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TEMPESTADE À VISTA

Publicado em: 02-11-2018 | Por: bidueira | Em: CHINA, DIREITO DE PROPRIEDADE, Legítima Defesa, Política Internacional, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições, União Européia

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Tempestade à vista

Péricles Capanema

Em 1º de novembro o China Daily, jornal estatal, em página editorial sobre as eleições no Brasil advertiu: “Não há dúvida que os interesses nacionais têm grande importância nas relações internacionais. Mas hoje a segurança nacional tornou-se prioridade top em alguns países. E assim, caso Bolsonaro, líder da extrema direita, ponha em prática diplomacia extremista e desencadeie fricções comerciais, teremos que pensar seriamente a respeito”. É aviso sério. A China não deixa dúvidas, reclama a continuação da situação presente. Sabe que para muitos no Brasil ela lesa interesses da segurança nacional.

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2017, o comércio entre os dois países alcançou 75 bilhões de dólares. Exportamos sobretudo commodities (ferro, soja, petróleo, carnes), com pouco valor agregado (economia com empregos piores), importamos em especial produtos manufaturados, com alto valor agregado (economia com empregos melhores). É relação clássica entre potência colonizadora e região colonizada.

Já em fins do século 20, o Brasil enfatizou relações com a China. Na malfadada era petista, a orientação aprofundou-se perigosamente. Os dois desgovernos (2002-2016) depreciaram como parceiros a Comunidade Europeia, os Estados Unidos e o Japão e privilegiaram a China comunista ▬ entre 2001 e 2016, o comércio bilateral pulou de 3,2 para 66,3 bilhões de dólares. Nesse período (mesmo durante o governo Temer), empresas estatais chinesas compraram colossais nacos de ativos brasileiros em especial na área de infraestrutura (energia, mineração, siderurgia, transportes, agronegócio, entre outros). Teremos ouvido a esquerda esgoelar contra o imperialismo norte-americano no Brasil. As alegações furadas são as de sempre: exploração, lesão a interesses estratégicos e perigo à segurança nacional. Estavam em jogo capitais privados, com interesses privados. Jamais esbravejou contra o imperialismo chinês (pelo contrário, favoreceu seu domínio). E são capitais públicos, quem manda neles é a razão de Estado.

Nunca é demais recordar (já tratei do assunto em artigos anteriores, mas não tenho o direito de me cansar), os órgãos de divulgação falam em geral de investimentos chineses, capital chinês aplicado no Brasil, presença de empresas chinesas na economia brasileira. Vão por aí afora. Nunca sublinham o óbvio (ou apenas em raríssimos casos), não estamos sendo objeto de meras inversões de capitais chineses, de si, bem-vindos, não fosse a circunstância incompreensivelmente calada, sobre a qual, mais uma vez, a seguir, ainda comentarei.

Alguns homens públicos frisam, a China pode comprar no Brasil, não pode é comprar o Brasil. Observação correta, contudo deixa de lado o mais venenoso, que abaixo veremos.. Sobre isso devemos berrar em cima dos telhados, mesmo que sejamos como são João, voz que clama no deserto.

Quem está comprando porções gigantescas da economia brasileira não é um Estado como outro qualquer. Os compradores são estatais chinesas, cujos diretores, em geral membros do PCC (Partido Comunista Chinês), são indicados pelo governo de Pequim, controlado de alto a baixo, até nas minúcias, pelo comunismo. Entram ainda no rol como compradores que preocupam, empresas chinesas de economia mista, com controle do Estado, e grupos econômicos chineses, com forte presença estatal, o que os coloca na prática como dóceis seguidores dos interesses do governo chinês. Dando um passo a mais na explicação, o capital privado chinês é bem-vindo (como de qualquer outro país), o domínio do PCC sobre a economia brasileira não o é.

Em outra perspectiva, não é a China, como nação antiga e em expansão, que está comprando o Brasil, de fato, verdade translúcida, por meio de órgãos e empresas do governo, é o Partido Comunista Chinês. Todas essas empresas seguirão os interesses políticos do comunismo chinês, cuja política na região agora está apoiando a Venezuela e procurando minar a influência norte-americana.

Neste caminho, o Brasil, dentro de anos, sei lá quantos, na prática, confessada ou inconfessadamente, perderá as condições de agir como nação soberana, e se transformará em inominado, mas efetivo protetorado chinês. Seremos peões dos interesses chineses. Nenhum patriota quer isso, nenhum órgão com missão precípua de defender a integridade e soberania da nação tem o direito de a tal realidade fechar os olhos.

Momento atual. O Brasil ao se ligar intensamente à China e descurar Estados Unidos, Comunidade Europeia e Japão, caiu numa armadilha. Dela só podemos sair aos poucos, sob pena de dilacerar carnes e quebrar ossos. De outro jeito, muitos setores da produção e empregos dependem em graus diversos da intensidade de relações econômicas com a China. Sensatez no rumo, gradualismo enérgico, mas clareza nos olhos, é o que se espera do governo Bolsonaro que aqui vai singrar no meio da tempestade. Do êxito da navegação dependerá em boa medida o futuro próximo como país próspero e o porvir remoto de nação soberana com grandeza cristã.

Vitória política trouxe mudança favorável. Às urnas, em segundo turno, pelo Direito e pelo Brasil.

Publicado em: 25-10-2018 | Por: bidueira | Em: Costumes, Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Legítima Defesa, PLD em Foco, Segurança Pública

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Vitória política trouxe mudança favorável. Às urnas, em segundo turno, pelo Direito e pelo Brasil.

Somos responsáveis pelas futuras gerações. Vamos à urnas…

Publicado em: 05-10-2018 | Por: bidueira | Em: CHAVES, Família, Legítima Defesa, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições

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Coronel Paes de Lira comenta

Somos responsáveis pelas futuras gerações.Vamos às urnas pelo nosso Direito e pelo Brasil.

Zé Dirceu: ▬ Nós vamos tomar o poder!

Publicado em: 29-09-2018 | Por: bidueira | Em: Ambientes, CHAVES, Costumes, Cuba, PT, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo

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Zé Dirceu: ▬ Nós vamos tomar o poder!

 Péricles Capanema

“É questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”.

 Aviso de José Dirceu, ganhar eleição é só caminho. Tomar o poder, questão de tempo e de fundo, o objetivo. E vão consegui-lo, garante, sob vários aspectos, o mais simbólico e importante líder do PT. El Pais, o jornal espanhol, publicou em 27 de setembro entrevista reveladora com Pedro Caroço (ou Daniel, ou Carlos Henrique) em que reconhece, continua ativo nos bastidores:

▬ Tenho 53 anos de direção política.

Lembrou ainda Zé Dirceu: ▬ Em 2013, eu era a peça principal do PT.

 Pergunta o jornalista: ▬ E o que significa o senhor e Lula estarem presos?

 ▬ Não muda nada no Brasil.

 ▬ E para o PT? As duas principais cabeças do PT estarem presas não significa nada?

 ▬ Estão presas, mas não param de dirigir, de comandar.

Chefiar rumo a quais objetivos? O antigo guerrilheiro na entrevista mira as eleições de 7 e 28 de outubro. Mas ao distinguir claramente entre vencer uma eleição e apossar-se do poder, indica passo além, em verdade, a venezuelização do Brasil.

 Ao bosquejar objetivos últimos, açula mais uma vez a militância radicalizada, coisa que sempre tem em vista e sabe fazer. Adiantou aos seguidores, o partido avança para tomar o poder (“fui o principal dirigente do PT por quase duas décadas”, de novo recordando a autoridade para falar).

Na etapa de domínio totalitário do Estado, o Partido teria tarefas novas. Plasmaria a sociedade segundo modelo coletivista, ateu, igualitário. Com isso, moldaria mentalidades, talharia convicções, tentaria criar o homem novo da utopia marxista. Perpassam as ameaças (para nós, brasileiros, vítimas do experimento; para os petistas, sopa no mel) de Dirceu, seu bolchevismo de raiz, atavismo totalitário do qual o PT nunca se libertou.

 Por que venezuelização do Brasil? Por ser atual. E sua atualidade provém de recentes promessas de Fernando Haddad. De um lado, procura amolecer a rejeição crescente mediante propostas analgésicas, com o que acena para o centro político, melhorando posição para o segundo turno. De olho também em partidários mais próximos, não abandonou o receituário clássico.

 Mostrou veneno ali escondido, a Constituinte exclusiva, instrumento próprio para o Brasil se espatifar no abismo da Venezuela (ditadura, miséria extrema, Estado aparelhado, Exército e Judiciário domesticados, milícias matando opositores). Não para por aqui a catadupa de horrores: senadores norte-americanos de enorme relevo requereram que o governo de Washington ponha a Venezuela na lista do terror, de outro modo, seja considerada promotora do terror no mundo. E apresentaram provas para tal.

 Volto ao candidato petista. Em Goiânia Haddad avisou, seu governo criará condições para a convocação de nova Constituinte, cobrança já antiga de setores extremados do PT e agora, lembrou o candidato, exigência também do aliado na chapa, o Partido Comunista do Brasil:

▬ Isso já foi mediado. Quando o PC do B passou a integrar a chapa, houve uma alteração no texto para criar as condições da convocação de uma assembleia [constituinte] exclusiva.

 A nova Constituição, imposta na Venezuela em ambiente de intimidação e demagogia ▬ aqui também será assim ▬ foi o ponto de partida para a tirania chavista. O PC do B, partidário delirante do chavismo, com razão exigiu começar logo por aí. Em seus objetivos, será uma etapa do comunismo integral, sonho da organização, proclamado no capítulo I do Estatuto: O PC do B “guia-se pela teoria científica e revolucionária elaborada por Marx e Engels, desenvolvida por Lênin e outros revolucionários marxistas. Visa a conquista do poder político. Tem como objetivo superior o comunismo”.

 O próprio Ciro Gomes, até há pouco em juras de amor com o PT, denunciou o caráter de violência institucional da proposta (golpe, em palavra posta na moda):

 ▬ Quem é que tem a faculdade de convocar uma Constituinte? Como fazê-la exclusiva? Quem tem essa atribuição? Ninguém tem, é violência institucional clara.

 Violência institucional é outra palavra para golpe, repito. Sofreríamos golpe institucional facilitado por setores já domesticados do Judiciário, o que nos lançaria no inferno bolivariano. No momento, de que armas dispomos? Orações, reflexão, divulgação das ameaças que pesam sobre nós, voto.

Ao tentar ridicularizar Bolsonaro, Alckmin e “centrão” agridem os combatentes da legítima defesa

Publicado em: 28-09-2018 | Por: bidueira | Em: Costumes, Desarmamento, Legítima Defesa, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Ao tentar ridicularizar Bolsonaro, Alckmin e “centrão” agridem os combatentes da legítima defesa

Ficar doidão

Publicado em: 16-09-2018 | Por: bidueira | Em: CHAVES, CHINA, Costumes, Cuba, DIREITO DE PROPRIEDADE, Perseguição religiosa, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo, Tradições

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Ficar doidão

Péricles Capanema

 Franklin Martins não é um petista qualquer. Entre outras posições, foi alto funcionário das Organizações Globo e ministro de Lula (Comunicações). Na juventude, líder estudantil e guerrilheiro do MR-8. Nos anos da guerrilha, em 1969, idealizou o sequestro de Charles B. Elbrick, embaixador dos Estados Unidos. É radical, pertence à intelligentsia do PT, sabe e mede o que diz, não é doidão.

Em 14 de setembro se declarou satisfeito com a reintrodução do controle social da imprensa nos programas dos partidos de esquerda, em especial nos do PT e do PSOL. Controle social da imprensa, todo mundo sabe, é eufemismo para evitar dizer a realidade crua; em verdade é sujeição da imprensa pelo Estado, por sua vez pilotado por grupelhos revolucionários. Trata-se de atavismo incurável dos partidos de esquerda, atacar e extinguir a liberdade de informar.

Franklin falou no meio de gente farinha do mesmo saco no encontro sob o título “Radicalizar a Democracia ▬ por uma nova governabilidade”, que se deu no Hotel Nobilis em São Paulo. Ali se analisaram perspectivas para a esquerda no Brasil no esforço de regulamentar a imprensa ▬ amordaçá-la. É a nova governabilidade.

Virar doidão para radicalizar a democracia

Declarou na ocasião o antigo guerrilheiro: “Temos todos que virar doidões, ou seja, virar democratas”. Virar doidões significa correr riscos até agora evitados, entrar por caminhos aventurosos, acelerar etapas. Democratizar, na linguagem daquele meio, é no caso diminuir a força da propriedade privada e aumentar a importância da propriedade coletiva (intervencionismo e estatismo) nos meios de divulgação. Aqui vai a razão, a esquerda brasileira necessita da regulação da mídia para fazer viáveis seus objetivos, por exemplo expressos nos regimes de Cuba, Venezuela e China.

Dois outros pontos da pauta ali debatida, “doidões” também, empurram para o mesmo e trágico destino: “democratização das forças armadas” e “desmilitarização da polícia”. Apenas o programa do PSOL a eles alude, mas é aspiração de toda a esquerda dirigente. Totalitário e coerente, o atual programa de governo do PT fala em controle social do Judiciário e do Ministério Público, eufemismo, repito, para domesticação das duas instituições. Se a esquerda ganhar em 7 e 28 de outubro, podemos estar certos, uma pauta doidona ganhará vida instantaneamente.

Consciente ou inconscientemente, Franklin Martins ecoava palavras de José Dirceu de duas semanas antes. Em entrevista de 29 de agosto, Pedro Caroço (nome pelo qual foi conhecido em Cruzeiro do Oeste quando ali vivia clandestino) foi didático: “Temos um programa radical e a maioria do Parlamento precisa ser combinada com uma grande pressão popular”. Exemplo de pressão popular lembrada por ele, o cerco da militância à Câmara e ao Senado. Dobrar autoridades pelo amedrontamento sempre foi tática revolucionária. Vai na mesma direção da fala de Franklin, admitir riscos até agora evitados para impor um “programa radical”.

A asfixia das liberdades existentes

José Dirceu também não é doidão. De fato, ambos se dirigiam em primeiro lugar a setores radicalizados da esquerda, impacientes com as demoras ditadas pela resistência conservadora do público. Pretendiam assim animar, despertar esperanças, impedir dispersões e desânimos na militância. Mas não são apenas palavras ocas de estímulo à militância crédula.

Elas vão além. Para eles e tantos outros da direção petista já daria para começar a forçar o passo no rumo da radicalização. No caso, asfixiar paulatinamente a liberdade de informação, destruir a Lava Jato, domesticar ainda mais o Judiciário, avassalar o Exército e as Polícias. Ótimo para tal seria se vencessem as próximas eleições.

Franklin garante (e está certo), com controle da imprensa não teria havido o impeachment de Dilma (que ele chama de golpe). “[O golpe] nos obrigou a pensar que a democracia só existe com força se não houver oligopólio da mídia”.

Ficar doidão na arena política não é programa de quem promova o “comitas gentium”, expressão proveniente do Direito Internacional, mas que se aplica bem à arena pública interna (com muita liberdade se poderia traduzir por civilidade) e que constitui o clima adequado ao Estado de Direito. Pelo contrário, é programa de quem deseja exasperação das tensões, indiferente às dilacerações, para assim impor totalitariamente seus objetivos.

Marina Silva, adolescente, defendeu-se com arma de fogo; hoje, nega-nos esse mesmo direito.

Publicado em: 14-09-2018 | Por: bidueira | Em: Ambientes, Costumes, Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Legítima Defesa, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo, Tradições

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PLD em Foco

Coronel Paes de Lira comenta

Marina Silva, adolescente, defendeu-se com arma de fogo; hoje, nega-nos esse mesmo direito.

Despedida do Chefe da Junta de Chefes de Estado-Maior USA no Governo OBAMA

Publicado em: 11-09-2018 | Por: bidueira | Em: Ambientes, Costumes, Desarmamento, Eleições americanas, Legítima Defesa, Política Internacional, Segurança Pública, Tradições

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Texto para profunda reflexão: discurso de passagem para a reserva do General Joseph F. Dunford Jr., Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.
Postado originalmente pelo Cel Marco Balbi.
Tradução: Francisco José Dominguez – Cel Aviador Reformado, FAB.
The Chairman of Joint Chiefs of Staff retires
O Chefe da Junta de Chefes de Estado-Maior se aposenta.
The following is the “retirement” speech delivered last week by the Chairman of The Joint Chiefs of Staff, General Joseph F. Dunford Jr., United States Marine Corps. It is the very first resignation / retirement in the history of The Joint Chiefs of Staff.
O texto abaixo é o discurso de “aposentadoria”, feito a semana passada, pelo Chefe da Junta de Chefes de Estado-Maior, General Joseph F. Dunford Jr., Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.  É a primeira renúncia / aposentadoria, na história da Junta de Chefes de Estado-Maior.
Why is it I don’t expect a single major media outlet to even mention this circumstance, no less to look into the reasons why such an event occurred?
Por que é que eu não espero que um único dos grandes órgãos da mídia nem ao menos mencione esta circunstância, e muito menos pesquise as razões pelas quais este evento ocorreu?
Good afternoon ladies and gentlemen, in concern for the lives of current and future US military personnel and to honor those who have gone before, I must speak to the nation today.
Boa tarde senhoras e senhores, em respeito pelas vidas dos atuais e futuros militares dos Estados Unidos e para honrar aqueles que se foram antes, eu devo falar à nação hoje.
I’ve called this press conference to announce that I am resigning as the Chairman of the Joint Chiefs of Staff and I am retiring after 39 years on active duty, which included combat service in Iraq leading the finest Marines in the world.
Eu convoquei esta entrevista coletiva para anunciar que eu estou me demitindo do cargo de Chefe da Junta de Chefes de Estado-Maior e estou me aposentando, após 39 anos de serviço ativo, que incluem funções de combate no Iraque, liderando os melhores fuzileiros navais do mundo.
I am resigning as Chairman of the Joint Chiefs of Staff and retiring from the Marine Corps for the following reasons:
Eu estou me demitindo do cargo de Chefe da Junta de Chefes de Estado-Maior e me aposentando do Corpo de Fuzileiros Navais, pelas seguintes razões:
For the last seven years during the Obama Administration:
Ao longo dos últimos sete anos durante a Administração Obama:
I have watched and remained silent as hundreds of senior officers were forced to resign or were forcibly retired because of their disagreements with the current policies wrecking the military.
Eu tenho observado e permanecido em silêncio, enquanto centenas de oficiais mais antigos foram forçados a se demitir, ou foram aposentados contra sua vontade, por causa de suas discordâncias com as atuais políticas que estão destruindo os militares.
I have watched and remained silent as people who have never served a day in uniform laid siege to the glorious traditions of the US military.
Eu tenho observado e permanecido em silêncio, enquanto pessoas que nunca serviram um dia uniformizadas, estabeleceram um cerco às gloriosas tradições dos militares dos Estados Unidos.
I have watched and remained silent as male ROTC cadets paraded in red high heels, male soldiers conducted physical training wearing pregnancy simulators, combat units dealt with breastfeeding and lactation issues in the field and sensitivity training became the standard operating procedure of the US military.
Eu tenho observado e permanecido em silêncio, enquanto cadetes do ROTC (N.T.- Curso de Treinamento de Oficiais da Reserva) desfilavam de saltos altos vermelhos, soldados homens faziam treinamento físico usando simuladores de gravidez, unidades de combate lidavam com questões de amamentação ao peito e lactação no campo, e o treinamento de sensibilidade tornou-se procedimento operacional padrão dos militares dos Estados Unidos.
I have watched and remained silent as trans-genders were authorized to serve in the ranks, and three females graduated from the US Army Ranger School, under what I believe are the most dubious of circumstances.
Eu tenho observado e permanecido em silêncio, enquanto trans-gêneros foram autorizados a servir na tropa, e três mulheres se graduaram na Escola de Rangers do Exército dos Estados Unidos, sob o que eu acredito serem as mais duvidosas das circunstâncias.
My predecessors in the JCS chose to look the other way, and like Pontius Pilate, wash their hands of these egregious affairs.
Meus predecessores na Junta de Chefes de Estado-Maior escolheram olhar para o outro lado, e como Pôncio Pilatus, lavar suas mãos sobre estes assuntos chocantes.
My predecessors in the JCS were more concerned about their careers than about the welfare of the nation and the troops they led every day.
Meus predecessores na Junta de Chefes de Estado-Maior estavam mais preocupados com suas carreiras do que com o bem-estar da nação e das tropas que eles lideravam todos os dias.
Now the final nail in the coffin of the US military has been hammered in. On April 1, 2016, Secretary of Defense Ash Carter, with the full backing of the President of the United States, authorized the legal inclusion of women in the combat arms branches and special operations units of the United States Armed Forces.
Agora foi martelado o prego final no caixão dos militares dos Estados Unidos.  No dia 01 de Abril de 2016, o Secretário de Defesa Ash Carter, com o total respaldo do Presidente dos Estados Unidos, autorizou a inclusão legal de mulheres nos ramos das armas de combate e nas unidades de forças especiais das Forças Armadas dos Estados Unidos.
In good conscience, I can no longer remain silent. The stakes are too high for this nation and for the women in the US military who, I believe will be greatly harmed by their inclusion in the combat arms and special operations.
Em sã consciência, eu não posso mais permanecer em silêncio.  Os riscos são altos demais para esta nação e para as mulheres nas Forças Armadas dos Estados Unidos que, eu acredito, serão muito prejudicadas pela sua inclusão nas armas de combate e nas operações especiais.
I can no longer watch the US military be annihilated. While many have chosen to sit on the sidelines, I must step forth and report to the nation concerning the mortal danger the US military is in tonight because of its commander in chief, President Barack Obama and his cabinet and advisers.
Eu não posso mais observar os militares dos Estados Unidos serem aniquilados.  Enquanto muitos têm escolhido ficarem à margem do processo, eu devo dar um passo em frente e informar à nação sobre o perigo mortal em que estão os militares dos Estados Unidos, por causa do seu Comandante em Chefe, Presidente Barack Obama, e de seu gabinete e conselheiros.
The evidence against women in direct combat from the Center for Military Readiness and the Marine Corps’ 36 million dollar, 9 month study and the performance of women at the Marine Infantry Officers Basic Course is overwhelming. Yet, the President, the Secretary of Defense, the Secretary of the Navy and the Secretary of the Army refuse to acknowledge that the evidence even exists.
As evidências contra colocar as mulheres em combate direto, do Centro de Prontidão Militar e do estudo de nove meses e 36 milhões de dólares, feito pelo Corpo de Fuzileiros Navais, são esmagadoras.
It does exist and it indicates that while women perform spectacularly in 80% of the jobs in the military, the combat arms and special operations should be closed to them; permanently.
Elas existem e indicam que, enquanto as mulheres se desempenham espetacularmente em 80% dos trabalhos militares, as armas de combate e as operações especiais deveriam ser fechadas a elas, permanentemente.
Women are simply prone to more injuries than men, have less muscle mass, do not have the upper body strength, the same aerobic lung capacity and the aggressiveness to fulfill the military’s combat readiness requirements and missions.
As mulheres são simplesmente inclinadas a terem mais ferimentos do que os homens, têm muito menos massa muscular, não têm força na parte superior corpo, a mesma capacidade aeróbica pulmonar e a agressividade necessárias para preencher os requisitos militares de prontidão para o combate e para a missão.
The so-called experts often say that women have already served in combat. In the last two conflicts in Iraq and Afghanistan, females did engage the enemy and many performed heroically and beyond the call of duty. But, returning fire during a military police security operation is not the same as being in a combat arms unit that has the mission of finding, fixing and killing the enemy. That is like comparing Pop Warner Football with the NFL.
Os chamados especialistas sempre dizem que as mulheres já serviram em combate.  Nos dois últimos conflitos no Iraque e Afeganistão, as mulheres engajaram o inimigo e muitas se desempenharam heroicamente e além do cumprimento do dever.  Mas, responder ao fogo durante uma operação de segurança de polícia militar, não é a mesma coisa que estar numa unidade das armas de combate que têm a missão de achar, imobilizar e matar o inimigo.  Isto é como comparar Pop Warner Football com a NFL. (NT. – Pop Warner Football é um programa de futebol para jovens, que reduz o risco de ferimentos. A NFL, National Football League, é a liga de futebol profissional, onde os riscos são maiores).
Reality says that women serving in the combat arms and special operations is not just a bad idea, but a horrific decision that puts this nation in mortal danger.
A realidade diz que as mulheres servirem nas armas de combate e em operações especiais, não é só uma má ideia, mas uma decisão horrorosa, que põe esta nação em perigo mortal.
The President and the Secretary of Defense are not dealing with reality, but with a feminist based fantasy based on false premises of gender neutrality. They see the world the way they want it to be, not the way it is. These policies are based on the illusion that genders are neutral and that none of this will affect the military’s readiness, esprit de corps and ability to wage and win wars.
O Presidente e o Secretário de Defesa não estão lidando com a realidade, mas com uma fantasia baseada no feminismo, baseada em premissas falsas de neutralidade de gênero.  Eles veem o mundo da forma que eles querem que seja, não da forma como ele é.  Estas políticas são baseadas na ilusão de que os gêneros são neutros e que nada disso afetará a prontidão dos militares, seu espírito de corpo e a capacidade de conduzir e vencer guerras.
There is no gender neutrality on a battlefield. It is the responsibility of America’s military leaders to protect the nation and to obey the lawful orders of those appointed above us. But, our military leaders are not martinets. There is no Fuehrerprinzip in America. An order is not just an order. The nation’s military leaders have a moral duty to inform our elected officials when policies they support and implement are destructive to the nation itself. Silence is not golden. It is pure and unadulterated moral cowardice.
Não existe neutralidade de gênero no campo de batalha. É da responsabilidade dos líderes militares americanos proteger esta nação e obedecerem às ordens legais daqueles designados para os postos acima de nós.  Mas os nossos líderes militares não são cegamente disciplinados. Não há o Fuehrerprinzip (NT.: princípio da liderança absoluta, na Alemanha, como exerceu Hitler), na América.  Uma ordem não é somente uma ordem. Os líderes militares da nação têm o dever moral de informar nossos representantes eleitos quando as políticas que eles apoiam e implementam são destrutivas para a nação em si.  O silêncio não é de ouro.  É pura e real covardia moral.
Congress also has a duty to protect the nation and to insure that the military is strong and readiness is maintained. On the issue of women in combat, Congress has been full of sound and fury, while signifying nothing. Except for a few concerned veterans like Senator John McCain and Congressman Duncan Hunter, Congress has remained silent because a majority of Congress has never served and is largely ignorant of the issue itself.
O Congresso também tem o dever de proteger a nação e se assegurar que os militares sejam fortes e a prontidão seja mantida. Sobre a questão das mulheres em combate, o Congresso tem estado cheio de clamores e fúria, que não significam nada.  Exceto por alguns veteranos preocupados, como o Senaador John McCain e o Deputado Duncan Hunter, o Congresso tem permanecido silencioso porque a maioria do Congresso nunca serviu [às Forças Armadas] e é, em sua maioria, ignorante sobre o assunto em si.
I cannot in good conscience promote policies that will order American women, ages 18 26 to register and be eligible for a military draft which could place them in combat arms units in wartime.
Eu não posso, em sã consciência, promover políticas que mandarão mulheres Americanas, com idades entre 18 e 26 anos, se apresentarem e serem capacitadas a um recrutamento militar que as coloque em unidades das armas de combate, em tempo de guerra.
I cannot in good conscience serve as the highest ranking military member of the US military, when I am completely at odds with the social engineering directives emanating from the Secretary of Defense and the President.
Eu não posso, em sã consciência, servir como o mais alto posto militar das forças armadas dos Estados Unidos, quando eu estou completamente em desacordo como as diretrizes de engenharia social emanadas do Secretário de Defesa e do Presidente.
The military has one sole mission. That is to wage war and to vanquish the enemies of this nation on land, on the seas and in the air. It must never be used as a social engineering project by naïve and uninformed politicians and lobbyists.
Os militares têm uma única missão.  Ela é conduzir a guerra e vencer os inimigos desta nação, em terra, nos oceanos e no ar.  Eles não devem ser usados como um projeto de engenharia social por políticos e lobistas ingênuos e desinformados.
As the military prepares for this cataclysmic change, the enemies of this nation are lining up against us. They know that this is a lose, lose situation for us and a win, win situation for them. They know that we are now going to wage war with a much weaker force and that our readiness is withering by the hour.
À medida que os militares se preparam para esta mudança cataclísmica, os inimigos desta nação estão se alinhando contra nós.  Eles sabem que esta é uma situação perde-perde, para nós e ganha-ganha para eles.  Eles sabem que nós vamos conduzir uma guerra com uma força muito mais fraca e que a nossa prontidão está decaindo a cada hora que passa.
It is very possible that the United States of America may never win another war. I do not believe this is hyperbole. I believe this is a fact.
É muito possível que os Estados Unidos da América possam nunca mais ganhar outra guerra. Eu não acredito que isto seja uma hipérbole [exagero].  Eu acredito que isto é um fato.
The fate of the republic hangs in mortal jeopardy. I pray that my successor and a new President elected in 2016 have the courage and the wisdom to amend the policies that might very well destroy this great nation I have served for nearly four decades.
O destino da república está em risco mortal. Eu rezo para que meu sucessor e um novo Presidente, eleito em 2016, tenham a coragem e a sabedoria para corrigir as políticas que podem muito bem destruir esta grande nação a que eu servi por quase quatro décadas.
I bid you farewell. Semper Fi
Eu saúdo a todos com meu adeus.  Semper Fi  (N.T.: Semper Fi é o lema dos Fuzileiros Navais americanos – “Semper Fidelis” – Sempre fiel.)

No dia da Pátria, homenagem à Nossa Generalíssima!

Publicado em: 08-09-2018 | Por: bidueira | Em: Ambientes, Costumes, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições

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Nossa Senhora Aparecida

 

Poucos brasileiros contemporâneos sabem, mas Nossa Senhora Aparecida recebeu das Forças Armadas a patente de Generalíssima do Exército Brasileiro. Isso há 50 anos.

Quando em 1822 Dom Pedro II proclamou a nossa Independência, o Brasil recebeu de Nossa Senhora, logo ao nascer como nação”segundo feliz expressão de Plinio Corrêa de Oliveira, “o primeiro sorriso e a primeira bênção”.

Era portanto natural que as nossas Forças Armadas prestassem essa justa homenagem a quem tanto papel teve na História do Brasil. Este fato é rememorado pelo artigo, que aqui transcrevemos, do Ir. André Luiz Oliveira, missionário redentorista, escritor, teologando, mariólogo, associado da Academia Marial de Aparecida.

Prestamos também nós, desta forma, neste 7 de setembro de 2018, comovida e reconhecida homenagem à nossa Generalíssima, que é também Rainha e Padroeira do Brasil.

Nossa Senhora Aparecida

Os títulos de Aparecida:

Generalíssima do Exército

Da série de artigos marianos sobre os títulos eclesiásticos e civis concedidos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, deve especial destaque o de Generalíssima do Exército Brasileiro; por tratar-se de um título completamente civil e único na história do país, outorgado em 1967, cujo jubileu de ouro (50 anos) comemoramos. Em sua vertente masculina — Generalíssimo — trata-se de uma das mais altas patentes militares, de caráter exclusivo masculino. O termo, que é um superlativo da palavra General, é utilizado para descrever Generais, cujos cargos foram além do normalmente permitido pelas patentes militares.

Em 17 de abril de 1965, uma comissão de militares de Belo Horizonte, encaminharam ao Reitor do Santuário de Aparecida o pedido de peregrinação nacional da imagem, em decorrência das comemorações dos 250 anos de seu encontro, a iniciar pela capital mineira Belo Horizonte. O pedido fora levado à Aparecida/SP, em pergaminho, pelo Comandante da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, o documento trazia os seguintes dizeres:

“O Povo Mineiro, interpretando o desejo de todo o Povo Brasileiro, vem, pela comissão abaixo relacionada, respeitosamente. Pedir a Vossa Eminência Reverendíssima e ao D.D. Conselho Administrativo da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que se dignem conceder licença para que a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, seja levada em triunfante peregrinação às Capitais de todos os Estados do Brasil, sendo em Brasília aclamada Generalíssima das Gloriosas Forças Armadas Brasileiras.”

Nossa Senhora AparecidaSegue-se a assinatura do então Presidente da República: Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Porém, o pedido de peregrinação acabou não sendo atendido, o título de Generalíssima do Exército foi protelado e, assim, coube posteriormente ao então Presidente da República: Marechal Arthur da Costa e Silva, outorgar em 1967 o título, ato que aconteceu na capital espiritual do Brasil: Aparecida/SP, durante as comemorações dos 250 anos do encontro da imagem, na ocasião em que foi solenemente entregue pelo legado pontifício, o Cardeal Amleto Cicognani, a Rosa de Ouro [foto ao lado] — alta condecoração pontifícia exclusiva a mulheres — oferecida pelo Papa Paulo VI em 15 de agosto de 1967. Passando assim a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, ter o reconhecimento civil conferida pela patente mais alta do Exército Brasileiro, sendo-lhe prestada às devidas reverências e honras militares.

Ir. André Luiz Oliveira – Missionário Redentorista
Escritor, Teologando, Mariólogo, associado da Academia Marial.

Radicalismo goela abaixo do povo

Publicado em: 07-09-2018 | Por: bidueira | Em: CHAVES, Cuba, PT, SITUAÇÃO NACIONAL

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O presente artigo já estava pronto quando houve o horrendo atentado contra Jair Bolsonaro. Graças a Deus, depois da angústia inicial, parece que caminha bem sua recuperação. O artigo continua atual, talvez tenha até aumentado de atualidade. Não julgo que deva modificá-lo.

Radicalismo goela abaixo do povo

Péricles Capanema

Na entrevista coletiva de 29 de agosto, por ocasião do lançamento de seu livro, José Dirceu foi didático: “Temos um programa radical e a maioria do Parlamento precisa ser combinada com uma grande pressão popular”. Como exemplo de pressão popular, citou o cerco da militância à Câmara e ao Senado. A intimidação de legisladores ▬, aqui entra o uso inescrupuloso de dossiês, às vezes chega até a ameaças à família, sequestros e morte ▬ constitui tática revolucionária antiga, empregada na Revolução Francesa, a torto e a direito na Revolução Comunista e, mais recentemente, amplamente utilizada na Venezuela. Aplicá-la no Brasil é congruente com as raízes doutrinárias do PT, na prática o sucessor do Partido Comunista. Basta que a ocasião se apresente e seja politicamente conveniente. O leninismo continua vivo.

José Dirceu se dirigia em especial a petistas e a membros de correntes ideológicas a ele próximas; em verdade anunciava plano de transformar o Brasil tão logo factível em uma Venezuela ▬ a marcha do radicalismo goela abaixo do povo rumo ao bolivarianismo. Para tanto, estimulava a militância a procurar eleger tantos quantos possíveis para a Câmara e o Senado, ademais de tentar colocar Haddad no segundo turno das próximas eleições. E aí fazê-lo vitorioso. O dirigente petista acha que haveria suficiente transferência de votos de Lula para seu ungido (ou seu poste), o que lhe garantiria a vaga em 28 de outubro: “Para a margem de transferência de votos ser dentro do que a gente espera, 20 ou 30 dias são mais que suficientes. A Justiça decidirá até 17 de setembro. Teremos tempo para cada eleitor tomar conhecimento de que Lula é Haddad e Haddad é Lula”.

Observou, ladino: “Eu não diria que é um programa com a faca no dente, porque esta expressão é praticamente de confronto aberto”. Caso se despisse da cautela de político matreiro, diria a realidade, é programa faca no dente, não há dúvida. Outra questão é se a liderança do PT conseguirá executá-lo, não dependerá apenas do fanatismo revolucionário de dirigentes e militância e dos que de que disponham. Como reagirá o povo?

O PT tem cartas boas na mão em seu intento de venezuelizar (ou cubanizar) o Brasil. Faz décadas (já era assim no período militar), a esquerda, em seus vários graus de radicalidade, “grosso modo”, domina a universidade, os seminários, as redações e os clubes grã-finos. É um câncer que deitou gigantescas metástases e que só poderá ser curado por trabalho ideológico sério ao longo de anos e anos a fio. Não é rósea nossa situação. Kerensky pavimentou a via para Lênin; os girondinos facilitaram o caminho para os jacobinos. O Brasil, triste sina, está apinhado de kerenskys e de girondinos. Não constroem estradas, mas as pavimentam, para que outros nelas trafeguem.

 

Um exemplo, talvez o mais conhecido. Na Jovem Pan, FHC comentou a possibilidade do segundo turno entre Bolsonaro e Haddad ou entre Bolsonaro e Alckmin. Perguntado sobre possível aliança entre PT e PSDB, respondeu sereno: “Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o PT espera a mesma coisa, mas dependendo das circunstâncias, eu não teria nenhuma objeção a isso”. A declaração irritou apoiadores de Alckmin; afinal, era o maior líder tucano confessando, a vitória petista não despertava objeção nele. FHC precisou arranjar uma saída de momento. Contudo, a posição de FHC não deveria surpreender, era coerente com princípios seus e conduta.

Existem nas situações acima ventiladas consonâncias profundas quanto a objetivos. “Pas d’ennemis à gauche” ▬ Não há inimigos à esquerda, lembrando fórmula cunhada em fins do século 19. Em encontro com intelectuais no Rio de Janeiro, abril de 2014, ambiente descontraído, FHC se deixou levar: “Hoje, se eu disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!”. Prosseguiu: “O Chávez só me chamava de ‘Mi maestro’. Eu dizia para ele: ‘Baixinho, por favor’”.

Falava de consonâncias. Elas influenciam fundo, por vezes são determinantes nas atitudes.

Via de regra, contudo, para os revolucionários, é melhor que tais sintonias passem despercebidas, pois podem chocar opinião pública desavisada. “Baixinho, por favor”. quando não é possível escondê-las, é sempre a diretriz. A nossa bússola, para esclarecimento do povo, aponta rumo oposto, brado alto e nítido contra o conluio deletério, ainda para muitos oculto. O artigo já estava pronto quando houve o horrendo atentado contra Jair Bolsonaro. Graças a Deus, depois da angústia inicial, parece que caminha bem sua recuperação. O artigo continua atual, talvez tenha até aumentado de atualidade. Não julgo que deva modificá-lo.