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Já pensaram se isso acontecesse com um atirador esportivo?

Publicado em: 17-03-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 17 de março de 2017

Em Santa Catarina, uma juíza liberou um indivíduo de uma facção criminosa, com antecedentes criminais, que atirou  em direção a uma multidão e feriu um transeunte. A alegação da Juíza é de que a pessoa não oferecia perigo à sociedade!

Alguns pingos em alguns is

Publicado em: 12-03-2017 | Por: bidueira | Em: DIREITO DE PROPRIEDADE, Família, Política Internacional, União Européia

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Agência Boa Imprensa

Alguns pingos em alguns is

Péricles Capanema

De alguns anos a esta parte, movimentos e partidos políticos de fundo nacionalista vêm ganhando força em países importantes. Assistimos a enorme reviravolta no espírito público, pode determinar rumo diferente ao que o mundo vem trilhando, aos trancos e barrancos, desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Aonde chegaremos?

A corrente não é una, apresenta características díspares, e não apenas em aspectos acidentais, mas nos nacionalismos se percebe um fundo comum, sobre o qual, de forma sucinta, tratarei. Nacionalismo vem de nação. E nação, de natio, natus, etimologicamente, é o conjunto dos que nasceram em determinado território.

Nação foi palavra inicialmente utilizada pelos estudantes das universidades medievais, em especial a de Paris. Ali eles se organizavam em grupos, falavam a língua materna entre si, eram regidos pelas leis dos próprios países (ou regiões). Existiu a nação da Alemanha, a nação da Inglaterra, a nação normanda. Outras ainda.

A palavra não designou apenas agrupações de estudantes. Por exemplo, em fins do século 15, surgiu o acréscimo nação em realidade política de enorme importância: Heiliges Römisches Reich deutscher Nation (Em tradução literal, santo império romano da nação alemã; em português, o Sacro Império Romano Alemão). O Sacro Império foi oficialmente extinto em 1806 por Napoleão. Importante notar, ali foram extintos direitos históricos, autonomias multisseculares; essa organização política de raízes medievais dificultava planos do Corso, centralizadores e autoritários.

Por que lembro fatos antigos? Para melhor compreendermos no presente o fenômeno nacionalismo. Quando a palavra nação se difundiu a Era Moderna ainda não havia começado. No temperante ambiente da Cristandade, era comum, os homens viviam distantes do absolutismo, da centralização e do autoritarismo unificador. E de delírios de grandeza, própria ou coletiva. O medieval, respirando ares de civilização cristã, não desatinava atrás da busca obsessiva da própria grandeza, da de sua família, região ou reino. Tinha um olhar temperante para as coisas temporais, condicionado ao “vale de lágrimas”. E sua atenção se fixava de imediato e preferentemente na família e na região. O imperador do Sacro Império dispunha de poucos poderes diretos. Sem ser conhecido explicitamente, o princípio de subsidiariedade, hoje o pilar central da doutrina social católica, embebia a sociedade. Mesmo em Paris, capital da França, a nação alemã dos estudantes dispunha de grande autonomia no governo próprio.

Com o avanço do Estado Moderno, nação foi ganhando significado mais denso. Passou a significar em geral comunidade estável de indivíduos, historicamente determinada por origem, costumes, religião e língua comuns. Daí a defesa do território, fronteiras, língua, cultura, raça, dentre outros. Tais elementos, ainda que importantes, de fato eram acidentais; o fundamental sempre foi o sentimento do vínculo comum, a consciência de pertencer a uma entidade com interesses próprios e necessidades peculiares. O Estado é sua forma política normal.

Surgiu o nacionalismo como o conhecemos agora, fruto típico dos Tempos Modernos. Medra bem nos miasmas do antropocentrismo potencializado com a Renascença. A nação e até o Estado passaram a ser alucinados ideais de grandeza humana. Não mais eram realidades benéficas, mas subsidiárias à família, na procura da perfeição humana em todos os níveis. A nota jacobina, o Estado como o grande instrumento a conquistar para impor um suposto programa de salvação nacional, sempre esteve muito presente.

Noto de passagem: é louvável defender a identidade nacional e lutar pela grandeza nacional, com base em doutrina razoável e conduta sensata, julgando o Estado instrumento útil, necessário e importante para a pessoa e a família alcançarem seus fins.

Volto ao fluxo principal: não foi assim com o nacionalismo em várias de suas vertentes importantes: pessoa, família, região passaram a ser meras partes de um todo coletivo, de valor absoluto. A exacerbação coletivista desemboca no totalitarismo, o que historicamente aconteceu em várias ocasiões. “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”, foi lema do fascismo italiano.

Citei Napoleão Bonaparte. Volto a ele, exemplo de nacionalismo, enorme influência. Chefe carismático, uniu a aspiração da pátria agigantada com os ideais da Revolução Francesa. Centralizador, ditatorial, adversário dos direitos históricos de famílias, regiões, corporações, agiu contra sociedades intermediárias de várias naturezas, colocadas entre a pessoa e o Estado. Procurou subjugar e utilizar a Igreja para seus objetivos de ordem e grandeza nacionais. A ele se aplicaria bem a expressão famosa, falsamente atribuída a Luís 14: “L’État, c’est moi”. Nas linhas gerais, o bonapartismo ▬ regime republicano imperial, Estado nacional com Executivo forte e centralizado, populista, recurso frequente ao plebiscito ▬ foi a tintura mãe dos nacionalismos.

Seus traços principais continuam até hoje. Um deles, ausente no bonapartismo, foi acrescentado em alguns nacionalismos: o antissemitismo. O antissemitismo pode ser visto como espécie do gênero xenofobia, presença constante nos nacionalismos. O estrangeiro (ou o corpo estranho), eis o inimigo do coletivo nacional, sempre bom e vocacionado para a grandeza.

Bonaparte prometeu restaurar a ordem em frangalhos com as convulsões sociais do período, implantar a racionalidade e a eficiência no governo, eliminar os “lados ruins” da Revolução Francesa. Perseguiu os monarquistas, recusou o Rei, isolado em Londres, e a velha nobreza, dispersa pela Europa, tidos por corruptos e decadentes. Desprezava a cultura refinada e aristocrática do Antigo Regime. Autoritário, centralizador, populista, confiante no uso da força, arrastou atrás de si grande parte da França até que suas derrotas o jogaram, exilado, em Santa Helena.

Historicamente, o nacionalismo atraiu simpatias de católicos, conservadores, tradicionalistas, de correntes favoráveis à livre iniciativa e ao empreendedorismo. Foi visto como adversário do internacionalismo socialista (inimigo da identidade nacional) e do igualitarismo revolucionário (inimigo das desigualdades de base natural). Era muitas vezes considerado baluarte na defesa da ordem ameaçada pela agressão da desordem revolucionária. Milhões de seus seguidores, gente de bem, colocaram na sombra os traços coletivistas, centralizadores e autoritários, a negação teórica e prática do princípio de subsidiariedade. Aderiram ao que lhes parecia a única defesa eficaz contra a avalanche revolucionária que ameaçava levar de roldão moral, instituições veneráveis e civilização.

Foi um falso dilema demolidor. Para milhões, acarretou tragédias das mais variadas naturezas. Podem voltar a acontecer. É momento de maturidade, exame, argúcia, equilíbrio, isenção. Claro, não esgotei assuntos, ventilei-os; nem poderia ser diferente em artigo limitado por espaço. Espero, contudo, ter fornecido material útil para reflexão. Em resumo, procurei cumprir a promessa: pôr alguns pingos em cima de alguns is.

Deputado Alberto Fraga pediu urgência na votação do projeto Peninha

Publicado em: 10-03-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 9 de mar de 2017

Precisamos cobrar nossos deputados para que pressionem o presidente da Câmara para que coloque em votação o PL 3722 de 2012. É o que devemos fazer no momento.

Pela lei e pelo voto

Publicado em: 10-03-2017 | Por: bidueira | Em: CHAVES, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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Pela lei e pelo voto

DIÁRIO DO COMÉRCIO

SÃO PAULO, 09 DE MARÇO DE 2017  POR SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

O Brasil precisa de reformas urgentes, não há dúvida. Mas para implementá-las, talvez precise se livrar de muita coisa

Custou caro ao Brasil treze anos de populismo político e fiscal, que se sucederam a oito de social-demagogia, após dez de anarcorrepública. Trinta e um anos de inadimplência política estão aí plasmados na pior recessão sofrida pelo País desde 1930.

Como apontou Roberto Campos, em 1985, depois do encerramento do regime militar, a esperada e natural liberalização do País simplesmente não aconteceu.

Misturou-se liberdade política com autoritarismo econômico, em doses cada vez maiores, até chegarmos ao atual estado de coisas: uma combinação perversa de anarquia política e de ataraxia econômica, com altíssimo custo social.

Ontem, diante da notícia da queda da atividade em todos os setores da economia, o Ministro da Fazenda veio a público afirmar que se fixar no PIB é olhar para o retrovisor. Pode ser, mas não há como dirigir sem olhar o retrovisor.

E tampouco há qualquer catastrofismo em enxergar, para trás e para frente, que o caminho que tomamos está equivocado. Caminho político, diga-se.

Os estragos decorrentes desse equivoco histórico são muito maiores do que a queda do PIB. Eles desconstroem sucessos que o Brasil havia alcançado décadas antes de inaugurada esta república. Já se perdeu o passado, agora está se perdendo o futuro.

E para quem acha que isso é um clichê, basta ver o que  está ocorrendo com as grandes empresas brasileiras internacionalmente competitivas, a PETROBRÁS e as de construção pesada, atingidas em cheio pela corrupção, o  equívoco histórico desta república.

O discurso oportunista e moralista de dirigentes de repúblicas vizinhas contra elas, junto com a cara de pau de cubanos, bolivarianos et caterva que nunca pretenderam pagar coisa alguma, é o ensaio para o maior “beiço”  da história moderna que vai ser coberto não pelas empresas enleadas no delírio lulista, mas por todos os brasileiros.

Mas para elas, caçadas em tribunais estrangeiros, talvez pior do que o calote, seja o fechamento de oportunidades de negócios, no exterior e aqui. E não adianta o nacionalismo de botequim falar em conspiração: como o petróleo, a lambança é nossa!

Há alguma dúvida sobre a extensão do desastre que se abateu sobre o País? Alguém de boa fé pode negar que esse desastre se deve às práticas contumazes de uma classe política em sua grande maioria desonesta, despreparada e parasitária?  Não, de maneira alguma.

Trinta e um anos são tempo suficiente para concluir que o democratismo  estatizante que paulatinamente tomou conta do País não foi uma decorrência exclusiva da ideologia.

Mais do que um projeto esquerdizante foi, desde o início, um instrumento das elites regionais para se adonarem da coisa pública, por via de partidos políticos financiados de maneira cada vez mais imoral e ilegal.

Como disse um promissor deputado constituinte, depois ministeriável conspícuo, em 1988 se consumou a vitória da paróquia. O que ninguém sabia, e só estamos descobrindo agora, é o quanto custaria essa vitória à sociedade brasileira.

O Brasil precisa de reformas urgentes, não há dúvida. Mas para implementá-las, talvez precise se livrar de muita coisa.

Começando pela crença de que Brasília é a sede da corrupção no País. Não é. Brasília é tão somente o cartório da corrupção, com endereço na Praça dos Três Poderes.

Em Brasília apenas se consumam os arranjos tratados nas paróquias, que a cada mandato lá desembarcam seus prepostos para assaltar a República em nome de um pacto federativo de fancaria.

O colapso financeiro que se repete de tempos em tempos nos estados, por ocasião das dificuldades do poder central, é a prova da relação espúria entre os entes da federação nesta república.

E isso em uma condição particularmente danosa: não há lei, não há controle e não há autoridade que coloque limites a esse caos.

Com o sistema político que aí está, qualquer reforma que se faça será apenas uma miragem.

Mais do que tudo, antes de qualquer coisa, o Brasil precisa começar a se livrar dessa classe política. A que se festeja nos restaurantes de Brasília dizendo que os crimes que insiste em cometer são política. A que conspira para se manter no poder, custe o que custar, não importa sua culpa apurada pelas investigações, sua punição na forma da lei e sua condenação pela sociedade.

É dela que temos que nos livrar. Sem atalhos e sem rupturas.

Pela lei, como juízes, procuradores e policiais íntegros estão fazendo, e pelo voto, como faremos daqui a pouco mais de um ano.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

Brincando com fogo

Publicado em: 08-03-2017 | Por: bidueira | Em: CHINA, DIREITO DE PROPRIEDADE, Política Internacional, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Agencia Boa Imprensa

Brincando com fogo

Péricles Capanema

O de que vou falar não é brincadeira. Já tratei do assunto quatro vezes, “O Brasil servo”, “Clamando no deserto” (18.2.2016), “Tumores de estimação” (2.4.2016) e “Ocultando a realidade ameaçadora” (17.10.2016).

Volto hoje ao tema. O Estadão de 3 de março estampa em manchete: “Shangai Electric fará proposta para assumir obras de R$ 3,3 bi da Eletrosul”. Em destaque gráfico o jornal recorda fatos relacionados: “Últimas compras feitas por chineses: CPFL. Em julho de 2016 a State Gridcomprou fatia de 23% da Camargo Corrêa na CPFL por R$ 5,8 bilhões. Neste ano, concluiu a compra do controle por R$14 bi. Estrela. Em agosto de 2015, a China Three Gorges (CTG) comprou duas hidrelétricas da Triunfo Participações e Investimentos por quase R$ 2 bilhões. Leilão. Em novembro de 2015, CTG venceu o leilão da Ilha Solteira e Jupiá (CESP), por R$ 13,8 bilhões. Em 2016, comprou a Duke Energy por US$ 1,2 bilhão”.

Informa a reportagem assinada por Renée Pereira, a Shangai Electric deve apresentar até  10 de março proposta para assumir várias concessões de linhas de transmissão de energia da Eletrosul, subsidiária do grupo Eletrobrás.

Em nenhum momento, o texto elucida que a Shangai Electric é controlada pelo governo chinês. Também não esclarece que a China Three Gorges e aState Grid são estatais chinesas. Outro modo, são empresas controladas pelo Partido Comunista Chinês (PCC). Nenhum leitor terá visto o PT condenar a tomada paulatina do setor elétrico brasileiro pelo capital estrangeiro (no caso, o capital comunista chinês). Convém-lhe o fato.

Passo agora à reportagem de agosto de 2016, revista Exame, assinada por Maria Luiza Filgueiras. Título “O setor elétrico brasileiro caiu no colo dos chineses”. A jornalista lembra que a State Grid fatura 340 bilhões de dólares por ano, tem 1,5 milhão de funcionários. Outra empresa gigantesca, aHuadian gera o equivalente a toda a energia elétrica produzida no Brasil. Está negociando a compra da Santo Antônio Energia. A reportagem ainda menciona a SPIC e a CGN, ainda de origem chinesa.

A State Grid tem hoje no Brasil 7 mil quilômetros de linhas em funcionamento e 6,6 mil quilômetros em construção. É o sintoma de um fenômeno em estágio inicial, a dominação do mercado por empresas chinesas, afirma a citada jornalista. “Eles vão comprar tudo”, disse a ela um banqueiro de investimentos. Nos últimos cinco anos (matéria de agosto de 2016), os chineses investiram 40 bilhões de dólares no setor elétrico brasileiro.

odas essas empresas são estatais chinesas (na grande maioria das vezes, fato ocultado do leitor brasileiro). A diretoria delas, nomeada pelo governo, tem o aval do PCC, que governa ditatorialmente em regime de partido único aquele desventurado país. De outro modo, está caindo no colo do Partido Comunista Chinês o setor elétrico brasileiro.

Adiante. O governo brasileiro começa a discutir a venda de terras para estrangeiros. Em entrevista à GloboNews, 15 de fevereiro, o ministro Henrique Meirelles afirmou que o governo liberaria nos próximos 30 dias a venda de terras brasileiras para estrangeiros. “O Brasil precisa de crescimento e de investimento. O agronegócio foi a área que mais cresceu em janeiro. Temos que investir, gerar mais empregos”. É tema delicado, requer debates de entendidos, do livro e da prática. Que se ouça com especial atenção o produtor rural, aqui também quem trabalha em terras arrendadas, que poupa na esperança de comprar seu pedaço de terra. Li em fontes várias, a proposta do governo virá com nota demagógica: 10% da terra comprada por estrangeiro terá que ser dedicada a projetos de reforma agrária. Soa como barretada ao MST, CNBB, e entidades similares, medida na certa prejudicial ao campo e à produção, e que em nada ajudará o trabalhador rural. Exprimo o temor de que o PCC, por meio de estatais e fundos de investimento, acabe comprando centenas de milhares de hectares, se não milhões. E a imprensa na certa vai noticiar na cantilena: “grupos chineses”, “investidores chineses”.

Relembro abaixo o que adverti meses atrás. A compra de gigantescos ativos pelas estatais chinesas traz o Partido Comunista Chinês para dentro da economia brasileira; para dentro da política brasileira. Tais empresas serão instrumentos para alinhar o Brasil aos interesses do comunismo chinês, no caso, de imediato, fortalecer na região os intuitos de Pequim e minar a influência norte-americana. Os mesmos objetivos, com métodos iguais, estão sendo levados a cabo na Argentina, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia. E em outros países.

Por que tanto silêncio? Ponho a nu razão que morde no bolso. Em razão de longa política exterior de hostilidade aos Estados Unidos e à União Europeia, a China hoje é o maior parceiro comercial do Brasil, cerca de 20% de nosso comércio exterior. Vendemos em especial matérias-primas (commodities), sobretudo minério de ferro, soja, óleos brutos do petróleo, em geral por volta de 80% do total, itens com pouco valor agregado. E compramos mercadorias com alto valor agregado, máquinas, aparelhos elétricos, aparelhos mecânicos, produtos químicos orgânicos, em torno de 60% do total. Conta ainda na pauta de exportações a presença crescente de produtos do agronegócio, como carnes, couro, açúcar. É um imenso universo de fornecedores, de cujo vigor depende a sanidade da balança comercial brasileira.

De alguma maneira nos tornamos reféns da China. Ela pode trocar fornecedores, contratá-los em outros países, caso Brasília e setores privados atuem eficazmente contra sua crescente presença, ainda sobretudo econômica, entre nós. Concebível, setores privados e autoridades governamentais então prefeririam, para salvar vantagens econômicas, o silêncio confrangido (acovardado) sobre o avanço imperialista chinês dentro de nossa casa. No fato, conveniências de momento seriam fatores determinantes para conduta que desagua na independência condicionada e na limitação da soberania. Nenhum país sério tolera arranhões em sua independência e em sua soberania. A omissão a respeito caracteriza descumprimento dos deveres de defesa nacional. Se não for cortado esse passo de forma sensata, com lucidez e determinação, no horizonte, já antevisto, desenha-se para nós o estado vergonhoso de protetorado efetivo.

Para levantar vôo a ABPLD conta com Você

Publicado em: 03-03-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 3 de mar de 2017

O ano de 2017 é um marco histórico para nossa luta Pela Legítima Defesa. a ABPLD conta com o seu continuado apoio.