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A FALÊNCIA DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO Em brilhante entrevista dada à revista Catolicismo, em abril de 2001, o então Comandante da Academia de Policia da Policia Militar do Estado de São Paulo, Cel. PMESP Jairo Paes de Lira, expõs de maneira...

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Quem quer destruir a Ordem de Malta?

Publicado em: 12-01-2017 | Por: bidueira | Em: Conclave 2013, Esquerda católica, Francisco, Perseguição religiosa, Política Internacional

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Quem quer destruir a Ordem de Malta?

Roberto de Mattei

 

Brasão de Armas dos Cavaleiros da Ordem de Malta (na fachada da Igreja de San Giovannino dei Cavalieri), em Florença

“Muito antes que as Nações tivessem chegado a estabelecer uma lei internacional; muito antes que tivessem podido forjar o sonho — ainda não realizado — de uma força armada comum para proteção da sã liberdade humana, da independência dos povos e de uma pacífica equidade nas suas relações mútuas, a Ordem de São João já havia reunido em uma irmandade religiosa e sob a disciplina militar, homens de oito ‘línguas’ diferentes, votados à defesa dos valores espirituais, que constituem o apanágio comum da Cristandade: a fé, a justiça, a ordem social e a paz.”

Essas palavras, dirigidas em 8 de janeiro de 1940 pelo Papa Pio XII aos Cavaleiros da Soberana Ordem Militar de São João de Jerusalém, dita de Rodes e depois de Malta, resumem as características da mais antiga das Ordens de Cavalaria, o único Estado soberano cuja bandeira ondulou no campo das Cruzadas. Uma ordem cujo carisma tem sido sempre o da “Tuitio fidei et Obsequium pauperum” [Defesa da fé e serviço dos pobres]. É imaginável que um Papa queira destruir essa instituição, glória da Cristandade? Infelizmente, é precisamente esta a impressão que se tem dos últimos acontecimentos relativos à Ordem de Malta.

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A FALÊNCIA DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

Publicado em: 05-01-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Em brilhante entrevista dada à revista Catolicismo, em abril de 2001, o então Comandante da Academia de Policia da Policia Militar do Estado de São Paulo, Cel. PMESP Jairo Paes de Lira, expõs de maneira lúcida, as principais causas da grave crise do sistema carcerário brasileiro e indicava as medidas para sanar as distorções existentes. Leiam a reportagem:

A FALÊNCIA DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

Quase diariamente a mídia publica matéria sobre rebeliões em presídios, sentenciados que são mortos por seus próprios companheiros, funcionários e familiares de detentos transformados em reféns, resgates e fugas audaciosas e espetaculares praticadas por criminosos etc., etc. E também a atitude quase sempre leniente e concessiva das autoridades em face de organizações de criminosos, cada vez mais fortes e arrogantes.         O público brasileiro já está infelizmente se habituando a um dos importantes fatores do processo de caos que vai se assenhoreando do País: a rápida deterioração do nosso sistema carcerário. Hábito esse perigoso, pois importa numa anestesia da opinião pública.

A rebelião simultânea, ocorrida em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo no dia 18 de fevereiro último, constituiu um marco importante nessa sinistra escalada. E serviu também de ocasião para solicitarmos a nosso entrevistado – que em agosto de 1999 já havia concedido a Catolicismo substanciosa entrevista sobre o projeto de lei de desarmamento do Governo Federal – uma palavra esclarecedora sobre o candente tema.

O extenso e qualificado curriculum vitae do atual Comandante da Academia de Polícia Militar de São Paulo, brilhante oficial, credencia-o a abordar com segurança e experiência o assunto. Além dos cursos e simpósios de especialização em temas relacionados com a defesa da ordem pública, de que participou tanto no Brasil quanto no Exterior, o Cel. Paes de Lira exerceu importante papel de comando na operação militar que controlou a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, ocorrida em 31 de dezembro de 1997 e 1º de janeiro de 1998.

Assim sendo, nosso entrevistado não é somente um abalizado conhecedor teórico da temática em questão: ele comprovou na ordem dos fatos a doutrina que expõe.

Catolicismo – Qual é a gênese da rebelião simultânea em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo, desencadeada em 18 de fevereiro de 2001?

Cel. Paes de Lira – Não tenho dúvida de que o levante generalizado, que afetou simultaneamente a Casa de Detenção do Carandiru, 24 penitenciárias, duas cadeias públicas e ainda dois xadrezes de delegacias de polícia, ocorreu porque a política penitenciária praticada neste Estado, assim como em outras unidades federativas, nos últimos anos, por sua leniência, aos poucos ofereceu condição favorável à instalação e ao crescimento de facções criminosas relativamente organizadas dentro dos presídios, com ramificações, simpatizantes e braços armados fora deles.

O Congresso Nacional infelizmente tem aprovado, atendendo à pressão da área de direitos humanos do Governo Federal e das notórias organizações não-governamentais que atuam no País, leis que cada vez mais afrouxam o Código Penal, mas principalmente a Lei de Execuções Penais. Por corolário, uma enxurrada de privilégios foi pouco a pouco incorporada ao rol de direitos mínimos que todo recluso tem de ter, a ponto de banir do sistema penitenciário todo resquício de exercício da autoridade pública, subvertida também pelo alto grau de corrupção entranhado no sistema. O excesso de direitos – como o de ócio, o das eufemisticamente chamadas visitas íntimas, o de receber alimentos para estocagem nas celas, o de não usar o indispensável uniforme distintivo dos reclusos,  e outros – eliminou a disciplina presidiária. O sentido retributivo (*) da pena foi completamente abolido, por considerar-se “contrário aos direitos humanos dos internos” e à evolução histórica do Direito Penal.

A par disso, quando a organização interna das facções criminosas começou a prosperar, a Administração Penitenciária, por ocasião das rebeliões que se foram tornando freqüentes, adotou a equívoca conduta de negociar quase a qualquer preço, firmando posição apenas no tocante a não transigir com fugas impostas mediante tomada de reféns. Os líderes dessas facções embrionárias logo se aperceberam da tática correta a adotar, em vista da disposição permanente em negociar: a obtenção de transferências planejadas, a fim de disseminar lideranças por todas as unidades do sistema prisional paulista. De fato, foram muito bem sucedidos nesse propósito, o que fica demonstrado pela notável articulação do movimento maciço a que se refere a pergunta.

Por outro lado, desde a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, controlada a duras penas em uma operação policial militar comandada pelo Cel. Rui Cesar Melo, atual Comandante-Geral da Polícia Militar, por mim secundado, em 31 de dezembro de 1997 e 1° de janeiro de 1998, ficou claro, além de toda dúvida razoável, que os detentos decidiram-se a romper uma barreira psicológica crucial, até então verdadeiro tabu: a tomada, se bem que aparente, de reféns entre os seus próprios familiares, aproveitando-se das facilidades proporcionadas pela frouxidão do sistema, em dias de visitação. Esse fato, que constou com todas as letras em relatório encaminhado ao Governo pela Polícia Militar, deveria haver servido de alerta para a radical mudança de posição quanto ao suposto direito de “visita íntima”, de visita de crianças em convívio estreito nos pátios e celas, e de recepção de pacotes vindos do ambiente exterior, com pouco ou nenhum controle. Nada aconteceu e a política penitenciária permaneceu a mesma, em todos os seus itens negativos e perigosos. O que se viu em fevereiro último foi uma “Sorocaba multiplicada por cinqüenta”, em termos de gravidade e de número de reféns-adesistas.

A Lei de Execuções Penais é, por si só, fraca, mas os efeitos da sua prática agravam-se, quando a política concretamente aplicada vai além do próprio texto da lei.

No aspecto dos direitos humanos, cuida-se muito daqueles relativos aos internos, mas esquecem-se os das crianças e adolescentes, filhos deles, submetidos por seus pais e mães, nos dias de visita, à inominável violência de levá-los ao convívio brutal com facínoras dos mais perigosos, no ambiente degradante dos pátios e celas de cadeias. Crianças, desde tenra idade, expostas à visão de bacanais,  de espancamentos e ameaças de morte, de tráfico e consumo de entorpecentes, da exibição do prestígio armado das facções criminosas que mandam nas prisões. Mocinhas de 12, 13 anos, utilizadas pelos próprios pais, nesses dias de visitação que ombreiam com os festivais de Sodoma e Gomorra, como moeda de troca por entorpecentes, cigarros ou telefones celulares. Ou então, para aplacar a sanha de presos mais fortes, que exigem abusar dessas infelizes meninas, das mulheres e irmãs dos mais fracos, sob explícita ameaça de ajuste de contas, caso seja recusada sua maligna demanda. Tudo isso, inacreditavelmente, com o patrocínio do Estado.

Catolicismo – O Governo, a Polícia, dispunham de informações?

Cel Paes de Lira – Sim, havia dados suficientes para demonstrar o crescimento da capacidade de organização das facções criminosas atuantes no sistema prisional. Tais elementos encontravam-se, em especial, em relatórios insistentemente encaminhados pelo juiz aposentado Renato Laércio Talli, durante algum tempo Corregedor da Administração Penitenciária, aos seus superiores.

Catolicismo – O PCC é real? Quais as suas origens?

Cel Paes de Lira – Sim, o autodenominado Primeiro Comando da Capital (PCC) tem existência real, como facção criminosa relativamente organizada. Os estudos do Dr. Talli indicam que ele começou a estruturar-se em 1993, na penitenciária de segurança máxima de Taubaté, em que cumpriam pena os seus fundadores, mas ganhou contornos de organização quando eles foram transferidos para o complexo penal do Carandiru, na capital. O grupo escreveu um “estatuto” e lançou um manifesto lavrado de modo pseudopolítico, sob o lema “Paz, Justiça e Liberdade”. O estatuto impunha aos seus membros rígido comportamento de lealdade, sob pena de morte, e estabelecia bases de ação para a obtenção de privilégios, por meio da pressão permanente contra a Administração Penitenciária. A primeira grande rebelião comandada pela liderança original do PCC foi exatamente a do presídio de Sorocaba, já referida neste texto. Foi o primeiro teste quanto à utilização da massa de visitantes como supostos reféns, a fim de inibir a ação da Força Policial.

Catolicismo – Qual o controle interno que o PCC exerce sobre seus membros? Existe algum processo de iniciação secreta para a admissão deles?

Cel. Paes de Lira – Sempre segundo a investigação do juiz Talli, os membros são admitidos com base no histórico criminal, rejeitando-se aqueles que hajam praticado roubo, extorsão e violência sexual no interior da prisão (frise-se bem, no interior do sistema, não fora da cadeia). Passam por um rito iniciático denominado nada menos do que “batismo”, durante o qual juram lealdade e fidelidade aos princípios do “estatuto” e às lideranças, aceitando sentença de morte, especialmente no caso de deixar de contribuir com os “irmãos”, quando fora da prisão.

Catolicismo – Num manifesto do PCC havia alusão a Che Guevara. Há dados que falem em vinculação do PCC a partidos ou movimentos de esquerda?

Cel. Paes de Lira – Não consta do referido levantamento elemento algum em favor dessa hipótese. Além disso, em minha experiência recente de três anos e meio no trato com rebeliões em estabelecimentos prisionais, em todo o Estado, nunca localizei um só documento que fosse nesse sentido. É bem verdade que o manifesto do PCC utiliza-se de bordões como “liberdade, justiça e paz”, “abaixo a opressão”, e define-se como “o braço armado contra o terror dos poderosos, opressores e tiranos”. Mas eles são disparados, sempre, contra a Administração Penitenciária, não contra o regime ou o governo em geral. Minha opinião é que a imagem de Guevara está sendo utilizada mais para conferir à facção contornos, por assim dizer românticos, de um partido ou sindicato que supostamente lute contra um sistema de poder brutal. Trata-se de uma forma de tentar atrair simpatias de certas parcelas da juventude, que têm na lembrança difusa do guerrilheiro comunista um referencial equívoco de luta pela liberdade.

Por outro lado, não tenho dúvida de que o PCC, para organizar-se, bebeu na mesma fonte do chamado Comando Vermelho (CV), facção criminosa atuante no Rio de Janeiro. Portanto, aprendeu na cartilha dos guerrilheiros comunistas das passadas décadas de 60 e 70, que transferiram aos criminosos comuns a sua doutrina de organização e as suas táticas urbanas de roubo a bancos e carros-fortes. Insuspeito autor, Gorender, fundador do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), confirma, na sua obra de suposta autocrítica, Combate nas Trevas, o modo pelo qual os criminosos comuns herdaram, entre os muros do antigo presídio Tiradentes, as técnicas de organização reivindicatória e as táticas de “expropriação”, dos participantes sobreviventes da aventura militarista da esquerda armada.

Catolicismo – Qual é o papel da corrupção no que toca a essa crise?

Cel. Paes de Lira – A corrupção no sistema prisional torna possível às facções criminosas obter, para emprego nas rebeliões, armas, material de resistência (barricadas, combustível e suprimento alimentar) e, principalmente, equipamento de telecomunicação. Esse último item foi fundamental para o sucesso do desencadeamento simultâneo da rebelião generalizada de fevereiro, bem como para a coordenação dela, a partir das lideranças espalhadas pelos diversos presídios. O telefone celular entra nas prisões por mãos de familiares dos presos e de advogados corruptos, assalariados em base até semanal do crime organizado: isso só pode ser obtido mediante omissão de fiscalização, a peso de ouro. Às vezes – o que resta também demonstrado nos relatórios do juiz Talli – é o próprio agente penitenciário corrupto o introdutor, a preço maior, certamente, por ser maior o risco a correr o mau funcionário.

Catolicismo – Que linhas, pela sua experiência, podem ser adotadas para solucionar a crise?

Cel. Paes de Lira – A crise no sistema penitenciário deve-se considerar estrutural. Exige-se, portanto, e creio que a sociedade paulista finalmente deixou bem clara essa demanda, uma reforma profunda na própria política para o setor. Emergencialmente, devem-se adotar certas medidas comuns em qualquer país civilizado, ao menos para  retomar o princípio da autoridade e a disciplina prisional:

  • Fiscalização eletrônica, e supervisionada, de pessoas e pacotes, em caráter permanente, para acabar com o ingresso de armas, drogas e celulares;
  • Proibição de visitas de crianças, exceto sem contato algum com os presos;
  • Proibição de “visitas íntimas”;
  • Limitação de visitas, em quantidade de pessoas, em tempo de duração e em periodicidade;
  • Monitoração visual e sonora das visitas, respeitando-se no entanto o sigilo da entrevista com advogado regularmente constituído;
  • Proibição de recepção de alimentos para estocagem nas celas;
  • Uso obrigatório de uniforme prisional;
  • Requalificação profissional dos agentes penitenciários;
  • Extinção das poucas masmorras ainda existentes no sistema;
  • Obrigatoriedade, para os internos, de trabalho para custeio do sistema;
  • Concentração dos líderes identificados em um único estabelecimento de segurança máxima, a fim de conter o processo de disseminação de liderança.

A reformulação que se impõe exige, é claro, mudanças legislativas. Mas o Congresso Nacional está em condições de votá-las rapidamente, atendendo aos reclamos da população, que não mais pode ser submetida à ameaça representada pelo exercício da arrogância de facções criminosas, dentro ou fora dos estabelecimentos prisionais deste Estado.

 (*) Sentido retributivo da pena: abrange o aspecto punitivo, conseqüência do crime. (Punitur quia peccatum est).

O Cel. PM Jairo Paes de Lira, Comandante da Academiade Polícia Militar do Barro Branco (SP), experimentado conhecedor desse tema, analisa-o com coragem e penetraçãoA falência do sistema carcerário no Brasil

 

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Francisco é um dos nossos…

Publicado em: 01-01-2017 | Por: bidueira | Em: Aquecimento Global, DIREITO DE PROPRIEDADE, Esquerda católica, Política Internacional

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Francisco é um dos nossos

Péricles Capanema

O jornal alemão Kölner Stadt-Anzeiger em 25 de dezembro publicou reveladora entrevista do ex-frei Leonardo Boff, conduzida por Joachim Frank, especialista em assuntos religiosos. Como se sabe, o antigo frade foi punido, com o beneplácito de João Paulo II, pelo então cardeal Josef Ratzinger (depois Bento XVI) por defender doutrinas heterodoxas. Desde começos de década de 80 vive com uma senhora divorciada, antiga auxiliar sua, mãe de seis filhos. De forma desafiante, Boff divulgou tal união em rumorosa entrevista à Folha de São Paulo, 21 de novembro de 1993. Por que lembro fatos conhecidos? Para mostrar a gravidade do escândalo causado por recentes afirmações suas.

Na entrevista, reproduzida por outros órgãos de divulgação, Leonardo Boff tranquilamente se coloca próximo ao Papa Francisco. Não tem medo de ser desmentido ou desautorizado. Não será. Declarações assim são antes combinadas. Ou pelo menos, ele está seguro que o Papa gostará de ser tido próximo ao ex-frade de vida e doutrina escandalosas, corifeu da Teologia da Libertação, propagandista do PT e amigo de Fidel Castro. Um fato entre centenas, em 12 de março de 2016 enviou carta pública a Lula, pedindo-lhe que assumisse um cargo oficial no governo Dilma como forma de tentar evitar a derrocada final, da qual extraio: “Caro amigo-irmão Lula, Vc, meu querido amigo-irmão Lula, deve assumir um cargo de ministro da República. Meus melhores votos a vc, Marisa e a toda sua família, de minha parte e da parte da Márcia, que muito o admiramos e amamos. Leonardo Boff e Márcia Miranda”.

Vamos a trechos da entrevista deprimente: “Francisco é um dos nossos. Fez da Teologia da Libertação uma propriedade comum da Igreja e a ampliou. Quem fala hoje dos pobres, fala também da terra. […] Assim, diz o Papa ▬ e ele então cita um dos títulos de um de meus livros ▬ precisamos ouvir a um tempo o grito do pobre e o grito da terra. Recentemente eu mesmo ampliei a Teologia da Libertação. Esta [a dimensão ecológica] é também o novo aspecto fundamental daLaudato Sì”.

O radicalismo social, comento, já conhecido, agora está vindo junto com o extremismo ecológico. Como o comunismo foi um flagelo para os pobres, o ecologismo extremado acarretará catástrofes para todos os homens.

O jornalista pergunta: “O Papa leu seus livros”?

Resposta: “Mais ainda. Para a redação da Laudato Sì, pediu-me material. Dei conselhos e enviei-lhe parte do que havia escrito. Ele usou. Algumas pessoas me disseram, pensavam enquanto liam ‘Espera, isto aqui é Boff’. A propósito, o próprio Papa me disse diretamente: ‘Boff, não envie o material diretamente para mim’”.

O entrevistador: “Por que não”?

Leonardo Boff: “[O Papa disse]: ‘Os subsecretários o interceptarão e eu não o receberei. Mande o material direto para o embaixador argentino, com quem tenho boas relações, assim chegará às minhas mãos’. Um dia antes da publicação da encíclica, o Papa mandou me ligar para agradecer a ajuda”.

O repórter continua: “Um encontro pessoal com o Papa está ainda fora da agenda?”

O ex-frade: “O Papa procurou reconciliação com os mais importantes representantes da Teologia da Libertação: com Gustavo Gutierrez, Jon Sobrino, também comigo. Eu disse a ele, pensando em Bento XVI: ‘Mas o outro está ainda vivo. Ele não aceitaria’. Respondeu-me: ‘Não, o Papa sou eu’. Somos bem-vindos”.

O jornalista: “Então, por que não houve o encontro”?

Leonardo Boff: “Recebi convite, já estava em Roma. Mas, no dia, logo antes do começo do segundo sínodo sobre família em 2015, 13 cardeais […] ensaiaram uma rebelião contra o Papa. […] O Papa estava furioso e me disse: ‘Boff, não tenho tempo. […] Vamos nos encontrar mais na frente’”.

De fato, não havia rebelião de 13 cardeais. É mais uma falsidade de Leonardo Boff, useiro e vezeiro de frases altissonantes e de torcer fatos, servido por uma crítica complacente, tantas vezes simpática a suas ideias. Na mesma entrevista, Leonardo Boff divulga outras falsidades a respeito dos quatro cardeais que apresentaram respeitosamente os hoje famosos “dubia” ao Papa Francisco: “Este cardeal Burke, que agora, junto com o cardeal Meisner, escreveu outra carta ao papa, é o Donald Trump da Igreja Católica [ri]. Mas, ao contrário de Trump, foi neutralizado dentro da Cúria. Graças a Deus. […] Estes cardeais publicamente acusam o Papa de erros teológicos ou mesmo de heresias, é demais. É uma afronta que o Papa não pode suportar. O Papa não pode ser julgado, é a doutrina da Igreja”.

Os quatro cardeais não acusaram o Papa de heresia. E não estão julgando o Papa, no sentido clássico, de que o Papa, acima do Direito Canônico, não pode ser julgado. Fizeram juízos intelectuais sobre suas ações e ideias e formularam perguntas. São Paulo agiu de forma parecida com São Pedro em certa ocasião. O antigo religioso falseia os fatos, e não é a primeira vez.

Outra pergunta do jornalista: “Com todo seu entusiasmo pelo Papa, o que dizer das reformas na Igreja, esperadas por tantos católicos”?

Leonardo Boff: “Recentemente, o cardeal Walter Kasper, confidente próximo ao Papa, me garantiu que haverá algumas grandes surpresas”.

Meu ponto agora é, repito, esta foi entrevista apta para prestigiar Leonardo Boff, mostrando-o próximo ao Papa Francisco. E também suas ideias. Deixa escandalizados milhões de fiéis que vêm o Vigário de Cristo favorecendo um promotor do comunismo, corifeu da Teologia da Libertação, condenada severamente pelos seus dois antecessores mais próximos no Trono de São Pedro. São filhos espirituais que, com todo direito, esperam o pão da boa doutrina. E aqui dele são privados. Como não se recordar com tristeza da passagem evangélica? “E, se algum de vós pedir pão a seu pai, porventura dar-lhe-á ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, porventura, dar-lhe-á ele, em vez do peixe, uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo porventura dar-lhe-á um escorpião”? (Lc, 11; 11-12).

Mais óbices administrativos para os CAC

Publicado em: 19-12-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 15 de dez de 2016

Para se cadastrar: http://pldemfoco.pelalegitimadefesa.o…

1. Dificuldades criadas em diversas repartições indicam a má vontade do Exército contra as CACs.

2. Deputados apresentam projetos de lei, cheios de boa vontade, mas que na realidade só prejudicam os interesses da Legítima Defesa dos cidadãos de bens.

Cidadãos do Iraque armam-se para defender-se da opressão do ISIS

Publicado em: 11-12-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Eleições americanas, FARCs, Perseguição religiosa, PLD em Foco, Política Internacional, Segurança Pública, Terrorismo

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

O governo do Iraque teve o bom senso de autorizar aos cidadãos comprar e portar armas de defesa contra os ataques do ISIS.

SALVAR O BRASIL

Publicado em: 05-12-2016 | Por: bidueira | Em: DIREITO DE PROPRIEDADE, Família, Psicoses ambientalistas, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

SÃO PAULO, 05 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 09:13
                    SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

Como as ruas demonstraram mais uma vez neste domingo (04/12), a população repudia a corrupção, apoia a operação Lava Jato e responsabiliza a classe política pela situação do País.

A complacência para com o radicalismo que insiste em destruir a sociedade leva à rebelião das pessoas que vivem dentro das normas por ela aceitas.

Este axioma está se verificando no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Onde as instituições são sólidas, as mudanças se dão pela via eleitoral e se consumam pelas políticas de Estado. Onde elas são incipientes, tudo pode acontecer.

Onde há responsabilidade e maturidade, as instituições corrigem os exageros. Onde predominam aventureiros e oportunistas, o caminho se abre ao caos.

Experimentamos nas últimas décadas um desequilíbrio da vida social em nome de uma igualdade que fez uns mais iguais do que outros, alçados ao poder para criar mais discriminações, de gênero, de raça, de classe e tantas outras.

Esse desequilíbrio que destrói a família, a propriedade e as instituições para inverter a normalidade pela legalização das drogas, do aborto, das invasões e, por via da neutralização da Justiça, até do crime, não chegaria a esse ponto se não ele tivesse dominado o campo por onde começou: a política.

O fim do comunismo,  da União Soviética, da Guerra Fria e da justificação da violência pela ideologia não alterou os fins da esquerda radical, fosse ela chique ou truculenta, que jamais deu adeus às armas, mas apenas as trocou para melhor atuar no campo político. A sociedade haveria de ser transformada pela revolução.

A sua grande estratégia foi o deslocamento do centro político para a esquerda. Uma jogada tão promissora que, por um tempo, até os truculentos se acomodaram ao seu papel caricato, esperando a abertura do caminho para o poder pelos chiques.

Um exemplo foi a realização na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no início dos anos 90, do seminário “Tendências do Pensamento Político Brasileiro”.

Lá pontificou, como representante do centro no pensamento político brasileiro, nada mais nada menos do que o então Senador Fernando Henrique Cardoso, colocando para escanteio o então Deputado Aloísio Mercadante e o então presidente do Instituto Liberal, o empresário Donald Stewart Júnior, escalados para representarem a esquerda e a direita respectivamente.

Foi preciso que FHC  plantasse a revanche contra os militares, que cevasse o MST, que inventasse as bolsas sem fundo, que ajudasse Lula a alcançar o poder e que, por final, viesse a público celebrar a Revolução Cubana, para ficar bem claro que ele jamais esteve no centro do espectro ideológico.

Nesse meio tempo, ele moeu a direita que bobamente achava que era sua aliada. E desequilibrou o quadro político nacional, colocando-o todo à esquerda e calando o debate sobre o futuro do País, que está hoje sem rumo.

Foi preciso tudo isso para ficar claro que FHC sempre foi, é e será de esquerda, como o seu partido, o PSDB, do qual alguns dos maiores expoentes, Aécio Neves e José Serra aí incluídos, não se furtaram em homenagear Fidel Castro. Para a degustação da esquerda sim, mas nem por isso menos significativo.

Sempre houve uma zona cinza entre tucanos e petistas, em todos os níveis da administração no País, mas depois da passagem do bastão, em 2002,  com as rusgas pelo poder, ficou mais difícil saber quem era quem.

Agora, com a permanência de grão-petistas nesta administração e a nomeação de algumas dessas conhecidas figuras para cargos chave, ficou mais fácil compreender a revoada tucana em apoio ao governo Temer em crise.

Alegando a louvável intenção de fazer o País chegar às eleições de 2018,  os tucanos se esforçam desde já para vencê-las. Até aí nada de mais. O problema é o que pretendem fazer dessa vitória e como estão interpretando o seu grande avanço nas eleições municipais deste ano.

Da mesma forma que a maioria da classe política, eles não estão entendendo o que está se passando no Brasil. Avançaram eleitoralmente por que a população está farta com o que aí está e neles enxergou uma alternativa.

Mas à medida que se evidencia o déjá-vu,  vai ficando impossível para o PSDB posar como oposição legítima a tudo que se fez no País durante os últimos treze anos.

Como os incríveis acontecimentos das últimas semanas estão demonstrando, o mesmo se aplica a todos os partidos, repita-se a todos, da organização política desta República. Têm em comum o desprezo à opinião pública e ao seu eleitorado.

A democracia brasileira passa hoje por mais uma prova crucial. Ela precisa desesperadamente de representação política legítima. Como as ruas demonstraram mais uma vez neste domingo (04/12), a população repudia a corrupção, apoia a operação Lava Jato e responsabiliza a classe política pela situação do País.

Com as manifestações consolidou-se uma tendência da sociedade em prol da austeridade pública, do estímulo ao mérito e ao trabalho, do combate à criminalidade, da valorização da família e do patriotismo, uma agenda abandonada há mais de trinta anos no Brasil.

Mas a paciência do brasileiro acabou. Há uma rebelião da classe média contra o desemprego, a corrupção, a insegurança, a impunidade, os abusos de autoridades em todos os Poderes e agora contra a tentativa de lhe empurrarem a conta dos erros e dos descalabros cometidos pela classe política.

Se essa revolta da sociedade não for canalizada por uma representação política crível que atue de maneira responsável no marco institucional do Estado democrático de Direito, teremos inevitavelmente uma ruptura no País, com consequências imprevisíveis.

Para que isso não ocorra, é necessário que o levante que está tomando as ruas e as redes sociais se estenda ao Congresso, contra os presidentes do Senado e da Câmara, contra as lideranças dos partidos políticos que se mancomunaram na grande farsa do projeto de lei anticorrupção e contra os que impedem as reformas urgentes para salvar a economia nacional.

Que se levantem no Congresso as vozes de poucos que falarão por muitos.

Este pode ser o primeiro passo para salvar o Brasil.  Salvar o Congresso.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

Ditador Castro, apoio eclesiástico e mito murchado

Publicado em: 30-11-2016 | Por: bidueira | Em: Conclave 2013, DIREITO DE PROPRIEDADE, Esquerda católica, FARCs, Perseguição religiosa, Política Internacional, PT, Terrorismo

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Agência Boa Imprensa
Gonzalo Guimaraens (*)

Fidel Castro e Francisco

Sem os enigmáticos apoios eclesiásticos do mais alto nível — incluindo os três últimos Pontífices — o sanguinário ditador Castro e a revolução comunista cubana não teriam avançado além da Sierra Maestra e da província de Santiago de Cuba. Leia mais clicando aqui

O Canalha Translúcido

Publicado em: 27-11-2016 | Por: bidueira | Em: Esquerda católica, Perseguição religiosa, Política Internacional, PT, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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O canalha translúcido

Péricles Capanema

Fartei-me com a cobertura indecente, desproporcionada e gritantemente sintomática da morte de Fidel Castro. Ditirambos disparatados, análises tendenciosas, críticas suaves. Foram exceção palavras como a de Anna Cecília Malmström, Comissária Europeia do Comércio: “Fidel Castro foi um ditador que oprimiu seu povo por 50 anos. Muito estranho todos os elogios nas notícias de hoje”.

Estranho, mas não novo. Provém de mentalidade antiga, embebida de complacência com toda forma de esquerdismo, mesmo o mais extremista. Lembrei-me de crônica de Nelson Rodrigues sobre o embasbacamento subserviente de magotes da intelligentsia brasileira e da sociedade carioca em torno de Jean-Paul Sartre, o velho comunista, que visitou o Rio de Janeiro. O texto atualíssimo, profilático, é de 22 de abril de 1968: “De onde vem meu horror a Sartre? Foi numa conferência do mestre. Lembro-me de tudo. Conferência, ali, na ABI […] Eu estava na sala superlotada. […] Por mais estranho que pareça, eu não prestava a menor atenção ao conferencista. Mais que a palavra de Sartre, fascinou-me a cara dos seus admiradores. A cara! […] A cara dos admiradores de Sartre merecia, sim, a folha de parreira. Homens e mulheres lambiam com a vista o filósofo. Por certo, há admirações nobilíssimas e outras que são abjetas. Naquela tarde, e naquela sala, eu só via admirações abjetas. […] O meu horror a Sartre começou nos seus admiradores e, mais precisamente, começou na cara dos seus admiradores. Só posteriormente é que tratei de fazer uma revisão da obra sartriana. […] Sua obra é todo um gigantesco julgamento dos valores de vida. Vamos também julgá-lo. Sartre recusou o Prêmio Nobel. Convém esvaziar tal renúncia de todo o falso patético, de todo pseudossublime. O filósofo não perdeu um tostão. Pelo contrário: — foi um gesto promocional de gênio e que serviu apenas para aumentar a sua bilheteria. […] Argumenta o filósofo que o Prêmio Nobel foi concedido a Boris Pasternak. Mas quem é Pasternak? Diz ele: — “Um escritor que não é lido em sua própria terra”. Vejam: — “Um escritor que não é lido em sua própria terra”. Aí está o canalha, o límpido, o translúcido canalha Jean-Paul Sartre. Se disse isso, é um canalha (e o disse num claro e deslavado documento para o mundo). E repito: — de uma simples frase emerge todo o canalha. Vejam bem. Um crime contra a inteligência impediu que Pasternak fosse lido em sua própria língua. E Sartre está a favor do “crime” e contra a vítima. Pasternak é um poeta, um romancista, um pensador que o totalitarismo soviético havia de exterminar, até fisicamente. E Sartre não pinga uma palavra de compaixão sobre o assassinato de um artista. (Preciso falar também de um prodigioso documento. É um manifesto de Oitocentos intelectuais russos. E lá se faz também a excomunhão do autor em desgraça. Oitocentos intelectuais russos, Oitocentos canalhas.) Mas a miséria não para aí. Perguntem aos nossos intelectuais de esquerda: — “Vocês leram o que Sartre disse sobre o Pasternak?”. Ninguém leu, ninguém viu, ninguém sabe. O monstruoso documento saiu em todos os idiomas. E nós, que o lemos e o relemos, fingimos um pequeno, irrelevante, cínico lapso de memória. Agora mesmo vejo um telegrama de Moscou, que todos os jornais publicaram: — nove intelectuais russos foram julgados e condenados sumariamente. Imagino se esses também assinaram o manifesto contra Pasternak. Leiam os nossos próximos suplementos dominicais. Os nossos intelectuais de esquerda não vão exalar um mísero e tênue suspiro. É um crime contra a inteligência. Mas Jean-Paul Sartre disse, aqui, que a Rússia era “a Revolução”. E, como tal, tem todo o direito de enfiar na cadeia a canalha intelectual. […] Nunca a inteligência se degradou tanto”.

No meio da geral louvaminha a Sartre no Brasil, Nelson Rodrigues teve a coragem singela de, com base em um fato, exprimir o óbvio ululante: o homem era um canalha translúcido. Até agora, de ninguém escutei o óbvio ululante: Fidel Castro foi um canalha translúcido. E entre a montanha de fatos para embasar o juízo lembro esses: foi tirano implacável, torturador de seu povo, lambe-botas de Kruschev e Brejnev; destruiu os sonhos de gerações de cubanos. No Brasil, esse amigo próximo do PT, do frei Betto e de gente assemelhada treinou e estimulou guerrilheiros que, na tentativa aloucada de impor ao povo brasileiro renitente a ditadura do proletariado, ceifaram a vida de militares e policiais heroicos, bem como de civis inocentes, hoje em geral dolorosamente esquecidos, tantas vezes com a memória injustamente escarnecida. Eu me associo enfaticamente à alegria dos cubanos exilados na Flórida, esperançosos com a perspectiva de Cuba regressar à trilha da liberdade, da prosperidade e harmonia social, da qual foi arrancada brutalmente há mais de 50 anos.

 

Exército Brasileiro aumenta a pressão sobre os CACs

Publicado em: 26-11-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira

Publicado em 25 de nov de 2016

http://pldemfoco.pelalegitimadefesa.o… 1. Ignorando o papel de força auxiliar do Exército Brasileiro, este aumenta a pressão sobre as CACs.

2. Instituto Igarapé indica quem o financia. Entre eles dois velhos conhecidos: Instituto Fernando Henrique Cardoso e Instituto Sou da Paz.

3. Americana de 78 anos, fazendo uso do seu direito à legítima defesa, põe a correr 3 bandidos que tentaram assaltá-la.

É bem pior!

Publicado em: 22-11-2016 | Por: bidueira | Em: SITUAÇÃO NACIONAL

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DIÁRIO DO COMÉRCIO – Opinião

 

Não há lideranças institucionais, em nenhum dos poderes da República, para fazer face às cobranças e demandas da sociedade brasileira

Três grandes desenvolvimentos em curso no Brasil, cada um com sua dinâmica, podem agravar o já tumultuado cenário político brasileiro.

O primeiro é a Operação Lava-Jato, a qual, tudo indica, vai revelar fatos ainda mais graves dos que até aqui vieram à tona, sem que ninguém saiba ao certo até onde repercutirão os efeitos dessa evisceração da corrupção, podendo ir desde a desorganização do quadro sucessório até a da própria estrutura partidária, a exemplo do que aconteceu na Itália com a Operação Mãos Limpas, diga-se, a esta altura, já ultrapassada pela sua congênere brasileira.

O segundo se coloca em rota de colisão com o primeiro. Trata-se da movimentação do Legislativo no sentido de impedir que as investigações da Lava-Jato atinjam os seus integrantes, em um dos maiores e piores consensos suprapartidários já vistos no País.

Se vingar, muito mais do que se chocar com procuradores e juízes, ele pode trazer às portas do Congresso Nacional em Brasília a maior multidão enfurecida da História do Brasil.

E silencioso, mas prestes se desvelar, o julgamento da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014 pelo TSE, que pode fazer do governo no qual se depositam justificadas expectativas um dos mais curtos da história política brasileira, criando instantaneamente um caos político que agravará, aqui e lá fora, a já combalida situação econômica do País.

Para o bem ou para o mal, cada um desses encadeamentos tem a sua própria lógica e regras, no primeiro caso perseguindo objetivos legais, descaradamente imorais no segundo ou quem sabe simplesmente técnicos no terceiro, e eles vão piorando um cenário nacional nada auspicioso.

O governo federal, a despeito de possuir quadros de qualidade, é refém do que há de pior no Congresso Nacional, de cima a baixo.

E, não obstante ter obtido vitórias importantes no encaminhamento de ajustes e reformas, parece longe de conseguir concretiza-las, dado o fisiologismo da base de apoio que está mais preocupada em salvar a si mesma do que ao País.

Os resultados não se fizeram por esperar. O FMI e o próprio governo azedaram a prospectiva de recuperação econômica do País e reduziram a projeção de crescimento do PIB para 2017, com toda a sorte de pioras que isso traz.

A tentativa do governo fluminense em empurrar para seu funcionalismo público a conta do desastre das finanças estaduais só piorou a situação do Rio de Janeiro.

Ficou no ar a sensação de que a destrambelhada iniciativa só não avançou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro graças à prisão decretada por juiz de primeira instância de um ex-governador investigado pelas irregularidades que compõem o pano de fundo do caos nas contas públicas do Estado e, pior, por causa da invasão daquela casa por manifestantes não contidos pela Polícia Militar.

Mas as coisas sempre podem ficar piores. Uma semana depois, no decorrer de uma sessão deliberativa  da Câmara de Deputados, manifestantes, pretextando as manobras em curso  no Congresso para deter a Lava-Jato e outras investigações, invadiram o plenário da Casa gritando palavras de ordem e ocupando a mesa diretora dos trabalhos, uma cena da qual não há registro na História do Brasil, nem tampouco para qual existam explicações ou justificativas.

Assim, o pós-impeachment está mostrando que a situação do Brasil é bem pior do que se imaginava.

Depois de treze anos de anuência ao populismo político e fiscal, de convivência com a corrupção como instrumento de poder e de conformismo com o atraso e o subdesenvolvimento, o País está insolvente, não do ponto de vista econômico, mas acima de tudo político.

Como estão a demonstrar os acontecimentos recentes, não há lideranças institucionais, em nenhum dos poderes da República, para fazer face às cobranças e demandas da sociedade brasileira.

Michel Temer faz bem o que sabe, trabalho de bastidores, composições políticas, apaziguamentos e alianças improváveis. Mas não pode, não sabe ou não quer fazer o que o País precisa que seu presidente faça nesse momento: demonstrar assertividade, credibilidade e determinação na adoção das medidas moralizadoras que a sociedade espera, as quais, ao contrário do que muitos acreditam, são mais importantes e prioritárias do que as econômicas.

Quanto aos demais poderes, enleados em suas próprias contradições, distorções e corporativismos, seus titulares maiores não possuem condições de romper essa rede nefasta que os neutraliza. Neles, a lógica da hierarquia e da meritocracia parece ter se invertido.

Quanto mais alto o círculo de tomada de decisões, menor a eficácia das medidas. Quanto mais alta a autoridade, mais próximas as suas decisões dos interesses espúrios e imorais que circulam desavergonhadamente nos corredores palacianos País afora.

E se atribui tudo isso a um conflito de poderes. É pior.

Subordinados denunciam o emprego ilegal de suas organizações por políticos.

Polícias não contêm invasores que investem contra instituições.

Juízes de primeira instância, procuradores e policiais fazem o que a população espera,  esforçando-se por convencer os legisladores da necessidade de leis e medidas duras contra a corrupção, enquanto instâncias superiores se calam ou até mesmo os contrariam ou desautorizam.

A aprovação pela população das punições aos culpados pela malversação generalizada de fundos públicos vai dando espaço a um sentimento de vingança social, de uma população humilhada que se compraz na humilhação pública do punido.

Cresce a aprovação da população a medidas extrajudiciais de combate à criminalidade, somando-se tudo isso à exasperação da sociedade com o denominado politicamente correto que mascara os problemas em vez de resolvê-los.

Não, o grande problema neste momento não é um racha entre os Poderes, mas sim  um racha nos Poderes.

A coisa é bem pior. O que está rachando é a base social de sustentação das instituições no País. A continuar assim, só vai restar o bom senso dos brasileiros de bem.