Matérias em Destaque

Entenda o que aconteceu na Câmara com a aprovação,... PLD em Foco Coronel Paes de Lira comenta Publicado em 19 de ago de 2017 Atenção C.A.C.s. Foi aprovada na calada da noite o PL 3376/2015 tornando o porte de armas de uso restrito CRIME HEDIONDO!...

Leia mais...

Circular do Diretor-Executivo da PF reforça Portaria... PLD em Foco Coronel Paes de Lira comenta Publicado em 10 de ago de 2017 Em julho foi publicada nova portaria pelo Diretor Executivo da Polícia Federal, reforçando a portaria anterior de nº 28...

Leia mais...

NÃO LAVO AS MÃOS NA BACIA DE PILATOS Não lavo a mão na bacia de Pilatos Péricles Capanema Em 16 de julho, na reunião de abertura do 23º Encontro do Foro de São Paulo (organização fundada por Fidel Castro e Lula para coordenar ações...

Leia mais...

Mulher texana de sessenta anos prova: legítima defesa... PLD em Foco Coronel Paes de Lira comenta Publicado em 3 de ago de 2017 No Estado do Texas, nos Estados Unidos, mais uma respeitável senhora de 60 anos faz uso da legítima defesa, mata um bandido...

Leia mais...

Deputado esquerdista quer derrubar a portaria 28 do... PLD em Foco Cel. Paes de Lira comenta Publicado em 25 de jul de 2017 Enquanto gozamos nossas merecidas férias, a esquerda trabalha para derrubar nossos direitos. Lembrem-se "Dormientibus non sucurrit...

Leia mais...

  • Anterior
  • Proximo

Redução a condição análoga à de escravo

Publicado em: 04-07-2017 | Por: bidueira | Em: CHINA, Comissão da Verdade, DIREITO DE PROPRIEDADE, Eleições americanas, Perseguição religiosa, Política Internacional, Segurança Pública, Terrorismo

0

Redução a condição análoga à de escravo

Péricles Capanema

Veja acima o título, é delito punido no Brasil, artigo 149 do Código Penal: “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção”. A seguir: “Nas mesmas penas incorre quem cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho”. Mais ainda: “se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho”.

Hoje não quero falar do Brasil (só um pouco), vou tratar da China. Por ação, cumplicidade, desleixo ou omissão, é desse crime que o governo dos Estados Unidos está acusando o governo da China. Começa assim o 2016 Trafficking in Persons Report: “A República Popular da China é origem, destino e local de trânsito para homens, mulheres e crianças submetidos a trabalho forçado e tráfico sexual”.

Preciso, trabalho forçado a lei penal brasileira chama de condição análoga à de escravo. O documento afirma existirem 294 milhões de chineses (indocumentados) potencialmente sujeitos a trabalhos forçados em minas de carvão e fábricas, parte das quais opera ilegalmente e se aproveita da frouxa regulamentação governamental. Acrescenta: “Crianças em programas de trabalho e estudo apoiados pelos governos locais e escolas são obrigadas a trabalhar em fábricas. Homens africanos e asiáticos são explorados em navios chineses, trabalhando em condições indicadoras de trabalho forçado”.

Aqui o mais direto do texto contra o governo chinês: “Permanece a preocupação com o trabalho forçado patrocinado pelo Estado. Por décadas, a ‘reeducação pelo trabalho’ representou uma maneira sistemática de trabalho forçado na China. O governo da República Popular da China se aproveitou do trabalho forçado de pessoas sujeitas a detenção administrativa (extrajudicial), muitas vezes sem remuneração, até por quatro anos. […] Continuam as informações de utilização atual de trabalho forçado nas instalações governamentais de reabilitação”. Mais abaixo, o documento reitera: “Continuam nos chegando as informações da cumplicidade governamental com o trabalho forçado, inclusive mediante políticas de trabalho forçado em programas com patrocínio governamental. Apesar do anúncio oficial de 2013 de abolição da prática de reeducação pelo trabalho, continuamos a receber notícias que não puderam ser checadas sobre centros governamentais de detenção fora do sistema judicial”.

Stalin (não apenas ele) já se utilizava de expedientes desse tipo. Precisava de mão de obra, mandava prender, não pagava e depois soltava. Ou não. Assim se recrutou parte da mão de obra escrava, milhões e milhões de desgraçados, retratada no Arquipélago Gulag de Alexandre Solzhenitsyn. Aqui, nada mudou.

Sobre a exploração sexual é severo o relatório: “Mulheres e moças estão também sujeitas ao tráfico sexual dentro da China. Mulheres e crianças de países asiáticos vizinhos, África e América estão sujeitas a trabalhos forçados e a tráfico sexual na China. Mulheres norte-coreanas estão sujeitas a prostituição forçada, ao casamento forçado, ao trabalho forçado na agricultura, ao trabalho doméstico forçado e ao trabalho forçado nas fábricas”.

Sobre a situação dos norte-coreanos: “O governo sustenta que não repatria compulsoriamente nenhuma vítima do tráfico. Antes do período coberto por este relatório, notícias verossímeis davam conta que autoridades chinesas repatriavam compulsoriamente refugiados norte-coreanos tratando-os como imigrantes econômicos ilegais. O governo detinha e deportava referidos refugiados para a Coreia do Norte, onde podem sofrer punições severas, campos de trabalhos forçados, até a morte”.

Transcrevi muita coisa, pode até ser penoso, sei. Foi necessário. A maioria dos dados do relatório ficou fora, mas a íntegra pode ser facilmente compulsada na rede.

Quais as razões da necessidade? Enumero duas. A mais imediata, a China se transformou no maior parceiro comercial do Brasil. Mantido o rumo, daqui a pouco, por meio de suas estatais, será presença gigantesca na economia brasileira. O favorecimento escandaloso das relações econômicas com a China, com detrimento dos Estados Unidos e União Europeia, diretriz de política exterior dos treze anos petistas (infelizmente o favorecimento permanece hoje no essencial, embora tenha cessado a sabotagem aos interesses norte-americanos e europeus), não só lesou gravemente nosso futuro de nação soberana. Esbofeteou cruelmente os direitos à liberdade de centenas de milhões de chineses, situação evidenciada acima. Razão mais funda, moralmente não é lícito favorecer a escravidão. Podem apostar, a esquerda tupiniquim vai se calar diante dessa lesão aos direitos humanos. É política patrocinada pelo Partido Comunista Chinês.

Negócios nada republicanos

Publicado em: 02-07-2017 | Por: bidueira | Em: DIREITO DE PROPRIEDADE, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

0

Negócios nada republicanos

Péricles Capanema

A todo momento leio: “em tratativa nada republicana”, “em conversas nada republicanas”. Fui ao Google e coloquei nada republicano, nada republicanos, nada republicana, nada republicanas. Milhares de entradas. Contudo, nunca ouvi ninguém em meus círculos empregar a expressão. Sintoma de que é muito utilizada na opinião que publica, pouco ou nunca na opinião pública.

Contudo, sempre me pareceu expressão disparatada ▬ pelo menos no Brasil. Espanta-me que ninguém tenha tido a iniciativa, comezinho bom senso, de invertê-la. Para corresponder à realidade, obviamente se deveria dizer entre nós quando nos referirmos a maroteiras : “em tratativas tipicamente republicanas”, “em conversas genuinamente republicanas”. Um exemplo: “Em atitude tipicamente republicana, Michel Temer, na calada da noite, sem registro na agenda, recebeu Joesley Batista no Jaburu”.

▬ Eu tô de bem com o Eduardo.

▬ Tem que manter isso, viu?

▬ Todo mês, também, e tô segurando as pontas, tô indo. […] tô meio enrolado aqui, né, no processo assim…

▬ Você está sendo investigado.

▬ Isso, é, investigado. […] Eu dei conta de um lado do juiz, dá uma segurada.

▬ Está segurando os dois?

▬ Tô

▬ Ótimo, ótimo.

▬ Segurando os dois. E eu consegui um procurador, dentro da força tarefa, que está também me dando informação.

Nenhuma dúvida, diálogo autenticamente republicano. Sei, sei, alguém vai observar, na República romana havia elevação e probidade nos homens públicos. Seriam os modelos. A mais, possivelmente a expressão terá raízes em varões de Plutarco, qualificativo esteado no livro “Vidas paralelas”, biografias de gregos e romanos ilustres, com serviços relevantes ao bem comum. Sei lá. Ou veio de “Da República” de Cícero. Quem sabe. Sempre longe de nossa realidade.

Acho igualmente absurdo buscar inspiração na Revolução Francesa, cujos líderes, em larga medida, foram bandidos, mentirosos, assassinos, tiranos e ladrões. Inspiração na ação política de Robespierre, Danton, Marat? Santo Deus.

Do mesmo modo, embora usadas a torto e a direito, não fazem sentido ética republicana, espírito republicano, para significar honestidade, decência, morigeração, comedimento, dignidade, interesse real pelo bem comum. Não devemos esbofetear a realidade, as palavras devem refletir os fatos.

Os vitoriosos do golpe de 15 de novembro de 1889 ofereceram a dom Pedro II grande quantia em dinheiro (já começava ali a prática do mensalão). O Imperador recusou com a resposta que hoje provocaria muxoxo gaiato nos republicanos autênticos: “Com que autoridade estes senhores dispõem do dinheiro público?”

A honestidade generalizada no trato do dinheiro público sobreviveu no Brasil enquanto durou a geração de homens públicos formados no Império. Foi o que, aliás, constatou o historiador José Murilo de Carvalho: “O comportamento político do monarca foi marcado pelo escrupuloso cumprimento da Constituição e das leis, pelo respeito não menos escrupuloso ao dinheiro público, pela garantia da liberdade de expressão. […] Seu governo deixou uma tradição de valorização das instituições que, apesar de quebrada pelo golpe republicano, foi recuperada na Primeira República e talvez esteja viva até hoje. [Seu governo] legou um padrão de comportamento político que também sobreviveu nas primeiras décadas republicanas”.

O erudito historiador continua com pirueta inesperada, surpreendente salto triplo carpado, sustentando que havia valores republicanos no Império, desapareceram na República e a falha foi do Império por não os ter incutido como deveria; “O que menos sobrevive hoje são os valores e atitudes republicanos. Na raiz deste retrocesso talvez esteja uma das falhas do sistema imperial, herdada pela Primeira República: a incapacidade de […] promover a expansão da cidadania política. […] O apelo à republicanização […] pode ter ainda hoje, como uma de suas referências, o exemplo de Pedro II. Republicanizando-se, o regime completará a herança imperial”.

Já que a república institucionalizou a bandalheira, para torna-la promotora do bem comum o engenhoso historiador sugere tornar dom Pedro II referência para o regime e manter a herança imperial.

Outra cambalhota que ajuda o regime republicano. O mesmo historiador busca no século 17 (1633), com um jesuíta famoso, o sentido em que poderíamos autenticamente utilizar a palavra república, mas já agora sem nada ter a ver com regime político. O padre Simão de Vasconcelos (1597-1671) escreveu: ““Nenhum homem nesta terra é repúblico, nem vela nem trata do bem comum, senão cada um do seu particular”. Entenderam? Repúblico tem relação com res publica, coisa púbica, bem comum. Poderemos ter o monarquista repúblico, o republicano repúblico, o democrata repúblico. E vai por aí afora.

Declaro-me vencido.  Matizo minha opinião. Acompanhando o jesuíta, acepção usual daquela época, podemos empregar a expressão nada republicano. Mas, cuidado, nunca a ligar à República brasileira, nem à Revolução Francesa, o que a tornaria contaminada por doença grave. Lembremo-nos unicamente do padre Simão de Vasconcelos.

Porte de arma por advogados complica. PL sobre instrutor de tiro fica ruim como na origem.

Publicado em: 01-07-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

0

PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 30 de jun de 2017

PL sobre porte de arma por advogados complica-se. PL sobre instrutor de tiro fica ruim como na origem.

Onda de prisões atinge atiradores desportivos, apesar da portaria nº 28 – COLOG

Publicado em: 30-06-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

0

PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 22 de junho de 2017

Se V. é CAC (caçador, atirador ou colecionador) isto interessa muito a V.

Perversidade do comunismo no Cambodge

Publicado em: 19-06-2017 | Por: bidueira | Em: CHINA, DIREITO DE PROPRIEDADE, Francisco, Perseguição religiosa, Política Internacional, Terrorismo

0

Perversidade do comunismo levado às últimas consequências

Posted: 18 Jun 2017 06:15 PM PDT

A doutrina comunista é intrinsecamente má, mesmo em suas formas mais atenuadas. Entretanto, quando levada às suas últimas consequências, ela se torna verdadeiramente satânica. Um pavoroso exemplo…

 

 

 

Militares em Lourdes 2017- Vídeo

Publicado em: 17-06-2017 | Por: bidueira | Em: Festas religiosas, União Européia

0

https://youtu.be/4tp_QjpcMqc

Peregrinação militar anual a Lourdes-Maio 2017

Publicado em: 16-06-2017 | Por: bidueira | Em: Festas religiosas, União Européia

0

Em peregrinação a Lourdes, Sr. Nelson Barretto e eu, nos deparamos com o “rassemblement” militar, que acontece todo ano, na 2a. quinzena de maio.  Militares de vários países desfilaram  na Esplanada e rezaram junto à Gruta. Eram alemães (em grande número), italianos, eslovenos, croatas, ucranianos, além/ é claro, de numerosos franceses. Seguem algumas fotos.

Segue o álbum de fotos:

https://photos.google.com/album/AF1QipM2YT3UCClYh7iYffYbXuF1IFODoRdy_2CZ1fad

Terrorismo grassa. Policial londrino assassinado duas vezes. Mas, imprensa conta tiros da polícia

Publicado em: 10-06-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Política Internacional, Segurança Pública, Terrorismo

0

PLD em foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 9 de jun de 2017

O terrorismo ataca a Inglaterra. Policial proibido de usar armas em serviço é assassinado duas vezes: primeiro pelas autoridades e depois pelo terrorista.

Senador petista quer fulminar sugestão para abolir Desarmamento

Publicado em: 03-06-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

0

Lançada a Frente Armas Pela Vida

PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 1 de jun de 2017

Enquete no senado sobre a abolição do estatuto do desarmamento:
http://www25.senado.leg.br/web/ativid…

Parecer do Relator do Projeto Dep. Paulo Rocha ; http://legis.senado.leg.br/sdleg-gett…

Na solenidade de lançamento da Frente Parlamentar Armas Pela Vida, o Cel Marco Antônio dos Santos fala em nome da ABPLD. Filme do YouTube (link abaixo), começa no marcador cronológico 01:00:48.https://www.youtube.com/watch?v=58e79…

Servilismo ideológico, combustível do sofrimento popular

Publicado em: 17-05-2017 | Por: bidueira | Em: CHAVES, DIREITO DE PROPRIEDADE, Esquerda católica, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

0

Servilismo ideológico, combustível do sofrimento popular

 Péricles Capanema

Em 1927, Julien Benda publicou na França “Trahison des clercs”, livro controvertido, que fez história. Apontava generalizada a traição dos letrados, cegos à realidade, subservientes diante do poder totalitário. Em linguagem mais atual seriam intelectuais, clérigos, artistas, grandes milionários, cuja ação favorece a servidão comunista. George Orwell os qualificava de esquerda moral: “Os intelectuais são levados para o totalitarismo muito mais que as pessoas comuns”. Raymond Aron acoimou tal fenômeno de “passagem da consciência livre à servidão voluntária”. A trahison des clercs virou moeda corrente na vida pública francesa. A maior rumorosa delas foi a degradação de Jean-Paul Sartre diante das ditaduras comunistas da Rússia e da China. Nelson Rodrigues tachou-o de “canalha translúcido”.

Lembrei-me da expressão ao, confrangido, passar os olhos no volumoso noticiário sobre Antônio Cândido de Mello e Souza (1918-2017), crítico literário, presente na vida pública desde muitas décadas. O comentário do crítico Sérgio Augusto sobre o escritor falecido dá o tom da cobertura: “Era, sem hipérbole, o maior brasileiro vivo. Sua morte, sem clichê, marca o fim de uma era”.

Vejamos seu pensamento. Transcrevo partes de entrevista que concedeu em agosto de 2011: “O socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo”. A agressão à realidade não poderia ser maior. Emendou, consertando: “Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem de caminhar para a igualdade. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo”. No mínimo está pouco matizada e delirantemente imprecisa a junção indiferenciada de todas as mencionadas correntes na tentativa de esconder o amazônico fracasso socialista. Volta-se então para o capitalismo: “O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva como Marx definiu”. Na vida real, os pobres do mundo tentam entrar de todas as maneiras na nação capitalista, os Estados Unidos. E sempre fugiram como da peste de todas as nações comunistas. Que construíram muros, cercas e treinaram polícias para mantê-los encarcerados no próprio país.

O entrevistado tinha um problema, o socialismo como existiu na prática, dirigindo tudo, invariavelmente oprimiu e empobreceu o povo. Escapou com uma pirueta: “O socialismo só não deu certo na Rússia. Virou capitalismo. A revolução russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde não foi ao poder”. Outra vez, oculta o real. A Rússia não foi o único desastre. O socialismo fracassou na proporção de sua realização em todos os países em que foi aplicado.

Antônio Cândido teve o descaramento de propor um modelo “formidável”: “O socialismo humanizou o mundo. Em Cuba eu vi o socialismo mais próximo do socialismo. Cuba é uma coisa formidável, o mais próximo da justiça social. Não a Rússia, a China, o Camboja”. A tirania dos irmãos Castro é o modelo a ser exaltado e copiado.

Coerente na hora de votar: “Quando eu era militante do PT ▬ deixei de ser em 2002, quando o Lula foi eleito ▬ era da ala do Lula, da Articulação, mas só votava nos candidatos da extrema esquerda”. A Articulação é uma espécie da Centrão dentro do PT, tem programa mais gradualista. O crítico literário, na hora do voto, evitava sufragar sua corrente, procurava fortalecer a extrema esquerda. Era ainda coerente com sua matriz ideológica: “Tenho muita influência marxista ▬ não me considero marxista, mas tenho muita influência marxista na minha formação e também muita influência da chamada escola sociológica francesa, que geralmente era formada por socialistas”.

Antônio Cândido aqui é sobretudo um exemplo. Exemplo de dezenas, talvez centenas de milhares de intelectuais, clérigos e milionários brasileiros (no mundo todo, à vera) que, cegos à realidade, trotam fanatizados atrás de delírios sociais igualitários. São corresponsáveis das piores tragédias sociais do século 20 e 21. Dom Paulo Evaristo Arns, que convidou o ateu e em boa parte marxista Antônio Cândido para a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, foi desses clérigos. Compartilhou o entusiasmo do escritor pela tirania castrista. Em carta ao ditador comunista, derreteu-se o prelado brasileiro: “Aproveito a viagem do frei Betto para lhe enviar um abraço e saudar o povo cubano por ocasião deste 30º aniversário da Revolução. Hoje em dia Cuba pode sentir-se orgulhosa de ser no nosso continente um exemplo de justiça social. A fé cristã descobre, nas conquistas de Revolução, os sinais do Reino de Deus”. E vai por aí afora, num deprimente exemplo de sabujismo a um regime torcionário.

Diante de nossa porta temos o caso da Venezuela, outra aplicação do socialismo. Informa o jornalista venezuelano Moisés Naim no Estadão: “Não é Maduro que importa. Tirá-lo do poder não basta. Ele é simplesmente o bobo útil dos que realmente mandam na Venezuela: os cubanos, os narcotraficantes e a viúvas do chavismo. E, obviamente, os militares ▬, ainda que, tristemente, as Forças Armadas tenham sido subjugadas e estejam a serviço dos verdadeiros donos do país. O componente mais importante dessa oligarquia é o governo cubano. Para Cuba não há prioridade maior que continuar controlando e saqueando a Venezuela. E Havana sabe como fazer isso. Os cubanos aperfeiçoaram as técnicas do Estado policial. Acima de tudo, os cubanos sabem como se proteger de um golpe militar. Não é por acaso que a Venezuela tem hoje mais generais que a OTAN ou os Estados Unidos. Ou que muitos ex-generais estejam exilados. Narcotraficantes. Eles constituem o outro grande poder. Os herdeiros políticos de Chávez são o terceiro grande componente do poder real na Venezuela”. Os cubanos comunistas, lembrando Antônio Cândido, constroem lá agora, uma vez mais, uma sociedade “formidável”.

Termino. Sofremos apocalíptica mistificação, promovida pela opinião que se publica. Opinião pública é outra coisa. Os setores que perenizam a “trahison des clercs” alardeiam humanismo, tolerância, amor aos pobres. É a face da fantasia. Na outra face, a da realidade, tornam possível a implantação do comunismo repressor, implacável, disseminador da miséria. Desmitificá-los de há muito se tornou obra prioritária de salvação nacional e caridade social.