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Magistrados caindo na real sobre o desarmamento? Parabéns! Mas lembrem-se de nós

Publicado em: 19-02-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 17 de fev de 2017

1. Magistrados da Paraíba autorizam o porte de armas a seus motoristas, quando em serviço.
2. Um Juiz de Direito em Uberlândia defende-se, à bala, de criminosos que tentaram assaltar loja na qual estava presente. Dois dos criminosos foram mortos.

A SOLUÇÃO MOLECA

Publicado em: 15-02-2017 | Por: bidueira | Em: Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Diário do Comércio

SÃO PAULO, 14 DE FEVEREIRO de 2017
Sérgio Paulo Muniz Costa
Jamais houve tanta tropa das Forças Armadas nas ruas e a população ordeira está mais assustada do que nunca, não com elas, como aliás nunca esteve, mas sim com o crime e a violência que não param de crescer no País

George Bush inventou a guerra preventiva e Pezão sacou a greve preventiva. Faceiro, ontem o governador do Rio de Janeiro anunciou o emprego do que não é seu, as Forças Armadas, para resolver o problema que é seu, a Segurança Pública.

Podia ter ficado por aí a esperteza que vai fazendo escola no País: passar a bola  dos problemas que não se quer resolver.

Mas parece que até essa prática sem vergonha piorou. Agora a bola da segurança pública é passada por quem não tem a menor intimidade com ela, o Ministro da Defesa, sinal de que tudo está mesmo virado ao avesso.

E com direito a piruetas ficcionais, aludindo ele a uma “normalidade institucional”, contrastada com o regime militar que supostamente assustava o povo nas ruas com tropas do Exército.

Resta saber que normalidade é essa, quando o Ministro da Defesa faz seguidos pronunciamentos sobre problemas que não são de sua competência, os quais, exatamente por isso, só se agravam.

Jamais houve tanta tropa das Forças Armadas nas ruas e a população ordeira está mais assustada do que nunca, não com elas, como aliás nunca esteve, mas sim com o crime e a violência que, entre uma cena teatral e outra do governo, não param de crescer no País. O palanque eleitoral continua armado, independentemente do calendário.

Mas há que se reconhecer que a solução do Pezão é fantástica. Com ela, o governo estadual afasta o risco imediato de mais uma crise, desta vez à semelhança do Espírito Santo.

O federal fica aliviado por não ter que dividir mais uma com um estado falido, não importa se financeira ou moralmente, ou os dois.

E os policiais pré-grevistas recebem sinal verde para faturar por fora na segurança dos eventos de Carnaval com as horas de folga caídas do céu.

Mais uma malandragem que resolve o problema dos incompetentes, mas não os do País.

Enquanto isso, outra fórmula também vai dando certo, a do caos, expresso em acontecimentos cada vez mais inacreditáveis.

Tantos, sucedendo-se em tamanha velocidade, que vão sendo banalizados, esquecidos na superação de um absurdo por outro, a cada dia, a cada semana.

Massacres em presídios, ruas esvaziadas pelo toque de recolher do crime, polícias amotinadas, ônibus queimados a torto e a direito e um sem número de prejuízos à sociedade. Semanas atrás no Norte e Nordeste; ontem em Vitória; hoje em Belo Horizonte; amanhã, o que? Aonde?

Nesta roleta do caos, por enquanto, só uma certeza: a da solução moleca.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

O festival do ódio facilita a operação simpatia

Publicado em: 08-02-2017 | Por: bidueira | Em: PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Agencia Boa Imprensa

O festival do ódio facilita a operação simpatia

Péricles Capanema

Para não virar barata tonta, ao analisar o presente sempre é bom voltar os olhos para a História. Manifestações carregadas de ódio e de vingança a respeito do falecimento de dona Marisa me lembraram a Revolução Francesa. Fui reler a justificação do Terror, exposta por Robespierre em discurso à Convenção, 5 de fevereiro de 1974. Ali o líder da Revolução Francesa expôs os princípios da política interior do governo: “A primeira máxima de vossa política é […] deve-se conduzir os inimigos do povo pelo terror. […] A mola do governo popular […], é o terror, sem o qual a virtude é impotente. O terror é tão-só a justiça rápida. […] Subjugai pelo terror os inimigos da liberdade. […] O governo da República é o despotismo da liberdade […] A indulgência para os monarquistas, querem alguns. […] Na República só os republicanos são cidadãos. Os monarquistas são estrangeiros, melhor ainda, inimigos. […] Faz parte da clemência punir os opressores da humanidade; é barbárie perdoá-los”.

O Terror da Revolução Francesa empalideceu-se diante do Terror comunista. Robespierre foi mirrado antecessor de Lenin, Stalin e Mao, moldados pela mesma ideologia e igual mentalidade. O tirano francês resumiu assim o objetivo a todos eles comum: “A alma da República […] é a igualdade. […] A primeira regra de vossa conduta política […] a manutenção da igualdade”.

O PT grassou nesse terreno. E Fidel Castro, o mais sanguinário tirano da América Latina, deus do panteão petista, é herdeiro legítimo dos facínoras acima apontados. A ele Lula se referiu como “o maior de todos os latino-americanos”, “voz de luta e esperança”.

Por que recordo tudo isso? Por perceber a mesma mentalidade em centenas de manifestações nos últimos dias. Deixo abaixo algumas, significativas e reveladoras. Leandro Fortes, responsável pela propaganda do PT nas redes sociais na última campanha presidencial: “Todos sabemos os nomes, os cargos, as redações e as togas de cada um dos responsáveis pela morte de dona Marisa. Na hora certa, daremos o troco”. Renato Rovai, editor da revista Fórum: “A morte de dona Marisa não foi natural. Ela foi sendo assassinada aos poucos por um conluio, cujo pilar foi a mídia tradicional com destaque ultraespecial às Organizações Globo, à grande maioria do Judiciário envolvido nas investigações da Lava Jato e a uma classe política corrupta”. Paulo Nogueira, do DCM em artigo “Quem matou Marisa?”: “Muitas mãos estão manchadas de sangue. As da Globo, por exemplo.  Moro e a Lava Jato não seriam nada sem os holofotes ininterruptos da Globo. A mídia como um todo participou da caçada a Lula com seu jornalismo de guerra. […] Os juízes do STF também têm sua culpa, dado a inércia com que lidaram com os abusos de Moro. De novo: Moro não está sozinho. […] Outras mãos estão tingidas de sangue”.

Na entrada do Sírio Libanês, Michel Temer foi cercado e acusado de “assassino!, assassino!, assassino!, golpista!, golpista!, fascista!, fascista!”, além de insultado por palavrões impublicáveis. E na expulsão do repórter César Menezes e do cinegrafista da Rede Globo do velório a militância petista extravasou boçalmente o ódio no qual é nutrida: “Safada, golpista, assassina. Globo assassina. Fora, filho das trevas, tá preparando o berço de Satanás, anticristo. Maldita, ninguém quer você aqui. Seu maldito, vai embora, pilantra, safado. Globo News safada, fora daqui. Fora golpista, vocês não são bem-vindos, seus imundos. Vai embora, nojo. Fora Globo. Filho das trevas, anticristo, anticristo maldito. Nazista. A Globo é nazista. A Globo é nazista. Fascista”. E vai por aí afora. A Folhapolítica.org estampou tuíte pra lá de revelador: “@Viniciusclash. A melhor homenagem que alguém pode prestar a Marisa é matar Sergio Moro. 1:04 AM 02 fev 17”. Um lado da moeda, o ódio indisfarçado.

O outro. Existe o ódio envolto nas prudências da política. Aconteceu também na Revolução Francesa e na Revolução Comunista. Lula pôs a máscara “Lulinha, paz e amor”. Ele sabe, a jararaca quando mostrou as presas perdeu três eleições presidenciais. Só venceu ao fechar a boca e garantir a manutenção da política econômica do governo FHC.

Alguns sintomas. O morubixaba recebeu telefonema de condolências do ministro Gilmar Mendes e senhora. As esposas dos dois tinham sido amigas. Disse à senhora do ministro: “Guiomar, você perdeu uma grande amiga. Ela gostava muito de você, falava sempre de você. Eu quero que você saiba disso”. Dona Guiomar respondeu: “Vontade nunca faltou, presidente”. Lula acompanhou: “O mundo é redondo, querida. E a gente ainda vai se encontrar”. FHC foi vê-lo; o comandante petista comentou com políticos que depois estiveram com ele, o gesto do líder tucano “foi um exemplo pedagógico para os jovens”.

Na visita da comitiva multipartidária vinda de Brasília, esbanjou cordialidade e elogios. Para Renan Calheiros reservou “um dos maiores craques da política”. José Sarney foi agraciado com “meu companheiro” e “meu amigo”. Cochichou por alguns minutos com Romero Jucá. No meio dos líderes não deixou passar a ocasião, repetiu o que vem dizendo, o Supremo se acovardou diante da Lava Jato. Quer um Supremo mais flexível. E no discurso que fez no velório o que se viu foi um político preparando a candidatura para 2018. O caldo de cultura estava todo ali, esquerda católica, intelectuais radicalizados e líderes sindicais. O resignatário dom Angélico Sândalo Bernardino aproveitou para torpedear as duas propostas de reforma na bica: “A Marisa Letícia foi uma guerreira na luta a favor da classe trabalhadora. Atentem para as reformas trabalhistas que sejam contra os trabalhadores; a reforma da Previdência, contra pobres e assalariados. É preciso que estejamos atentos”. Em total desprezo pela realidade emendou, a crise atual “é falsamente atribuída à administração dos dois últimos governos”.

Contradizem-se as duas faces, a da intimidação e a da simpatia? Calibradas, são complementares. O prof. Plinio Corrêa de Oliveira cunhou a expressão binômio medo-simpatia para a caracterizar. A intimidação bem dosada atua como uma sova em setores conservadores. A simpatia, enfrentando obstáculos menores, tem melhores condições de êxito. Está em curso uma operação simpatia.

ESCORRACEM JÁ O POVO!

Publicado em: 01-02-2017 | Por: bidueira | Em: Aborto, Esquerda católica, Família, Perseguição religiosa, PT, REVOLUÇÃO DE 64

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Agência Boa Imprensa

Escorracem já o povo!

Péricles Capanema

A vaga no Supremo, aberta com a morte de Teori Zavascki, assanhou a patrulha ideológica. Para desgraça nossa, continua crespa, cada vez mais intolerante. São trinta candidatos com chances de levar, avalia Eliseu Padilha, encarregado pelo Presidente de fazer uma triagem inicial, informa a “Época”. No seleto grupo está Ives Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Entre os ventilados, só ele foi fulminado pela fatwa da patrulha. Razão, suas opiniões estão vetadas no Brasil pela censura dos bem-pensantes progressistas. Não conheço Ives Gandra Filho, não tenho procuração nem pedido para defendê-lo e, quer saber, nem tenho juízo formado sobre a melhor escolha. Meu problema aqui é outro, de âmbito nacional.

Intrigado com a agressividade do veto, fui atrás das opiniões do magistrado em especial sobre a família (o falatório girava em torno do tema). E li a nota que distribuiu à imprensa. Tive enorme surpresa. Suas convicções enunciadas em linguagem culta e clara são as da maioria do povo brasileiro. Em resumo, a artilharia libertária quer banir do Supremo qualquer candidato que espose ideias aceitas pelo grosso dos brasileiros, mas não da patota emproada. A intolerância da neoinquisição não admite divergência. Faz lembrar Henrique VIII advertindo são Tomás Morus no filme “O homem que não vendeu sua alma”: “No opposition, Thomas, no opposition”. Também ele não admitia oposição. Fica o recado: a KGB progressista não mais tolera no Brasil tais opiniões em pessoas que aspirem a postos de expressão; só ainda as atura no povo miúdo. Cada vez que surgir algum infeliz com tais opiniões, cogitado para posição influente, a patrulha também vai tratá-lo como proscrito.

Para onde vamos? Vamos para a servidão, se o Brasil da gente direita curvar a espinha às tirânicas oligarquias libertárias e assim permitir que minorias fanatizadas, por meio de estrondos publicitários, tomem de assalto as cadeiras do Supremo. E outros espaços de direção.

Vejam o que encontrei (está na rede). O conceito de matrimônio de Ives Gandra Filho reproduz exatamente o que ensina o catecismo católico: “O matrimônio possui dupla finalidade: a) geração e educação dos filhos; b) complementação e ajuda mútua de seus membros. Tendo em vista, justamente, essa dupla finalidade, é que o matrimônio se reveste de duas características básicas que devem ser atendidas pela legislação positiva, sob pena de corrupção da instituição: a) unidade – um homem com uma mulher; b) indissolubilidade – vínculo permanente”. Mesmo protestantes e até agnósticos podem subscrever tal definição; tem raiz no Direito Natural. A intolerância furibunda com os conceitos acima nutre no bojo o vírus da perseguição religiosa, que, se não for combatido, gradualmente vitimará o organismo inteiro.

Transcrevo abaixo algumas outras convicções relativas à família enunciadas pelo dr. Ives: “A celula mater da sociedade (núcleo básico) é a família, como sociedade natural e primária, constituída numa comunidade de vida e amor para a propagação da espécie humana e ajuda recíproca nas necessidades materiais e morais da vida cotidiana”. Multidões de brasileiros dariam vivas e bateriam palmas em pé para quem afirmasse isso. Vou adiante: “O homem desde a sua origem surgiu no meio de uma família, que é a primeira sociedade humana. Não há que se falar, pois, em estado pré-social ou situação originária de promiscuidade sexual na vida animal”. Continuo: “A base do matrimônio é o consentimento mútuo na outorga e recepção do direito perpétuo e exclusivo sobre o corpo de cada um com vista aos atos aptos à procriação”. Mais uma: “Homens e mulheres têm constituições física e psíquica distintas, complementares entre si”. Excluir um candidato por defender tais convicções, equivale a moralmente banir o geral dos brasileiros de sua pátria.

Opinião de Ives Gandra Filho sobre união homossexual: “O casamento de dois homens ou duas mulheres é tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro. Casais homoafetivos não devem ter os mesmos direitos dos heterossexuais, isto deturpa o conceito de família”. Reafirmo, persuasão da maior parte do povo brasileiro.

É também censurado por ser contrário ao aborto, ao divórcio, à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos e a pesquisas com células-tronco de embriões. Reitero meu bordão, milhões de brasileiros têm opinião idêntica.

O presidente do TST julgou-se obrigado a distribuir nota à imprensa: “Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como ínsito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista. O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais casados há 58 anos viveram e a qual são seus filhos muito gratos. […] As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas “a priori” numa sociedade democrática e pluralista”.

Vou virar a página e dar um exemplo revelador das agressões da intolerância. Forum de 31 de janeiro traz em manchete: “Manifesto feminista contra Ives Gandra para a vaga de Teori ganha apoio irrestrito”. A notícia afirma que, “para eles [os signatários], Ives Gandra demonstra desconhecer a realidade social de brasileiras e brasileiros. ‘Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF’, afirmam, em manifesto”. O texto intoxicado de preconceitos progressistas e lotado de falsidades vem assinado, entre outros, por Luiz Gonzaga Beluzzo, Miguel Rossetto, Emir Sader, centenas de professores de Direito, procuradores, líderes sindicais, juízes, jornalistas, advogados.

É pressagioso que minorias oligárquicas de esquerdistas e libertários, treinadas no patrulhamento ideológico, façam marcação cerrada para banir dos postos de direção qualquer um que tenha consonância com opiniões majoritárias do povo brasileiro, deles abominadas. Agem aqui os mesmos germes causadores das perseguições que mataram milhões nos gulags da Rússia soviética e nos campos de concentração da Alemanha nazista.