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Magistrados caindo na real sobre o desarmamento? Parabéns! Mas lembrem-se de nós

Publicado em: 19-02-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Publicado em 17 de fev de 2017

1. Magistrados da Paraíba autorizam o porte de armas a seus motoristas, quando em serviço.
2. Um Juiz de Direito em Uberlândia defende-se, à bala, de criminosos que tentaram assaltar loja na qual estava presente. Dois dos criminosos foram mortos.

A SOLUÇÃO MOLECA

Publicado em: 15-02-2017 | Por: bidueira | Em: Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Diário do Comércio

SÃO PAULO, 14 DE FEVEREIRO de 2017
Sérgio Paulo Muniz Costa
Jamais houve tanta tropa das Forças Armadas nas ruas e a população ordeira está mais assustada do que nunca, não com elas, como aliás nunca esteve, mas sim com o crime e a violência que não param de crescer no País

George Bush inventou a guerra preventiva e Pezão sacou a greve preventiva. Faceiro, ontem o governador do Rio de Janeiro anunciou o emprego do que não é seu, as Forças Armadas, para resolver o problema que é seu, a Segurança Pública.

Podia ter ficado por aí a esperteza que vai fazendo escola no País: passar a bola  dos problemas que não se quer resolver.

Mas parece que até essa prática sem vergonha piorou. Agora a bola da segurança pública é passada por quem não tem a menor intimidade com ela, o Ministro da Defesa, sinal de que tudo está mesmo virado ao avesso.

E com direito a piruetas ficcionais, aludindo ele a uma “normalidade institucional”, contrastada com o regime militar que supostamente assustava o povo nas ruas com tropas do Exército.

Resta saber que normalidade é essa, quando o Ministro da Defesa faz seguidos pronunciamentos sobre problemas que não são de sua competência, os quais, exatamente por isso, só se agravam.

Jamais houve tanta tropa das Forças Armadas nas ruas e a população ordeira está mais assustada do que nunca, não com elas, como aliás nunca esteve, mas sim com o crime e a violência que, entre uma cena teatral e outra do governo, não param de crescer no País. O palanque eleitoral continua armado, independentemente do calendário.

Mas há que se reconhecer que a solução do Pezão é fantástica. Com ela, o governo estadual afasta o risco imediato de mais uma crise, desta vez à semelhança do Espírito Santo.

O federal fica aliviado por não ter que dividir mais uma com um estado falido, não importa se financeira ou moralmente, ou os dois.

E os policiais pré-grevistas recebem sinal verde para faturar por fora na segurança dos eventos de Carnaval com as horas de folga caídas do céu.

Mais uma malandragem que resolve o problema dos incompetentes, mas não os do País.

Enquanto isso, outra fórmula também vai dando certo, a do caos, expresso em acontecimentos cada vez mais inacreditáveis.

Tantos, sucedendo-se em tamanha velocidade, que vão sendo banalizados, esquecidos na superação de um absurdo por outro, a cada dia, a cada semana.

Massacres em presídios, ruas esvaziadas pelo toque de recolher do crime, polícias amotinadas, ônibus queimados a torto e a direito e um sem número de prejuízos à sociedade. Semanas atrás no Norte e Nordeste; ontem em Vitória; hoje em Belo Horizonte; amanhã, o que? Aonde?

Nesta roleta do caos, por enquanto, só uma certeza: a da solução moleca.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

O festival do ódio facilita a operação simpatia

Publicado em: 08-02-2017 | Por: bidueira | Em: PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Agencia Boa Imprensa

O festival do ódio facilita a operação simpatia

Péricles Capanema

Para não virar barata tonta, ao analisar o presente sempre é bom voltar os olhos para a História. Manifestações carregadas de ódio e de vingança a respeito do falecimento de dona Marisa me lembraram a Revolução Francesa. Fui reler a justificação do Terror, exposta por Robespierre em discurso à Convenção, 5 de fevereiro de 1974. Ali o líder da Revolução Francesa expôs os princípios da política interior do governo: “A primeira máxima de vossa política é […] deve-se conduzir os inimigos do povo pelo terror. […] A mola do governo popular […], é o terror, sem o qual a virtude é impotente. O terror é tão-só a justiça rápida. […] Subjugai pelo terror os inimigos da liberdade. […] O governo da República é o despotismo da liberdade […] A indulgência para os monarquistas, querem alguns. […] Na República só os republicanos são cidadãos. Os monarquistas são estrangeiros, melhor ainda, inimigos. […] Faz parte da clemência punir os opressores da humanidade; é barbárie perdoá-los”.

O Terror da Revolução Francesa empalideceu-se diante do Terror comunista. Robespierre foi mirrado antecessor de Lenin, Stalin e Mao, moldados pela mesma ideologia e igual mentalidade. O tirano francês resumiu assim o objetivo a todos eles comum: “A alma da República […] é a igualdade. […] A primeira regra de vossa conduta política […] a manutenção da igualdade”.

O PT grassou nesse terreno. E Fidel Castro, o mais sanguinário tirano da América Latina, deus do panteão petista, é herdeiro legítimo dos facínoras acima apontados. A ele Lula se referiu como “o maior de todos os latino-americanos”, “voz de luta e esperança”.

Por que recordo tudo isso? Por perceber a mesma mentalidade em centenas de manifestações nos últimos dias. Deixo abaixo algumas, significativas e reveladoras. Leandro Fortes, responsável pela propaganda do PT nas redes sociais na última campanha presidencial: “Todos sabemos os nomes, os cargos, as redações e as togas de cada um dos responsáveis pela morte de dona Marisa. Na hora certa, daremos o troco”. Renato Rovai, editor da revista Fórum: “A morte de dona Marisa não foi natural. Ela foi sendo assassinada aos poucos por um conluio, cujo pilar foi a mídia tradicional com destaque ultraespecial às Organizações Globo, à grande maioria do Judiciário envolvido nas investigações da Lava Jato e a uma classe política corrupta”. Paulo Nogueira, do DCM em artigo “Quem matou Marisa?”: “Muitas mãos estão manchadas de sangue. As da Globo, por exemplo.  Moro e a Lava Jato não seriam nada sem os holofotes ininterruptos da Globo. A mídia como um todo participou da caçada a Lula com seu jornalismo de guerra. […] Os juízes do STF também têm sua culpa, dado a inércia com que lidaram com os abusos de Moro. De novo: Moro não está sozinho. […] Outras mãos estão tingidas de sangue”.

Na entrada do Sírio Libanês, Michel Temer foi cercado e acusado de “assassino!, assassino!, assassino!, golpista!, golpista!, fascista!, fascista!”, além de insultado por palavrões impublicáveis. E na expulsão do repórter César Menezes e do cinegrafista da Rede Globo do velório a militância petista extravasou boçalmente o ódio no qual é nutrida: “Safada, golpista, assassina. Globo assassina. Fora, filho das trevas, tá preparando o berço de Satanás, anticristo. Maldita, ninguém quer você aqui. Seu maldito, vai embora, pilantra, safado. Globo News safada, fora daqui. Fora golpista, vocês não são bem-vindos, seus imundos. Vai embora, nojo. Fora Globo. Filho das trevas, anticristo, anticristo maldito. Nazista. A Globo é nazista. A Globo é nazista. Fascista”. E vai por aí afora. A Folhapolítica.org estampou tuíte pra lá de revelador: “@Viniciusclash. A melhor homenagem que alguém pode prestar a Marisa é matar Sergio Moro. 1:04 AM 02 fev 17”. Um lado da moeda, o ódio indisfarçado.

O outro. Existe o ódio envolto nas prudências da política. Aconteceu também na Revolução Francesa e na Revolução Comunista. Lula pôs a máscara “Lulinha, paz e amor”. Ele sabe, a jararaca quando mostrou as presas perdeu três eleições presidenciais. Só venceu ao fechar a boca e garantir a manutenção da política econômica do governo FHC.

Alguns sintomas. O morubixaba recebeu telefonema de condolências do ministro Gilmar Mendes e senhora. As esposas dos dois tinham sido amigas. Disse à senhora do ministro: “Guiomar, você perdeu uma grande amiga. Ela gostava muito de você, falava sempre de você. Eu quero que você saiba disso”. Dona Guiomar respondeu: “Vontade nunca faltou, presidente”. Lula acompanhou: “O mundo é redondo, querida. E a gente ainda vai se encontrar”. FHC foi vê-lo; o comandante petista comentou com políticos que depois estiveram com ele, o gesto do líder tucano “foi um exemplo pedagógico para os jovens”.

Na visita da comitiva multipartidária vinda de Brasília, esbanjou cordialidade e elogios. Para Renan Calheiros reservou “um dos maiores craques da política”. José Sarney foi agraciado com “meu companheiro” e “meu amigo”. Cochichou por alguns minutos com Romero Jucá. No meio dos líderes não deixou passar a ocasião, repetiu o que vem dizendo, o Supremo se acovardou diante da Lava Jato. Quer um Supremo mais flexível. E no discurso que fez no velório o que se viu foi um político preparando a candidatura para 2018. O caldo de cultura estava todo ali, esquerda católica, intelectuais radicalizados e líderes sindicais. O resignatário dom Angélico Sândalo Bernardino aproveitou para torpedear as duas propostas de reforma na bica: “A Marisa Letícia foi uma guerreira na luta a favor da classe trabalhadora. Atentem para as reformas trabalhistas que sejam contra os trabalhadores; a reforma da Previdência, contra pobres e assalariados. É preciso que estejamos atentos”. Em total desprezo pela realidade emendou, a crise atual “é falsamente atribuída à administração dos dois últimos governos”.

Contradizem-se as duas faces, a da intimidação e a da simpatia? Calibradas, são complementares. O prof. Plinio Corrêa de Oliveira cunhou a expressão binômio medo-simpatia para a caracterizar. A intimidação bem dosada atua como uma sova em setores conservadores. A simpatia, enfrentando obstáculos menores, tem melhores condições de êxito. Está em curso uma operação simpatia.

ESCORRACEM JÁ O POVO!

Publicado em: 01-02-2017 | Por: bidueira | Em: Aborto, Esquerda católica, Família, Perseguição religiosa, PT, REVOLUÇÃO DE 64

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Agência Boa Imprensa

Escorracem já o povo!

Péricles Capanema

A vaga no Supremo, aberta com a morte de Teori Zavascki, assanhou a patrulha ideológica. Para desgraça nossa, continua crespa, cada vez mais intolerante. São trinta candidatos com chances de levar, avalia Eliseu Padilha, encarregado pelo Presidente de fazer uma triagem inicial, informa a “Época”. No seleto grupo está Ives Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Entre os ventilados, só ele foi fulminado pela fatwa da patrulha. Razão, suas opiniões estão vetadas no Brasil pela censura dos bem-pensantes progressistas. Não conheço Ives Gandra Filho, não tenho procuração nem pedido para defendê-lo e, quer saber, nem tenho juízo formado sobre a melhor escolha. Meu problema aqui é outro, de âmbito nacional.

Intrigado com a agressividade do veto, fui atrás das opiniões do magistrado em especial sobre a família (o falatório girava em torno do tema). E li a nota que distribuiu à imprensa. Tive enorme surpresa. Suas convicções enunciadas em linguagem culta e clara são as da maioria do povo brasileiro. Em resumo, a artilharia libertária quer banir do Supremo qualquer candidato que espose ideias aceitas pelo grosso dos brasileiros, mas não da patota emproada. A intolerância da neoinquisição não admite divergência. Faz lembrar Henrique VIII advertindo são Tomás Morus no filme “O homem que não vendeu sua alma”: “No opposition, Thomas, no opposition”. Também ele não admitia oposição. Fica o recado: a KGB progressista não mais tolera no Brasil tais opiniões em pessoas que aspirem a postos de expressão; só ainda as atura no povo miúdo. Cada vez que surgir algum infeliz com tais opiniões, cogitado para posição influente, a patrulha também vai tratá-lo como proscrito.

Para onde vamos? Vamos para a servidão, se o Brasil da gente direita curvar a espinha às tirânicas oligarquias libertárias e assim permitir que minorias fanatizadas, por meio de estrondos publicitários, tomem de assalto as cadeiras do Supremo. E outros espaços de direção.

Vejam o que encontrei (está na rede). O conceito de matrimônio de Ives Gandra Filho reproduz exatamente o que ensina o catecismo católico: “O matrimônio possui dupla finalidade: a) geração e educação dos filhos; b) complementação e ajuda mútua de seus membros. Tendo em vista, justamente, essa dupla finalidade, é que o matrimônio se reveste de duas características básicas que devem ser atendidas pela legislação positiva, sob pena de corrupção da instituição: a) unidade – um homem com uma mulher; b) indissolubilidade – vínculo permanente”. Mesmo protestantes e até agnósticos podem subscrever tal definição; tem raiz no Direito Natural. A intolerância furibunda com os conceitos acima nutre no bojo o vírus da perseguição religiosa, que, se não for combatido, gradualmente vitimará o organismo inteiro.

Transcrevo abaixo algumas outras convicções relativas à família enunciadas pelo dr. Ives: “A celula mater da sociedade (núcleo básico) é a família, como sociedade natural e primária, constituída numa comunidade de vida e amor para a propagação da espécie humana e ajuda recíproca nas necessidades materiais e morais da vida cotidiana”. Multidões de brasileiros dariam vivas e bateriam palmas em pé para quem afirmasse isso. Vou adiante: “O homem desde a sua origem surgiu no meio de uma família, que é a primeira sociedade humana. Não há que se falar, pois, em estado pré-social ou situação originária de promiscuidade sexual na vida animal”. Continuo: “A base do matrimônio é o consentimento mútuo na outorga e recepção do direito perpétuo e exclusivo sobre o corpo de cada um com vista aos atos aptos à procriação”. Mais uma: “Homens e mulheres têm constituições física e psíquica distintas, complementares entre si”. Excluir um candidato por defender tais convicções, equivale a moralmente banir o geral dos brasileiros de sua pátria.

Opinião de Ives Gandra Filho sobre união homossexual: “O casamento de dois homens ou duas mulheres é tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro. Casais homoafetivos não devem ter os mesmos direitos dos heterossexuais, isto deturpa o conceito de família”. Reafirmo, persuasão da maior parte do povo brasileiro.

É também censurado por ser contrário ao aborto, ao divórcio, à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos e a pesquisas com células-tronco de embriões. Reitero meu bordão, milhões de brasileiros têm opinião idêntica.

O presidente do TST julgou-se obrigado a distribuir nota à imprensa: “Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como ínsito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista. O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais casados há 58 anos viveram e a qual são seus filhos muito gratos. […] As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas “a priori” numa sociedade democrática e pluralista”.

Vou virar a página e dar um exemplo revelador das agressões da intolerância. Forum de 31 de janeiro traz em manchete: “Manifesto feminista contra Ives Gandra para a vaga de Teori ganha apoio irrestrito”. A notícia afirma que, “para eles [os signatários], Ives Gandra demonstra desconhecer a realidade social de brasileiras e brasileiros. ‘Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF’, afirmam, em manifesto”. O texto intoxicado de preconceitos progressistas e lotado de falsidades vem assinado, entre outros, por Luiz Gonzaga Beluzzo, Miguel Rossetto, Emir Sader, centenas de professores de Direito, procuradores, líderes sindicais, juízes, jornalistas, advogados.

É pressagioso que minorias oligárquicas de esquerdistas e libertários, treinadas no patrulhamento ideológico, façam marcação cerrada para banir dos postos de direção qualquer um que tenha consonância com opiniões majoritárias do povo brasileiro, deles abominadas. Agem aqui os mesmos germes causadores das perseguições que mataram milhões nos gulags da Rússia soviética e nos campos de concentração da Alemanha nazista.

 

Quem quer destruir a Ordem de Malta?

Publicado em: 12-01-2017 | Por: bidueira | Em: Conclave 2013, Esquerda católica, Francisco, Perseguição religiosa, Política Internacional

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Quem quer destruir a Ordem de Malta?

Roberto de Mattei

 

Brasão de Armas dos Cavaleiros da Ordem de Malta (na fachada da Igreja de San Giovannino dei Cavalieri), em Florença

“Muito antes que as Nações tivessem chegado a estabelecer uma lei internacional; muito antes que tivessem podido forjar o sonho — ainda não realizado — de uma força armada comum para proteção da sã liberdade humana, da independência dos povos e de uma pacífica equidade nas suas relações mútuas, a Ordem de São João já havia reunido em uma irmandade religiosa e sob a disciplina militar, homens de oito ‘línguas’ diferentes, votados à defesa dos valores espirituais, que constituem o apanágio comum da Cristandade: a fé, a justiça, a ordem social e a paz.”

Essas palavras, dirigidas em 8 de janeiro de 1940 pelo Papa Pio XII aos Cavaleiros da Soberana Ordem Militar de São João de Jerusalém, dita de Rodes e depois de Malta, resumem as características da mais antiga das Ordens de Cavalaria, o único Estado soberano cuja bandeira ondulou no campo das Cruzadas. Uma ordem cujo carisma tem sido sempre o da “Tuitio fidei et Obsequium pauperum” [Defesa da fé e serviço dos pobres]. É imaginável que um Papa queira destruir essa instituição, glória da Cristandade? Infelizmente, é precisamente esta a impressão que se tem dos últimos acontecimentos relativos à Ordem de Malta.

Leia mais clicando AQUI

 

A FALÊNCIA DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

Publicado em: 05-01-2017 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Em brilhante entrevista dada à revista Catolicismo, em abril de 2001, o então Comandante da Academia de Policia da Policia Militar do Estado de São Paulo, Cel. PMESP Jairo Paes de Lira, expõs de maneira lúcida, as principais causas da grave crise do sistema carcerário brasileiro e indicava as medidas para sanar as distorções existentes. Leiam a reportagem:

A FALÊNCIA DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

Quase diariamente a mídia publica matéria sobre rebeliões em presídios, sentenciados que são mortos por seus próprios companheiros, funcionários e familiares de detentos transformados em reféns, resgates e fugas audaciosas e espetaculares praticadas por criminosos etc., etc. E também a atitude quase sempre leniente e concessiva das autoridades em face de organizações de criminosos, cada vez mais fortes e arrogantes.         O público brasileiro já está infelizmente se habituando a um dos importantes fatores do processo de caos que vai se assenhoreando do País: a rápida deterioração do nosso sistema carcerário. Hábito esse perigoso, pois importa numa anestesia da opinião pública.

A rebelião simultânea, ocorrida em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo no dia 18 de fevereiro último, constituiu um marco importante nessa sinistra escalada. E serviu também de ocasião para solicitarmos a nosso entrevistado – que em agosto de 1999 já havia concedido a Catolicismo substanciosa entrevista sobre o projeto de lei de desarmamento do Governo Federal – uma palavra esclarecedora sobre o candente tema.

O extenso e qualificado curriculum vitae do atual Comandante da Academia de Polícia Militar de São Paulo, brilhante oficial, credencia-o a abordar com segurança e experiência o assunto. Além dos cursos e simpósios de especialização em temas relacionados com a defesa da ordem pública, de que participou tanto no Brasil quanto no Exterior, o Cel. Paes de Lira exerceu importante papel de comando na operação militar que controlou a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, ocorrida em 31 de dezembro de 1997 e 1º de janeiro de 1998.

Assim sendo, nosso entrevistado não é somente um abalizado conhecedor teórico da temática em questão: ele comprovou na ordem dos fatos a doutrina que expõe.

Catolicismo – Qual é a gênese da rebelião simultânea em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo, desencadeada em 18 de fevereiro de 2001?

Cel. Paes de Lira – Não tenho dúvida de que o levante generalizado, que afetou simultaneamente a Casa de Detenção do Carandiru, 24 penitenciárias, duas cadeias públicas e ainda dois xadrezes de delegacias de polícia, ocorreu porque a política penitenciária praticada neste Estado, assim como em outras unidades federativas, nos últimos anos, por sua leniência, aos poucos ofereceu condição favorável à instalação e ao crescimento de facções criminosas relativamente organizadas dentro dos presídios, com ramificações, simpatizantes e braços armados fora deles.

O Congresso Nacional infelizmente tem aprovado, atendendo à pressão da área de direitos humanos do Governo Federal e das notórias organizações não-governamentais que atuam no País, leis que cada vez mais afrouxam o Código Penal, mas principalmente a Lei de Execuções Penais. Por corolário, uma enxurrada de privilégios foi pouco a pouco incorporada ao rol de direitos mínimos que todo recluso tem de ter, a ponto de banir do sistema penitenciário todo resquício de exercício da autoridade pública, subvertida também pelo alto grau de corrupção entranhado no sistema. O excesso de direitos – como o de ócio, o das eufemisticamente chamadas visitas íntimas, o de receber alimentos para estocagem nas celas, o de não usar o indispensável uniforme distintivo dos reclusos,  e outros – eliminou a disciplina presidiária. O sentido retributivo (*) da pena foi completamente abolido, por considerar-se “contrário aos direitos humanos dos internos” e à evolução histórica do Direito Penal.

A par disso, quando a organização interna das facções criminosas começou a prosperar, a Administração Penitenciária, por ocasião das rebeliões que se foram tornando freqüentes, adotou a equívoca conduta de negociar quase a qualquer preço, firmando posição apenas no tocante a não transigir com fugas impostas mediante tomada de reféns. Os líderes dessas facções embrionárias logo se aperceberam da tática correta a adotar, em vista da disposição permanente em negociar: a obtenção de transferências planejadas, a fim de disseminar lideranças por todas as unidades do sistema prisional paulista. De fato, foram muito bem sucedidos nesse propósito, o que fica demonstrado pela notável articulação do movimento maciço a que se refere a pergunta.

Por outro lado, desde a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, controlada a duras penas em uma operação policial militar comandada pelo Cel. Rui Cesar Melo, atual Comandante-Geral da Polícia Militar, por mim secundado, em 31 de dezembro de 1997 e 1° de janeiro de 1998, ficou claro, além de toda dúvida razoável, que os detentos decidiram-se a romper uma barreira psicológica crucial, até então verdadeiro tabu: a tomada, se bem que aparente, de reféns entre os seus próprios familiares, aproveitando-se das facilidades proporcionadas pela frouxidão do sistema, em dias de visitação. Esse fato, que constou com todas as letras em relatório encaminhado ao Governo pela Polícia Militar, deveria haver servido de alerta para a radical mudança de posição quanto ao suposto direito de “visita íntima”, de visita de crianças em convívio estreito nos pátios e celas, e de recepção de pacotes vindos do ambiente exterior, com pouco ou nenhum controle. Nada aconteceu e a política penitenciária permaneceu a mesma, em todos os seus itens negativos e perigosos. O que se viu em fevereiro último foi uma “Sorocaba multiplicada por cinqüenta”, em termos de gravidade e de número de reféns-adesistas.

A Lei de Execuções Penais é, por si só, fraca, mas os efeitos da sua prática agravam-se, quando a política concretamente aplicada vai além do próprio texto da lei.

No aspecto dos direitos humanos, cuida-se muito daqueles relativos aos internos, mas esquecem-se os das crianças e adolescentes, filhos deles, submetidos por seus pais e mães, nos dias de visita, à inominável violência de levá-los ao convívio brutal com facínoras dos mais perigosos, no ambiente degradante dos pátios e celas de cadeias. Crianças, desde tenra idade, expostas à visão de bacanais,  de espancamentos e ameaças de morte, de tráfico e consumo de entorpecentes, da exibição do prestígio armado das facções criminosas que mandam nas prisões. Mocinhas de 12, 13 anos, utilizadas pelos próprios pais, nesses dias de visitação que ombreiam com os festivais de Sodoma e Gomorra, como moeda de troca por entorpecentes, cigarros ou telefones celulares. Ou então, para aplacar a sanha de presos mais fortes, que exigem abusar dessas infelizes meninas, das mulheres e irmãs dos mais fracos, sob explícita ameaça de ajuste de contas, caso seja recusada sua maligna demanda. Tudo isso, inacreditavelmente, com o patrocínio do Estado.

Catolicismo – O Governo, a Polícia, dispunham de informações?

Cel Paes de Lira – Sim, havia dados suficientes para demonstrar o crescimento da capacidade de organização das facções criminosas atuantes no sistema prisional. Tais elementos encontravam-se, em especial, em relatórios insistentemente encaminhados pelo juiz aposentado Renato Laércio Talli, durante algum tempo Corregedor da Administração Penitenciária, aos seus superiores.

Catolicismo – O PCC é real? Quais as suas origens?

Cel Paes de Lira – Sim, o autodenominado Primeiro Comando da Capital (PCC) tem existência real, como facção criminosa relativamente organizada. Os estudos do Dr. Talli indicam que ele começou a estruturar-se em 1993, na penitenciária de segurança máxima de Taubaté, em que cumpriam pena os seus fundadores, mas ganhou contornos de organização quando eles foram transferidos para o complexo penal do Carandiru, na capital. O grupo escreveu um “estatuto” e lançou um manifesto lavrado de modo pseudopolítico, sob o lema “Paz, Justiça e Liberdade”. O estatuto impunha aos seus membros rígido comportamento de lealdade, sob pena de morte, e estabelecia bases de ação para a obtenção de privilégios, por meio da pressão permanente contra a Administração Penitenciária. A primeira grande rebelião comandada pela liderança original do PCC foi exatamente a do presídio de Sorocaba, já referida neste texto. Foi o primeiro teste quanto à utilização da massa de visitantes como supostos reféns, a fim de inibir a ação da Força Policial.

Catolicismo – Qual o controle interno que o PCC exerce sobre seus membros? Existe algum processo de iniciação secreta para a admissão deles?

Cel. Paes de Lira – Sempre segundo a investigação do juiz Talli, os membros são admitidos com base no histórico criminal, rejeitando-se aqueles que hajam praticado roubo, extorsão e violência sexual no interior da prisão (frise-se bem, no interior do sistema, não fora da cadeia). Passam por um rito iniciático denominado nada menos do que “batismo”, durante o qual juram lealdade e fidelidade aos princípios do “estatuto” e às lideranças, aceitando sentença de morte, especialmente no caso de deixar de contribuir com os “irmãos”, quando fora da prisão.

Catolicismo – Num manifesto do PCC havia alusão a Che Guevara. Há dados que falem em vinculação do PCC a partidos ou movimentos de esquerda?

Cel. Paes de Lira – Não consta do referido levantamento elemento algum em favor dessa hipótese. Além disso, em minha experiência recente de três anos e meio no trato com rebeliões em estabelecimentos prisionais, em todo o Estado, nunca localizei um só documento que fosse nesse sentido. É bem verdade que o manifesto do PCC utiliza-se de bordões como “liberdade, justiça e paz”, “abaixo a opressão”, e define-se como “o braço armado contra o terror dos poderosos, opressores e tiranos”. Mas eles são disparados, sempre, contra a Administração Penitenciária, não contra o regime ou o governo em geral. Minha opinião é que a imagem de Guevara está sendo utilizada mais para conferir à facção contornos, por assim dizer românticos, de um partido ou sindicato que supostamente lute contra um sistema de poder brutal. Trata-se de uma forma de tentar atrair simpatias de certas parcelas da juventude, que têm na lembrança difusa do guerrilheiro comunista um referencial equívoco de luta pela liberdade.

Por outro lado, não tenho dúvida de que o PCC, para organizar-se, bebeu na mesma fonte do chamado Comando Vermelho (CV), facção criminosa atuante no Rio de Janeiro. Portanto, aprendeu na cartilha dos guerrilheiros comunistas das passadas décadas de 60 e 70, que transferiram aos criminosos comuns a sua doutrina de organização e as suas táticas urbanas de roubo a bancos e carros-fortes. Insuspeito autor, Gorender, fundador do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), confirma, na sua obra de suposta autocrítica, Combate nas Trevas, o modo pelo qual os criminosos comuns herdaram, entre os muros do antigo presídio Tiradentes, as técnicas de organização reivindicatória e as táticas de “expropriação”, dos participantes sobreviventes da aventura militarista da esquerda armada.

Catolicismo – Qual é o papel da corrupção no que toca a essa crise?

Cel. Paes de Lira – A corrupção no sistema prisional torna possível às facções criminosas obter, para emprego nas rebeliões, armas, material de resistência (barricadas, combustível e suprimento alimentar) e, principalmente, equipamento de telecomunicação. Esse último item foi fundamental para o sucesso do desencadeamento simultâneo da rebelião generalizada de fevereiro, bem como para a coordenação dela, a partir das lideranças espalhadas pelos diversos presídios. O telefone celular entra nas prisões por mãos de familiares dos presos e de advogados corruptos, assalariados em base até semanal do crime organizado: isso só pode ser obtido mediante omissão de fiscalização, a peso de ouro. Às vezes – o que resta também demonstrado nos relatórios do juiz Talli – é o próprio agente penitenciário corrupto o introdutor, a preço maior, certamente, por ser maior o risco a correr o mau funcionário.

Catolicismo – Que linhas, pela sua experiência, podem ser adotadas para solucionar a crise?

Cel. Paes de Lira – A crise no sistema penitenciário deve-se considerar estrutural. Exige-se, portanto, e creio que a sociedade paulista finalmente deixou bem clara essa demanda, uma reforma profunda na própria política para o setor. Emergencialmente, devem-se adotar certas medidas comuns em qualquer país civilizado, ao menos para  retomar o princípio da autoridade e a disciplina prisional:

  • Fiscalização eletrônica, e supervisionada, de pessoas e pacotes, em caráter permanente, para acabar com o ingresso de armas, drogas e celulares;
  • Proibição de visitas de crianças, exceto sem contato algum com os presos;
  • Proibição de “visitas íntimas”;
  • Limitação de visitas, em quantidade de pessoas, em tempo de duração e em periodicidade;
  • Monitoração visual e sonora das visitas, respeitando-se no entanto o sigilo da entrevista com advogado regularmente constituído;
  • Proibição de recepção de alimentos para estocagem nas celas;
  • Uso obrigatório de uniforme prisional;
  • Requalificação profissional dos agentes penitenciários;
  • Extinção das poucas masmorras ainda existentes no sistema;
  • Obrigatoriedade, para os internos, de trabalho para custeio do sistema;
  • Concentração dos líderes identificados em um único estabelecimento de segurança máxima, a fim de conter o processo de disseminação de liderança.

A reformulação que se impõe exige, é claro, mudanças legislativas. Mas o Congresso Nacional está em condições de votá-las rapidamente, atendendo aos reclamos da população, que não mais pode ser submetida à ameaça representada pelo exercício da arrogância de facções criminosas, dentro ou fora dos estabelecimentos prisionais deste Estado.

 (*) Sentido retributivo da pena: abrange o aspecto punitivo, conseqüência do crime. (Punitur quia peccatum est).

O Cel. PM Jairo Paes de Lira, Comandante da Academiade Polícia Militar do Barro Branco (SP), experimentado conhecedor desse tema, analisa-o com coragem e penetraçãoA falência do sistema carcerário no Brasil

 

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Francisco é um dos nossos…

Publicado em: 01-01-2017 | Por: bidueira | Em: Aquecimento Global, DIREITO DE PROPRIEDADE, Esquerda católica, Política Internacional

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Francisco é um dos nossos

Péricles Capanema

O jornal alemão Kölner Stadt-Anzeiger em 25 de dezembro publicou reveladora entrevista do ex-frei Leonardo Boff, conduzida por Joachim Frank, especialista em assuntos religiosos. Como se sabe, o antigo frade foi punido, com o beneplácito de João Paulo II, pelo então cardeal Josef Ratzinger (depois Bento XVI) por defender doutrinas heterodoxas. Desde começos de década de 80 vive com uma senhora divorciada, antiga auxiliar sua, mãe de seis filhos. De forma desafiante, Boff divulgou tal união em rumorosa entrevista à Folha de São Paulo, 21 de novembro de 1993. Por que lembro fatos conhecidos? Para mostrar a gravidade do escândalo causado por recentes afirmações suas.

Na entrevista, reproduzida por outros órgãos de divulgação, Leonardo Boff tranquilamente se coloca próximo ao Papa Francisco. Não tem medo de ser desmentido ou desautorizado. Não será. Declarações assim são antes combinadas. Ou pelo menos, ele está seguro que o Papa gostará de ser tido próximo ao ex-frade de vida e doutrina escandalosas, corifeu da Teologia da Libertação, propagandista do PT e amigo de Fidel Castro. Um fato entre centenas, em 12 de março de 2016 enviou carta pública a Lula, pedindo-lhe que assumisse um cargo oficial no governo Dilma como forma de tentar evitar a derrocada final, da qual extraio: “Caro amigo-irmão Lula, Vc, meu querido amigo-irmão Lula, deve assumir um cargo de ministro da República. Meus melhores votos a vc, Marisa e a toda sua família, de minha parte e da parte da Márcia, que muito o admiramos e amamos. Leonardo Boff e Márcia Miranda”.

Vamos a trechos da entrevista deprimente: “Francisco é um dos nossos. Fez da Teologia da Libertação uma propriedade comum da Igreja e a ampliou. Quem fala hoje dos pobres, fala também da terra. […] Assim, diz o Papa ▬ e ele então cita um dos títulos de um de meus livros ▬ precisamos ouvir a um tempo o grito do pobre e o grito da terra. Recentemente eu mesmo ampliei a Teologia da Libertação. Esta [a dimensão ecológica] é também o novo aspecto fundamental daLaudato Sì”.

O radicalismo social, comento, já conhecido, agora está vindo junto com o extremismo ecológico. Como o comunismo foi um flagelo para os pobres, o ecologismo extremado acarretará catástrofes para todos os homens.

O jornalista pergunta: “O Papa leu seus livros”?

Resposta: “Mais ainda. Para a redação da Laudato Sì, pediu-me material. Dei conselhos e enviei-lhe parte do que havia escrito. Ele usou. Algumas pessoas me disseram, pensavam enquanto liam ‘Espera, isto aqui é Boff’. A propósito, o próprio Papa me disse diretamente: ‘Boff, não envie o material diretamente para mim’”.

O entrevistador: “Por que não”?

Leonardo Boff: “[O Papa disse]: ‘Os subsecretários o interceptarão e eu não o receberei. Mande o material direto para o embaixador argentino, com quem tenho boas relações, assim chegará às minhas mãos’. Um dia antes da publicação da encíclica, o Papa mandou me ligar para agradecer a ajuda”.

O repórter continua: “Um encontro pessoal com o Papa está ainda fora da agenda?”

O ex-frade: “O Papa procurou reconciliação com os mais importantes representantes da Teologia da Libertação: com Gustavo Gutierrez, Jon Sobrino, também comigo. Eu disse a ele, pensando em Bento XVI: ‘Mas o outro está ainda vivo. Ele não aceitaria’. Respondeu-me: ‘Não, o Papa sou eu’. Somos bem-vindos”.

O jornalista: “Então, por que não houve o encontro”?

Leonardo Boff: “Recebi convite, já estava em Roma. Mas, no dia, logo antes do começo do segundo sínodo sobre família em 2015, 13 cardeais […] ensaiaram uma rebelião contra o Papa. […] O Papa estava furioso e me disse: ‘Boff, não tenho tempo. […] Vamos nos encontrar mais na frente’”.

De fato, não havia rebelião de 13 cardeais. É mais uma falsidade de Leonardo Boff, useiro e vezeiro de frases altissonantes e de torcer fatos, servido por uma crítica complacente, tantas vezes simpática a suas ideias. Na mesma entrevista, Leonardo Boff divulga outras falsidades a respeito dos quatro cardeais que apresentaram respeitosamente os hoje famosos “dubia” ao Papa Francisco: “Este cardeal Burke, que agora, junto com o cardeal Meisner, escreveu outra carta ao papa, é o Donald Trump da Igreja Católica [ri]. Mas, ao contrário de Trump, foi neutralizado dentro da Cúria. Graças a Deus. […] Estes cardeais publicamente acusam o Papa de erros teológicos ou mesmo de heresias, é demais. É uma afronta que o Papa não pode suportar. O Papa não pode ser julgado, é a doutrina da Igreja”.

Os quatro cardeais não acusaram o Papa de heresia. E não estão julgando o Papa, no sentido clássico, de que o Papa, acima do Direito Canônico, não pode ser julgado. Fizeram juízos intelectuais sobre suas ações e ideias e formularam perguntas. São Paulo agiu de forma parecida com São Pedro em certa ocasião. O antigo religioso falseia os fatos, e não é a primeira vez.

Outra pergunta do jornalista: “Com todo seu entusiasmo pelo Papa, o que dizer das reformas na Igreja, esperadas por tantos católicos”?

Leonardo Boff: “Recentemente, o cardeal Walter Kasper, confidente próximo ao Papa, me garantiu que haverá algumas grandes surpresas”.

Meu ponto agora é, repito, esta foi entrevista apta para prestigiar Leonardo Boff, mostrando-o próximo ao Papa Francisco. E também suas ideias. Deixa escandalizados milhões de fiéis que vêm o Vigário de Cristo favorecendo um promotor do comunismo, corifeu da Teologia da Libertação, condenada severamente pelos seus dois antecessores mais próximos no Trono de São Pedro. São filhos espirituais que, com todo direito, esperam o pão da boa doutrina. E aqui dele são privados. Como não se recordar com tristeza da passagem evangélica? “E, se algum de vós pedir pão a seu pai, porventura dar-lhe-á ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, porventura, dar-lhe-á ele, em vez do peixe, uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo porventura dar-lhe-á um escorpião”? (Lc, 11; 11-12).

Mais óbices administrativos para os CAC

Publicado em: 19-12-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Publicado em 15 de dez de 2016

Para se cadastrar: http://pldemfoco.pelalegitimadefesa.o…

1. Dificuldades criadas em diversas repartições indicam a má vontade do Exército contra as CACs.

2. Deputados apresentam projetos de lei, cheios de boa vontade, mas que na realidade só prejudicam os interesses da Legítima Defesa dos cidadãos de bens.

Cidadãos do Iraque armam-se para defender-se da opressão do ISIS

Publicado em: 11-12-2016 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Eleições americanas, FARCs, Perseguição religiosa, PLD em Foco, Política Internacional, Segurança Pública, Terrorismo

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

O governo do Iraque teve o bom senso de autorizar aos cidadãos comprar e portar armas de defesa contra os ataques do ISIS.

SALVAR O BRASIL

Publicado em: 05-12-2016 | Por: bidueira | Em: DIREITO DE PROPRIEDADE, Família, Psicoses ambientalistas, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

SÃO PAULO, 05 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 09:13
                    SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

Como as ruas demonstraram mais uma vez neste domingo (04/12), a população repudia a corrupção, apoia a operação Lava Jato e responsabiliza a classe política pela situação do País.

A complacência para com o radicalismo que insiste em destruir a sociedade leva à rebelião das pessoas que vivem dentro das normas por ela aceitas.

Este axioma está se verificando no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Onde as instituições são sólidas, as mudanças se dão pela via eleitoral e se consumam pelas políticas de Estado. Onde elas são incipientes, tudo pode acontecer.

Onde há responsabilidade e maturidade, as instituições corrigem os exageros. Onde predominam aventureiros e oportunistas, o caminho se abre ao caos.

Experimentamos nas últimas décadas um desequilíbrio da vida social em nome de uma igualdade que fez uns mais iguais do que outros, alçados ao poder para criar mais discriminações, de gênero, de raça, de classe e tantas outras.

Esse desequilíbrio que destrói a família, a propriedade e as instituições para inverter a normalidade pela legalização das drogas, do aborto, das invasões e, por via da neutralização da Justiça, até do crime, não chegaria a esse ponto se não ele tivesse dominado o campo por onde começou: a política.

O fim do comunismo,  da União Soviética, da Guerra Fria e da justificação da violência pela ideologia não alterou os fins da esquerda radical, fosse ela chique ou truculenta, que jamais deu adeus às armas, mas apenas as trocou para melhor atuar no campo político. A sociedade haveria de ser transformada pela revolução.

A sua grande estratégia foi o deslocamento do centro político para a esquerda. Uma jogada tão promissora que, por um tempo, até os truculentos se acomodaram ao seu papel caricato, esperando a abertura do caminho para o poder pelos chiques.

Um exemplo foi a realização na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no início dos anos 90, do seminário “Tendências do Pensamento Político Brasileiro”.

Lá pontificou, como representante do centro no pensamento político brasileiro, nada mais nada menos do que o então Senador Fernando Henrique Cardoso, colocando para escanteio o então Deputado Aloísio Mercadante e o então presidente do Instituto Liberal, o empresário Donald Stewart Júnior, escalados para representarem a esquerda e a direita respectivamente.

Foi preciso que FHC  plantasse a revanche contra os militares, que cevasse o MST, que inventasse as bolsas sem fundo, que ajudasse Lula a alcançar o poder e que, por final, viesse a público celebrar a Revolução Cubana, para ficar bem claro que ele jamais esteve no centro do espectro ideológico.

Nesse meio tempo, ele moeu a direita que bobamente achava que era sua aliada. E desequilibrou o quadro político nacional, colocando-o todo à esquerda e calando o debate sobre o futuro do País, que está hoje sem rumo.

Foi preciso tudo isso para ficar claro que FHC sempre foi, é e será de esquerda, como o seu partido, o PSDB, do qual alguns dos maiores expoentes, Aécio Neves e José Serra aí incluídos, não se furtaram em homenagear Fidel Castro. Para a degustação da esquerda sim, mas nem por isso menos significativo.

Sempre houve uma zona cinza entre tucanos e petistas, em todos os níveis da administração no País, mas depois da passagem do bastão, em 2002,  com as rusgas pelo poder, ficou mais difícil saber quem era quem.

Agora, com a permanência de grão-petistas nesta administração e a nomeação de algumas dessas conhecidas figuras para cargos chave, ficou mais fácil compreender a revoada tucana em apoio ao governo Temer em crise.

Alegando a louvável intenção de fazer o País chegar às eleições de 2018,  os tucanos se esforçam desde já para vencê-las. Até aí nada de mais. O problema é o que pretendem fazer dessa vitória e como estão interpretando o seu grande avanço nas eleições municipais deste ano.

Da mesma forma que a maioria da classe política, eles não estão entendendo o que está se passando no Brasil. Avançaram eleitoralmente por que a população está farta com o que aí está e neles enxergou uma alternativa.

Mas à medida que se evidencia o déjá-vu,  vai ficando impossível para o PSDB posar como oposição legítima a tudo que se fez no País durante os últimos treze anos.

Como os incríveis acontecimentos das últimas semanas estão demonstrando, o mesmo se aplica a todos os partidos, repita-se a todos, da organização política desta República. Têm em comum o desprezo à opinião pública e ao seu eleitorado.

A democracia brasileira passa hoje por mais uma prova crucial. Ela precisa desesperadamente de representação política legítima. Como as ruas demonstraram mais uma vez neste domingo (04/12), a população repudia a corrupção, apoia a operação Lava Jato e responsabiliza a classe política pela situação do País.

Com as manifestações consolidou-se uma tendência da sociedade em prol da austeridade pública, do estímulo ao mérito e ao trabalho, do combate à criminalidade, da valorização da família e do patriotismo, uma agenda abandonada há mais de trinta anos no Brasil.

Mas a paciência do brasileiro acabou. Há uma rebelião da classe média contra o desemprego, a corrupção, a insegurança, a impunidade, os abusos de autoridades em todos os Poderes e agora contra a tentativa de lhe empurrarem a conta dos erros e dos descalabros cometidos pela classe política.

Se essa revolta da sociedade não for canalizada por uma representação política crível que atue de maneira responsável no marco institucional do Estado democrático de Direito, teremos inevitavelmente uma ruptura no País, com consequências imprevisíveis.

Para que isso não ocorra, é necessário que o levante que está tomando as ruas e as redes sociais se estenda ao Congresso, contra os presidentes do Senado e da Câmara, contra as lideranças dos partidos políticos que se mancomunaram na grande farsa do projeto de lei anticorrupção e contra os que impedem as reformas urgentes para salvar a economia nacional.

Que se levantem no Congresso as vozes de poucos que falarão por muitos.

Este pode ser o primeiro passo para salvar o Brasil.  Salvar o Congresso.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio