos amplos, tal investida.

PS: Kakistocracia (governo dos piores), neologismo criado por Michelangelo Bovero para indicar a combinação da tirania, oligarquia e demagogia; outro modo, o péssimo governo com mando dos piores. Designa comumente o Estado gerido por incapazes e corruptos, defensores das piores ideias econômicas e políticas.

NÃO À DESMOBILIZAÇÃO!

Publicado em: 15-05-2016 | Por: bidueira | Em: PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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Não à desmobilização

AGENCIA BOA IMPRENSA

Péricles Capanema

 

Em ambiente de esperança, pisando firme, começou o governo Michel Temer. Não fazendo barbeiragem ou tomando trombada, o novo chofer dirige o Estado até dezembro de 2018. Trombada? No Senado, para o afastamento, sua equipe ganhou com 55 votos, bem acima dos naquele momento necessários 41, mas só um além do número indispensável para o impeachment no julgamento final. Com 53 votos favoráveis à cassação, Dilma volta ao Planalto.

Surgindo fato chocante, e a Lava Jato tem produzido eventos inesperados, renasceria a esperança petista.

Hoje, porém, tudo o indica, é pouco provável uma votação abaixo de 54 votos na Câmara Alta, quando do julgamento final daqui a semanas. Assim, o normal, sem abalroamento, Michel Temer fica no volante até 31 de dezembro de 2018. A dúvida, pequena embora, atinente ao desfecho do julgamento, impede a distensão no público.

De qualquer maneira, ainda antes da presumível cassação do mandato de Dilma Rousseff, a desmobilização é grande perigo. Será maior com Temer presidente definitivo. Para mim, claro como água do pote: assim como a mobilização dos espíritos possibilitou enorme vitória, a desmobilização carrega no bojo a derrota.

O que entendemos por desmobilização? O termo na linguagem corrente evoca o retorno à vida civil dos soldados que voltam da guerra. Derrotados ou vencedores, recomeça para eles a vida anterior. O desmobilizado muda o foco das preocupações, os campos de batalha vão se tornando memória distante.

Como um todo, a esquerda está profundamente desmoralizada. Vai sofrer hemorragia em seus setores de simpatizantes e militantes de menor adesão. Contudo, o setor radicalizado, que de fato dirige miríades de organizações, não vai se desmobilizar. Só lhe importa o sofrimento popular, o desemprego, o desastre das políticas petistas na exata medida em que prejudica suas possibilidades de expansão. Esse segmento continua a sonhar com uma sociedade igualitária de homens necessariamente estiolados em suas potencialidades de ascensão. Sempre estará à espreita da primeira ocasião propícia para atacar e ganhar. Assim, continuará ativo o cerne ideológico enquistado no PT, universidades, Igreja, movimentos reivindicatórios, nas várias condições sociais. Terá pedras novas no caminho, entre as quais avulta o fim do financiamento público de suas publicações, via propaganda paga dos governos dirigidos por petistas, Caixa, Petrobrás, tanta coisa mais. Então, numerosas publicações orientadas por esse miolo encarniçado, lembro os blogues sujos, vão fechar. Convém lembrar, contudo, não serão poucos os que no núcleo duro da esquerda preferirão a situação nova à precedente, em que precisavam ser advogados dativos de um governo impopular e falido.

Em outubro de 2014, Dilma Roussef venceu com margem apertada (51,64% a 48,36%). Contudo, a vitória eleitoral soou como estridente derrota moral, pois Aécio Neves ganhou com maiorias folgadas no Brasil que pensa, trabalha e produz mais ativamente. E este Brasil mais ativo, informado e inconformado, moralmente vitorioso, reagiu rijo ao longo dos últimos meses. Os atentados graves contra a lei de Responsabilidade Fiscal dormiriam em gavetas empoeiradas do Congresso e do Executivo, inexistisse a candente rejeição popular desta faixa do público.

Falei em reação rija e em rejeição candente. O maior perigo no horizonte é tal faixa, decisiva para o Brasil, ficar gelatinosa e morna. Por quê? Por uma real ilusão de ótica política: o sumiço do inimigo poderoso que a ameaçava.

Em meados de 2007, estimulado por empresários conhecidos e algumas celebridades, teve grande e passageira repercussão o movimento Cansei. Com claro caráter antilulista, exprimia a convicção de que o Brasil, horrorizado com o mensalão, denunciado em junho de 2005, estava cansado do governo petista e queria coisa nova. Exprimia insatisfação popular real, mas teve reflexo eleitoral discutível. Por exemplo, depois de sua atuação, Dilma Rousseff obteve dois mandatos.

Estamos em meados de maio. Daqui a três meses, em 16 de agosto começa a propaganda eleitoral. Em 2 de outubro, teremos eleições para vereadores e prefeitos. Podem ser decisivas, especialmente como símbolo, para o Brasil do futuro. Com campanhas desfocadas com facilidade teremos um mundaréu de eleitos terrivelmente decepcionantes. Dois especialistas celebrados poderiam nos ajudar a entender melhor as próximas eleições. James Carville, marqueteiro de Bill Clinton em 1992, criou (repetida com variações) a frase it’s economy, stupid(é a economia, estúpido) para indicar que o eleitor, na hora do voto, em geral tem em vista o que considera seu interesse econômico mais próximo. Tempos depois, Barrington Moore, analisando as manifestações dos últimos anos, com base naquela frase, criou uma outra: it’s morality, stupid (é a moralidade, estúpido). Ficou famosa igual. As manifestações têm sobretudo razões morais como motor (contra a corrupção, a maior delas). Então, apenas em parte os resultados eleitorais refletem a exasperação popular nelas observada. Se acontecer algo assim em outubro próximo, não será fenômeno novo.

Por que lembrei? Contribuição para uma análise objetiva da presente situação, pode ser vacina contra o abatimento de alguns, e assim estimulo à permanência do ativismo. Despertos e espertos, a presente alegria não desembocará daqui a algum tempo na amargura, fruto da despreocupação e inércia. Nada de desmobilização.

 

No Senado, o Impeachment – na Câmara, retomam a perseguição aos pró-armas

Publicado em: 13-05-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

O impeachment caminha no Senado, mas na Câmara recomeçam a perseguição aos pró-armas. Depois de um belo tento na questão do impeachment já começam a movimentar dois projetos que prejudicarão os pró-armas.

 

A INVIOLABILIDADE DOS DRAGÃOS

Publicado em: 10-05-2016 | Por: bidueira | Em: PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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A inviolabilidade dos Dragões

General Paulo Chagas 

Caros amigos

Ao longo da carreira militar aprendi muitas coisas que, quando da minha despedida do serviço ativo, há dez anos, procurei relatar como forma de agradecimento a Deus e a todos que para isto contribuíram.

Está registrado em minha mensagem que, quando Tenente, fui Dragão, e que, no “1º de Cavalaria”, aprendi, o que é, de fato, ser um Oficial do Exército de Caxias. Devo isto aos exemplos, aos ensinamentos e às exigências dos meus comandantes de Regimento e de Esquadrão, Cel Armando Luiz Mallan de Paiva Chaves e Cap Ariel Rocha De Cunto, com quem aprendi que ser nobre não é a ostentação de títulos, mas a retidão de caráter, a vida regrada, a disciplina, a elegância de atitudes e a dedicação integral ao serviço da Pátria, sem dela nada exigir.

Registrei que considero a função de Comandante do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas a maior comenda posta à ambição de um Oficial da minha Arma e aprendi, por tantas vezes que me emocionei enquanto a exercia, que nada na carreira se compara ao privilégio de comandar os Dragões da Independência!

Não omiti sentimentos ao declarar que durante aquele tempo, não houve jornada em que, pelo menos por um momento, meus olhos não se tivessem marejado, ou minha garganta não se tivesse embargado na intimidade dos meus pensamentos, motivado pelo prazer de assistir os Dragões vibrarem e superarem-se no exercício de importantes e dignificantes tarefas ou nas simples atividades de rotina, onde a dedicação pessoal e espontânea era fator decisivo para manter-nos em parceria com o sucesso!

Ao finalizar a despedida, atribui a Deus a benção de realizá-la no quartel do Regimento de Dragões da Independência, cenário dos melhores momentos de minha carreira e única missão que gostaria de repetir!

Dito isto, deixo à imaginação de cada um os adjetivos que atribui à imagem dos dois Dragões que enobrecem a rampa do Palácio do Planalto com a simbologia da sua presença em uniforme da Imperial Guarda de Honra de D. Pedro I, tendo como pano de fundo bandeiras da CUT, da UNE e de outros movimentos mercenários e apátridas que dão suporte ao governo incompetente, corrupto, traiçoeiro, dissimulado e mentiroso que, em breve, será despejado daquele imóvel!

Foi repugnante, para todo e qualquer Dragão, assistir àquela cena na véspera do dia do nascimento do Patrono da Cavalaria, Marechal Manuel Luis Osorio, e na semana em que o “1º de Cavalaria” completa 208 anos de sua criação.

Dilma Rousseff é ainda, infelizmente, a “Comandanta” em Chefe das FFAA. Todos sabemos que pouco aprendeu no tempo em que se dedicou a destruir o Brasil, mas não custava nada aos bons soldados que a protegem ensiná-la que há limites para o exercício da autoridade, tanto para cima quanto para baixo.

Assim como é crime a prepotência e o seu abuso – motivo mestre do processo que a tirará de onde nunca deveria ter estado -, é crime também a promiscuidade caracterizada pela conivência na invasão do Palácio do Planalto, pelo comportamento inadequado da ralé que a apóia em seus momentos derradeiros e pela utilização da sede do poder executivo para manifestações irresponsáveis, assembleias de sindicatos e para o incentivo à violência e ao desrespeito à ordem jurídica e aos procedimentos legais.

Não menos grave é o crime de desrespeito à inviolabilidade física e moral das Sentinelas da Hora, neste caso, à dos dois Dragões cuja imagem, difundida por todas as mídias, é a prova e o símbolo desse desrespeito e da promiscuidade praticados pela “governanta” em seus últimos dias de desgoverno!

Se, como Comandante, por vibrar com os meus comandados, marejei os olhos e embarguei a garganta, confesso que, desta vez, foi por revolta!

Gen Bda Paulo Chagas

(Pena Branca – 1996/97)

Área de anexos

O PAÍS DE VOLTA

Publicado em: 06-05-2016 | Por: bidueira | Em: CHAVES, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Diário do Comércio – São Paulo – Opinião

SÃO PAULO, 05 DE MAIO DE 2016 ÀS 10:32       POR SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

O maior revés do Brasil foi ter sido governado por um partido que tão duramente atingiu as suas instituições e sociedade. Por isso, independentemente do julgamento de Dilma no Senado, o PT já foi condenado

O fim da aventura petista representa uma nova oportunidade para o Brasil. Podemos chamar de muitas coisas esse período de treze anos, porém, neste momento de tomada de contas, é mais útil e sensato tê-lo por um grande equívoco.

Afinal de contas, enganou-se quem pensava que o PT fora do poder fazia oposição democrática; enganou-se quem acreditava que o PT no poder governaria respeitando as instituições; e enganou-se o próprio PT ao pretender dominar o Brasil pela militância, pelo aparelhamento e pela corrupção.

Sobrou alguém se achando certo nesses últimos treze anos? Só mesmo o PT profundo, aquele que ainda vai fazer a sua autocrítica quanto ao fracasso de seu projeto de poder, mas jamais reconhecerá os erros que cometeu no governo do País.

Esse é o grande problema dos radicais. O extremismo de suas convicções os afasta da realidade e os deixa livres para agir por todos os meios, levando-os por um caminho no qual acabam por perder de vista os fins a que originalmente se propuseram, menos o último deles, o poder total.

O projeto de poder do PT e de seus aliados é totalitário. Visa todos os aspectos de nossa vida social, política ou não. Educação, saúde, trabalho, governo, família, sexo, religião, segurança, economia, justiça, defesa, relações exteriores, mídia, enfim, não há nenhuma atividade ou instituição em nossa sociedade fora do alcance desse poder.

Pouco importa a esse projeto os custos, os prejuízos, os desarranjos, os desequilíbrios, os conflitos, em suma, os problemas reais advindos de uma orientação ideológica que suprime a perspectiva do bem comum e do interesse nacional. Como acontece a toda visão obtusa, ela só pode conduzir ao erro, não há escapatória.

O PT criticava a dependência do Brasil em relação aos países industrializados, para os quais, segundo o partido, o País seria um mero exportador de commodities, mas em sua obsessão antiocidental nos tornou mais dependentes dessas exportações para a China, enquanto fez diminuir a competitividade e a participação na economia da indústria brasileira. O que se receava, com ou sem razão, que a ALCA  fizesse, o PT fez.

O que as Forças Armadas tanto temiam no final dos anos 90, sua transformação em meras polícias, foi se tornando realidade, pelo seu emprego inapropriado, pela negação de meios e por transformações em suas estruturas.

Não há caças de alto desempenho, a  esquadra está à mingua e a força terrestre carece de fuzis, blindados e mísseis modernos. O que alguém pode ter atribuído a alguma conspiração dos EUA acabou sendo feito pelo PT.

O PT alardeou aos quatro ventos que sua prioridade era a redução da desigualdade social no País e usou de todos os artifícios para implementar a sua reengenharia social, inventando classes econômicas, distribuindo as “migalhas” que tanto criticava e disfarçando o desemprego.

Por fim, a deterioração das contas do governo que levou ao crescimento da dívida pública, junto com a deslavada bolsa empresário promovida pelo próprio PT, não só aumentaram a desigualdade, como engendraram o maior pesadelo social da história do País.

Dilma jamais reconhecerá o desatino de sua Nova Matriz Econômica, Lula continuará afirmando que a relação promíscua entre governo, empreiteiras e partidos é a forma válida de fazer política, a diplomacia companheira defenderá o discurso terceiro-mundista que encolheu nossa economia e empobreceu nossa diplomacia, e o PT continuará a fazer oposição encarniçada a todos os governos desta república. Para eles não houve erros, só revezes perante as elites golpistas.

Revezes, na verdade, sofreu o Brasil nesses treze anos, e não foram poucos, talvez emblemático o de sua maior empresa, a Petrobrás, uma derrota que durante muitos anos ainda custará caro ao País.

Porém, o maior revés foi ter sido governado por um partido que tão duramente atingiu as suas instituições e  sociedade. Por isso, independentemente do julgamento de Dilma no Senado, o PT já foi condenado. E a decisão já transitou em julgado no tribunal da História. É página virada. O PT está de volta ao passado, com sua ideologia.

O Brasil é que  está voltando ao mundo e ao futuro.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio