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Tratado Internacional ameaça indústria de armas e a legítima defesa no Brasil

Publicado em: 27-08-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 26 de ago de 2016

Tratado internacional sobre o comércio de armas, proposto pela ONU, deve ser ratificado pelo Brasil, passando antes pelo Senado e pela Câmara.
No Senado, foi aprovado sem reservas e, na Câmara, a CCJ o aprovou também sem reservas. Não NOS será possível não ratificar esse tratado, MAS DEVEMOS APRESENTAR RESERVAS, para preservar a indústria de armas e o nosso direito à legítima defesa.
Na próxima semana promoveremos pelo nosso site o envio de mensagens proposto pelo Cel. Paes de Lira.

Depois do impeachment

Publicado em: 24-08-2016 | Por: bidueira | Em: Código Florestal, DIREITO DE PROPRIEDADE, Esquerda católica, Família, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, Política Indigenista, Psicoses ambientalistas, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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AGENCIA BOA IMPRENSA

Depois do impeachment

 Péricles Capanema

Dissolve-se o clima festivo das Olimpíadas e a vida quotidiana retoma seus direitos. O que nos espera? O que aguarda o Brasil? João Domingos, jornalista, questionou o senador Lindbergh Farias sobre as manifestações populares pró-Dilma. “Não estamos mais conseguindo mobilizar ninguém”, admitiu o petista. João Domingos foi até Miguel Rossetto, o mais próximo conselheiro de Dilma. Indagou por que havia sido relativamente fácil afastar a Presidente: “Por que não temos 10% de apoio. Não temos as ruas”. Alvejou ao constatar o óbvio: “Porque os golpistas têm mais força do que nós”. Dizem os espanhóis, a confesión de parte, relevo de pruebas. Convém recordar, a enorme impopularidade da administração petista decorreu da queda do padrão de vida, da carestia, do desemprego crescente. Veio ainda da sensação de roubalheira generalizada. Os senadores favoráveis ao impeachment, provavelmente mais de 54, ao votar não terão em vista apenas os crimes de responsabilidade. Seu olhar se fixará também no destruidor conjunto da obra petista. Tudo o indica, Dilma será esquecida e logo respiraremos outra atmosfera, cada vez menos relacionada com o clima anterior.

 

Provável, o governo novo terá até dezembro de 2018 para executar seu programa. Se o TSE reprovar as contas de campanha da chapa Dilma – Temer antes de 31 de dezembro próximo, difícil acontecer, o Presidente terá o mandato cassado, assumirá Rodrigo Maia e em 90 dias nova eleição presidencial. Se a referida condenação do TSE acontecer após 31 de dezembro próximo, mesma situação, mas, em eleição indireta o Congresso elege outro presidente. Nesse caso, o provável é a eleição de alguém com programa de governo parecido ao de Temer. O rumo pouco mudaria.

 

Agora, o decisivo. Na atmosfera renovada, qual proporção de oxigênio, qual de gases tóxicos? Claro, são suposições; caminhamos longe das exatas, pisamos o volúvel terreno das realidades humanas. A anunciada política econômica desperta esperanças. Há intenção confessada e gestos favoráveis à menor intervenção do Estado, estímulo à livre iniciativa, amplo programa de privatizações, seriedade no manejo das contas públicas. Para levar adiante tais objetivos, foi escolhida equipe de gente conhecida e testada, competente. A mais, a postos um time de articuladores políticos tem condições de viabilizar a aprovação no Congresso das medidas necessárias e amargas. Haveria freio no aumento dos gastos públicos e a retomada ascensional da atividade econômica, com fundamentos razoavelmente sólidos, presságio de anos de crescimento.

 

Tudo aqui é esperança? Infelizmente, não. De pronto, preocupam três pontos xodós da esquerda: reforma agrária, meio ambiente, relações com a China, tumores de estimação, tocados com temor reverencial na mídia e no público em geral.

 

Reforma agrária. O governo faz circular a ideia de que o ministério do Desenvolvimento Agrário será recriado. É gesto simbólico de mau agouro. Pior, aproxima-se da FNL (Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade). Recebeu em palácio com grande publicidade seu dirigente Carlos Lopes, que exigiu a aceleração da reforma agrária. A reforma agrária, pleito histórico dos comunistas e de suas linhas auxiliares, tem sido no Brasil um poço sem fundo para torrar dinheiro público, foco de agitação, roubalheiras e incompetência; em nada contribuiu para melhorar a situação dos pobres. É infecção que afugenta investidores, atemoriza fazendeiros e prejudica e produção. Na segunda, 22 de agosto, tira-gosto do que vem por aí, baderneiros da FNL e de outros movimentos subversivos invadiram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário em Brasília. Quebraram vidros, destruíram armários. No mesmo dia, aproximadamente 300 agitadores da FNL invadiram a Fazenda Esmeralda em Duartina. Reclamam mais rapidez nas desapropriações e na reforma agrária. Esse namoro com agitadores não conseguirá novos aliados, não conseguirá popularidade; pelo contrário, afastará amigos atuais e potenciais.

 

Em fevereiro do corrente ano, o mencionado Carlos Lopes, agora próximo ao governo, foi um dos dirigentes do Carnaval Vermelho. A agitação ocupou prédios públicos em dez Estados. Seus líderes exigiam assentamento imediato das famílias acampadas, imissão na posse das áreas já desocupadas, demarcação imediata das terras indígenas, extinção da PEC 215 (transfere do Executivo para o Legislativo a decisão sobre remarcação de terras indígenas), reconhecimento dos quilombolas e seus territórios. Outro modo, a pauta da esquerda mais radicalizada do PT, na prática passos no carreiro já enveredado por Venezuela e Cuba rumo à miséria extrema.

 

Meio ambiente. Michel Temer entregou o ministério do Meio Ambiente para o deputado Sarney Filho, que já há anos adotou como sua a agenda dos ambientalistas mais extremados. Entre outras tomadas de posição, combateu até o fim a reforma legislativa do Código Florestal. O excesso de legislação ambientalista também prejudica os negócios e a efetiva melhoria da situação dos pobres. Não vou me estender a respeito por falta de espaço.

 

Relações com os chineses. A China já é o primeiro parceiro comercial do Brasil. Equipes da State Grid e da China Three Gorges, duas gigantes estatais chinesas, estão percorrendo o Brasil para comprar empresas. Têm caixa e possibilidade de escolher negócios. De momento, procuram empresas elétricas, que facilitarão a atuação no País de companhias chinesas de engenharia e fabricantes de equipamentos. Visam ir empurrando o Brasil para a área de influência da China. Contribuem para o objetivo chinês de enfraquecer os Estados Unidos na região. Com o tempo, o Brasil corre o risco de ser reduzido a inconfessado, mas efetivo, protetorado chinês. Limitados em nossos movimentos, só teremos para garantir a independência, os Estados Unidos, internamente cada vez mais divididos entre um internacionalismo concessionista e acomodatício e um isolacionismo míope e reducionista, ambas situações prejudiciais aos interesses brasileiros. Sobre tal avanço apocalíptico, silêncio. Em muitos é decisivo o temor de retaliações em nossas exportações para a China. Em resumo, falta prudência e coragem, sobra otimismo e irreflexão em assunto delicadíssimo.

 

Existem outras preocupações. Como se posicionará o governo na educação, na saúde, no direito de família? Política dos gêneros, homossexualismo? Ficam para outra ocasião.

 

Área de anexos

Nasce a Associação Brasileira pela Legítima Defesa

Publicado em: 19-08-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 18 de ago de 2016

Vencida a burocracia, finalmente foi registrada nossa Associação Brasileira Pela Legítima Defesa.

Presidente Checo manda o povo se armar

Publicado em: 13-08-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

1. Presidente da Checoslováquia muda de ideia e manda a população armar-se para se defender de ataques terroristas.
2. Enquanto isso, no Brasil, Secretário de Segurança do Amazonas aconselha a população a não reagir a assaltos.
3. No Rio de Janeiro, Força Nacional erra o caminho, acaba entrando em uma favela e é recebida a bala.

A Taurus ainda na berlinda

Publicado em: 07-08-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta:

Publicado em 5 de agosto de 2016

Audiência pública sobre as falhas das armas da Taurus, em defesa das vítimas.

Somos contra o monopólio, ou o oligopólio

Quando não há armas de fogo, mata-se com outros instrumentos

Publicado em: 29-07-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Política Internacional, Segurança Pública, Terrorismo

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 28 de jul de 2016

Em Nice, um caminhão mata aproximadamente 80 pessoas.
Em Saint Étienne de Rouvray, criminosos degolam com faca um sacerdote e um fiel durante a Missa.
Em Tóquio, um assassino usando apenas uma faca mata 19 pessoas e deixa 19 feridos.

Atentado em Nice: nova lição para os desarmamentistas

Publicado em: 24-07-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

1. Desfazendo um erro corrente sobre a lei do desarmamento
2. Chacina de Nice na França: mais uma lição aos desarmamentistas.
3. Na década de 60, em Niterói, um circo foi incendiado e morreram mais de 500 pessoas!
4.No Texas, EUA, cidadãos armados se oferecem para defender a polícia ameaçada

Uma boa oportunidade para fazer da FUNAI um Serviço de Proteção ao Índio

Publicado em: 08-07-2016 | Por: bidueira | Em: Política Indigenista, Psicoses ambientalistas, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Uma boa oportunidade para fazer da FUNAI um Serviço de Proteção ao Índio

Caros amigos

Ao que parece e é anunciado, a indicação do Gen Sebastião Peternelli para a direção da FUNAI será rejeitada pelo Sr Ministro da Justiça, Alexandre Moraes.

O fato se deve à “indignação” causada aos índios (?) e às organizações ligadas à  sua “proteção” (?) pela indicação de um militar para a função e não deixa dúvidas quanto ao receio dos interessados – “caciques” (?), aproveitadores estrangeiros e traidores nacionais –  de que as maracutaias que envolvem a execução da política indigenista brasileira sejam descobertas, eliminadas e punidas por uma gestão moralizadora que acabe com desvios de finalidade e que liberte os índios – suas maiores vítimas –  dos seus interesses pessoais, desumanos e impatrióticos.

Segundo o “Conselho Indigenista Missionário” (CIMI) – entidade da CNBB ligada ao PT e a seus aliados e que está por trás  de todos os conflitos envolvendo os índios e a produção agrícola, no Brasil e além fronteiras -, a nomeação do Gen Peternelli seria um “retrocesso na relação do Estado brasileiro com os povos indígenas” porque criaria a possibilidade de integrá-los ao conjunto da sociedade nacional, o que, certamente, feriria de morte planos internacionais atentatórios à soberania e ao patrimônio brasileiros, endossados pelo CIMI e pelo Greenpeace, este último, um conhecido defensor dos direitos e da vida dos “animais”, o que explica seu interesse em não permitir a interação dos índios aos demais brasileiros.

Essas entidades de “proteção dos povos indígenas”, fieis a seu compromisso com o ideário comunista, também repudiam o posicionamento do Gen Peternelli  face à ideologia que defendem e que querem ver implantada no Brasil, de forma a assegurar o comprometimento com o atraso e, consequentemente, os interesses estrangeiros sobre nossas riquezas e nossa evolução como nação soberana. Elas se sentem ameaçadas pela afirmação do General de que “o Brasil nunca vai ser comunista”!

Mesmo que o General não venha a assumir a FUNAI, esta reação mais reforça o que todos já sabem, ou seja, que a corrupção é a grande razão da necessidade de evitar, a todo custo, que alguém firmemente honesto e determinado conheça, denuncie e acabe com as engrenagens desse sistema. Há razões e indícios de sobra para que uma investigação do Ministério Público e da Polícia Federal, bem como para que uma auditoria do TCU sejam realizadas naquele órgão.

Pobre país que permite o uso de seus aborígenes como massa de manobra para as conveniências internacionais, permanentemente empenhadas em solapar a sua soberania. Pobres índios brasileiros, condenados a serem eternamente cidadãos de segunda classe, tratados como animais exóticos por defensores da fauna terrestre e representados por falsos líderes que escondem sua infâmia atrás de uma máscara de ignorância e que fingem apego à sua cultura primitiva apenas para mantê-los apartados do restante da sociedade a qual, por todas as razões, já deveriam estar integrados.

Que tipo de pessoa procura o Sr Ministro da Justiça para presidir a FUNAI? Alguém que seja capaz de conciliar os interesses e as necessidades dos silvícolas com os do restante da sociedade brasileira – integrando-os definitivamente a ela, como brasileiros que são -, ou alguém que atenda aos propósitos do CIMI, das ONG que os exploram, do Greenpeace – que nem brasileiro é – ou de outros organismos internacionais dedicados a submeter nossa soberania aos seus interesses?

Cabe aqui lembra-lo de que a FUNAI teve origem no Serviço de Proteção ao Índio, criação do mais importante de todos os indigenistas brasileiros, um militar, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, de origem indígena, em uma mistura de bororó, terena e guará, cujo lema em relação aos índios era: “Morrer, se preciso for. Matar, nunca!”.

Não seria um bom momento para rever o perfil desejável para quem pretenda e deva proteger e promover os direitos dos povos indígenas?

Gen Bda Paulo Chagas

Janot: “Durmo com uma pistola na minha mesa de cabeceira…”

Publicado em: 08-07-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 7 de jul de 2016

1. PL 8018/2010 do deputado Jair Bolsonaro ainda sem definição do relator.
2. Juiz vê digitais do PCC em crime de maior demonstração de força na fronteira.
3. Procurador Geral da União Rodrigo Janot declara: “Durmo com uma pistola na minha mesa de cabeceira, com três cartuchos carregados…”

MEIAS VERDADES E FALSIDADES EM LOCAL INESPERADO

Publicado em: 03-07-2016 | Por: bidueira | Em: Esquerda católica, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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Agencia Boa Imprensa

Meias verdades e falsidades em local inesperado

 

Péricles Capanema

 

Em 30 de junho próximo passado dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, de passagem por Roma, compareceu ao programa Em romaria – caminhando no 3º milênio da Rádio Vaticano. Peregrinou por vários temas, tropeçando nas ideias e nas palavras. Contudo, a entrevista num ponto foi clara, o bispo obedeceu ao constante viés esquerdista da CNBB. Ficou clara sua proximidade com a anterior administração petista e em consequência seu crescente afastamento da imensa maioria dos católicos brasileiros.

 

Vamos por atalho direto ao que agora mais interessa. A entrevistadora Cristiane Murray começou assim: “Dom Leonardo, é um momento difícil para nosso país. É um momento em que um governo, democraticamente eleito, foi afastado”. A meia verdade esconde do ouvinte que o substituto também foi eleito democraticamente. Transparência e sinceridade, já se vê. Um provérbio chinês afirma, a meia verdade é sempre uma mentira inteira. No caso, a mentira inteira, insinuada nas palavras iniciais, é que a presidente Dilma Rousseff, eleita pelo povo, foi substituída por um governo dele inimigo e da democracia. Em continuação, Cristiane Murray canhestramente lança ao ar supostas ligações do presidente Michel Temer com a bandalheira, cujo efeito seria tornar ainda mais ilegítima a presente situação: “É um momento em que nós temos aí um vice-presidente, uma questão com vários inquéritos em andamento, várias acusações. Como qui a CNBB está avaliando este momento”?

 

O secretário-geral da CNBB, após ouvir sem reparos a propaganda pró-PT da entrevistadora, dá um passo além e infelizmente falta à verdade: “Nós temos de momento um governo interino que está governando, mas sem a legitimidade da Constituição”.

 

Michel Temer, substituto legal, governa com a legitimidade da Constituição. A seguir, dom Leonardo recai: “Do Executivo nós não temos uma interlocução por se tratar de um governo interino, está apenas no exercício do mandato, mas não é efetivo no sentido de reconhecido pela Constituição”.

 

No mesmo rumo, o prócer da CNBB, aos tropeços, é claro quanto à orientação da entidade: “O que preocupa mais, na realidade, é um movimento em que nós sentimos que tem avançado cada vez mais a corrupção. Isso nos preocupa muito. E a CNBB não deixou de se manifestar quanto a esse ponto. Mesmo no governo atual alguns ministros acabaram caindo por declarações e por acusações; […] nós temos muitos deputados envolvidos por corrupção, nós temos alguns senadores envolvidos por corrupção, nós temos no atual governo ainda pessoas que estão sendo acusadas de corrupção, um elemento que preocupa muito é a questão da ética, a ética na política, nós sentimos assim que o interesse particular, o interesse dos partidos se sobrepõe ao interesse da população, ao interesse da sociedade brasileira. Isso também nós vemos nas votações que têm acontecido no Congresso Nacional, enquanto ainda a Dilma estava no exercício de seu mandato o Congresso se negou a aprovar determinadas medidas e isso não em favor da população, mas em favor de determinados partidos e criar cada vez mais tensão que levou ao encaminhamento do impedimento. Então, esses elementos preocupam muito a Conferência Nacional, quer dizer, nós somos brasileiros, os bispos são brasileiros, a CNBB tem uma autoridade moral muito grande, eu sinto isso cada vez mais, dado que a CNBB é muito procurada e ao mesmo tempo a CNBB também tem uma palavra, agora o que nós temos insistido é combater a corrupção, mas também temos insistido na questão do diálogo. Não se pode parar de conversar, dialogar”.

 

Corretíssimo, dom Leonardo: a ética deve presidir a política. Mas também deve existir em outros campos, até mesmo em entrevistas de rádio. Por exemplo, evitando as meias verdades cujo efeito precípuo é ludibriar o ouvinte pela afirmação de algo certo, mas incompleto, induzindo-o a crer que representa a verdade inteira. Falsidades, nem se diga, são agressões à verdade.

 

Causa estranheza outro ponto. Para o êxito do diálogo, na posição da CNBB, o mínimo a exigir é a isenção. A entidade, porém, brada aos céus, tem lado. Desde décadas age como solícita companheira de viagem das forças de esquerda no Brasil. E por isso, queira ela ou não, são os fatos, é corresponsável moral pelos desastres medonhos dos 13 anos do PT no governo. E aí a piora da situação dos pobres, na qual, ponto negro, 11 milhões de desempregados.

 

Apesar de tudo, vamos ao diálogo, pode ajudar. Tenho sugestão. Para começá-lo, debater qual deve ser a presença na vida privada e pública do mandamento: “Seja o vosso falar: sim, sim; não, não; porque tudo o que daqui passa, procede do mal” (Mt, 5,37).