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A impostura continua intacta

Publicado em: 11-01-2020 | Por: bidueira | Em: CHAVES, CHINA, DIREITO DE PROPRIEDADE, Mourão, Revolução Cultural, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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A impostura continua intacta

Péricles Capanema

O Estadão, reportagem assinada por Fernanda Guimarães, noticiou com destaque em 6 de janeiro “Gigante chinesa XCMG abre banco no Brasil”. (A notícia de forma resumida voltou no dia seguinte). Colocou ainda no lead, enfatizando a importância do fato “esse é o primeiro banco do grupo XCMG em todo o mundo – nem mesmo na China o grupo possui uma instituição financeira”.

 A informação minuciosa explica ainda que a XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group) é um gigante de construção de máquinas para a engenharia civil. De fato, vendeu em torno de R$100 bilhões em 2019, verifiquei. Pelo volume anual, cerca de R$100 bilhões, fica claro, é um mastodonte econômico e terá condições de expandir rapidamente o banco que acaba de inaugurar no Brasil.

Wang Min, presidente da XCMG declarou em São Paulo que o objetivo de abrir um banco no Brasil é em especial ajudar as relações econômicas com a China e facilitar a aplicação de capitais chineses no Brasil. A XCMG, que já é proprietária de fábrica de máquinas no sul de Minas, capacidade de 7 mil máquinas anuais, entre as quais caminhões-guindaste, motoniveladoras, escavadeiras.

 Roberto Carlos Pontes, contratado para vice-presidente do banco, declarou na mesma entrevista que o novo banco irá procurar clientes e revendedores da XCMG no Brasil. Também irá atrás de empresas chinesas que operam no Brasil e as que aqui irão se instalar. Observou: “Por conta do ciclo econômico no País e o programa de concessões e privatizações, novos entrantes chineses devem chegar ao Brasil”. Fica a nota, vão colocar foco especial no programa de concessões (que tem muito de privatização) e no programa de privatizações.

 Sobre a atuação do novo banco chinês, Davi Wu, sócio-diretor da prática Chinesa da KPMG no Brasil, crê que o ciclo dos investimentos chineses no Brasil deverá continuar intenso, por volta de R$1 trilhão nos próximos 20 anos.

A reportagem nota que o banco da XCMG não é o primeiro banco chinês no Brasil. O China Construction Bank (CCB) em 2013 comprou o controle do então BicBanco. E em 2015 o Bank of Communications comprou 80% do BBM S. A.

 Agora, complementarei com informações que não constam da reportagem (nenhuma alusão, espantoso) e nem do que vem sendo noticiado e pude compulsar. A XCMG é estatal chinesa. O banco a ser aberto no Brasil será um banco estatal chinês. O China Construction Bank, o segundo banco citado é estatal chinesa. O Bank of Communications é estatal chinesa. Provavelmente o dinheiro aplicado aqui por meio de tais instituições financeiras em programas de concessões e privatização será de propriedade de estatais chinesas. Vou repetir o óbvio: uma estatal chinesa é dirigida pelo governo. O governo é dirigido pelo Partido Comunista Chinês. E vou repetir também, o que para muitos ainda não é óbvio: no Brasil é virtualmente proibido informar o óbvio a respeito. A casa cai.

 Volto-me agora para a Constituição Federal. O artigo 170 (consta do Título VII e trata dos princípios gerais da ordem econômica) enumera como primeiro deles a soberania nacional. Não ameaça a soberania nacional pelo menos potencialmente que um naco grande da economia brasileira seja de propriedade e dirigido por um governo estrangeiro imperialista e ditatorial? Não nos encheram os ouvidos com os tais setores estratégicos? Falamos aqui em especial de infraestrutura e área financeira. Deixaram de valer? Era pura balela de desocupados meio abitolados, que é preciso agora fingir que nunca foram divulgados como grandes achados?

 Vou para o artigo 171: “A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro”. Está conforme o interesse nacional que boa parte do capital estrangeiro aqui aplicado (somas gigantescas) seja de governos estrangeiros imperialistas e ditatoriais? Dirigido por potência estrangeira suas ações favorecerão a ela ou ao interesse do Brasil? Ficou proibido tocar no tema e pedir que seja debatido?

 Pulo para o artigo 173: “A exploração direta da atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo”. O artigo, em Constituição estatizante, reflete a doutrina de que, via de regra, o Estado, no âmbito econômico, deve se limitar a papel regulador e suplementar. Vamos tratar de sua função suplementar: o Estado só pode agir diretamente no âmbito econômico por razões de segurança nacional ou relevante interesse coletivo. Se vale para o Estado brasileiro, com maior razão, vale para Estado estrangeiro. Quais as razões de segurança nacional para o Estado chinês aplicar tanto dinheiro no Brasil, tornando-se dono de parte da economia? Qual o interesse coletivo relevante que justifica o controle pelo Estado chinês, mediante compra e vencimento de concorrências (investimentos maciços), de parte da infraestrutura e, no caso, da área financeira? Obrigações de reciprocidade e isonomia? Haveria no caso paralelismo efetivo?

 Sei, levantei questões pela rama, não as estou solucionando. A resolução demandaria rios de tinta. Mas o mero fato de levantá-las, passo inicial da caminhada, já aponta para começo de solução. E as suscitei porque creio, ou estou muito errado ou estamos diante de graves ofensas à Constituição.

 Sei, ninguém tratou delas antes (pelo menos não vi). Sempre tem a primeira vez. Convido então os constitucionalistas: estudem por inteiro a questão, reflitam, discutam. É depois, para esclarecimento da opinião pública, o caso é delicado, opinem com prudência e doigté, que sejam palavras embebidas do senso agudo dos interesses brasileiros. Quem sabe, avanço, caberia aqui uma como que, por analogia, modulação de efeitos nas soluções aventadas.

 Só peço uma coisa: objetividade, nunca esbofetear a lei maior. E já aviso, a patrulha sairá dos gonzos, já que é tema proibido. Vai atacar furiosamente. Em resumo, continua intacta a impostura. Em espantoso retrocesso, o garrote vil afoga na garganta, mesmo dos mais lúcidos e informados, as palavras de previsão e alarma.

No Chile “no pasa nada”! Na França, também!

Publicado em: 02-01-2020 | Por: bidueira | Em: Ambientes, Costumes, Festas religiosas, Perigo Islâmico, Política Internacional, Revolução Cultural, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Terrorismo, Tradições

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No Chile “no pasa nada”! Na França, também!

Sérgio Diniz Bidueira

Causa algum espanto aos leitores quando fotos de veículos incendiados por populares enfurecidos são publicadas nas primeiras páginas de nossos jornais.
As cenas terríveis de vandalismo ocorridas nas últimas semanas no Chile, também tiveram alguma repercussão por aqui.
Mas pouco ou nada se comenta sobre as cenas de vandalismo que ocorrem todos os anos na França por ocasião das festas de fim de ano e nas do 14 de julho.
Incêndios de centenas de veículos nas grandes e pequenas cidades, agressões aos bombeiros e às forças da ordem que procuram reprimir incêndios e distúrbios.
Mas, vamos aos dados, publicados no Figaro de hoje, em artigo de Jean Chichizola:
Título: Violências urbanas, este velho flagelo do Novo Ano
 
…”Sinistro ritual da noite de São Silvestre atingiu todo o território.”
Desde 2019 o Ministério do Interior não comunica o número de viaturas incendiadas.Mas, pelo menos 600 ocorreram em 2019. 1031 em 2018, 945 em 2017, 804 em 2016, 940 em 2015, mais de mil em 2014, 2013 e 2012.
Nas redes sociais, alguns publicam vídeos desses motins. desejando feliz Ano Novo a sua audiência, sob um fundo de risos de populares diante dos veículos em chamas e dos policiais agredidos.
Em Strasbourg, 200 veículos incendiados, o dobro do ano anterior. Vários policiais foram feridos por petardos lançados contra eles.
As desordens atingiram também a Bélgica, onde  20 veículos foram destruídos,
“Mas o mais preocupante nesse balanço é a constatação que essas violências atingem o conjunto do país e não apenas as grandes cidades”.
Como no Rio de Janeiro, tiros de armas automáticas foram assinaladas em torno de 23 h (bairro da Mosson, Montpellier), Uma bala perdida foi se alojar em um apartamento.
“Nos últimos 30 anos esse fenômeno de violências festivas se repete, no 31 de dezembro e no 14 de julho, especialmente. Mas, no início do ano passado, 14 de fevereiro de 2019, um estudo do Observatório nacional da delinquência e das respostas penais (ONDRP), concluiu que, em média 110 viaturas eram queimadas cada dia na França.”
 
***
Quem não vê no crepitar dessa insurreição controlada um bico de gás que é mantido artificialmente para uma explosão futura, com consequências terríveis para a França e para todo o Ocidente.
 
Que Nossa Senhora Aparecida poupe o Brasil desse diabólico plano de destruição Revolucionário!

 

Novo Projeto de Bolsonaro muda Estatuto do Desarmamento, mas ainda não atende à aspiração de porte

Publicado em: 21-12-2019 | Por: bidueira | Em: Ambientes, Costumes, Desarmamento, Legítima Defesa, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições

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PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

Novo Projeto de Bolsonaro muda Estatuto do Desarmamento, mas ainda não atende à aspiração de porte

PLD em Foco

Cel. Paes de Lira comenta

MIGRAÇÃO REDENTORA

Publicado em: 16-12-2019 | Por: bidueira | Em: Ambientes, Costumes, Família, Mourão, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições

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Migração redentora

 Péricles Capanema

 Sempre me impressionaram as soltas de pombos-correio. Voam em círculos largos, duas ou três voltas e, súbito, como que acabada a indecisão, tomam rumo, flechas no retorno ao pombal. Por que os círculos ascensionais das aves? Não sabem que curso escolher? De qualquer modo, fazem imagem linda das divagações do espírito. Umas, perda de tempo, não se alteiam como eles. Diferente outras, sobem, volteiam, mas, bem colocadas, antecedem de pouco a fixação do objetivo. Por vezes de uma vida toda, como os voos dos pombos-correio, não raro linhas de mil quilômetros até os columbários.

 Permito-me divagar um pouco sobre migrações, mas tenho norte ▬ hoje pode surpreender. Migrações lembram caminhadas, jornadas, marchas, percurso, trajetória. E depois, termo, parada, chegada, êxito, triunfo. Ou fracassos e decepções.

 Em incontáveis casos, repletas de simbolismos, as migrações brilham pelos séculos com enorme poder evocativo. Rememoro duas de raiz bíblica. A migração dos judeus, os filhos de Jacó, para o Egito, precedida da venda de José como escravo pelos irmãos a mercadores ismaelitas. Pretexto do crime dos irmãos: José era um sonhador. Aliás, não custa lembrar, pela vida afora, muitos de nós, “sonhadores”, somos como José, vendidos por quem menos se espera, na busca de vantagens passageiras.

 Os anos passaram, José, o escravo fracassado e vendido, teve carreira fulgurante. E nos deixou grande lição de perdão. Aos irmãos envergonhados, as palavras doces do rebento rejeitado, pelas mãos de Deus alçado a ministro do faraó, mandachuva de um império, que apenas diz: “Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito”. Depois de 400 anos, outra migração, os judeus estão de volta, guiados por Moisés, vagueiam quarenta anos pelo deserto do Sinai, no retorno à terra prometida, Canaã.

 Outro exemplo, migrou também o filho pródigo da casa paterna, levando a herança rica, que dilapidou na farra. E depois, pobre, arrependido, fez a jornada de volta. “Pai, pequei contra o céu e contra ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho”.

 Tantas outras migrações e das mais variadas naturezas. Vou tratar de uma delas, das mentalidades, no seio da opinião pública e no mundo oficial. Acontece no Brasil e é migração que tem potencialidades para ser redentora.

 Vamos ao ponto. Em 17 de novembro de 1889 o governo provisório expulsou a Família Imperial do Brasil. Em 21 de dezembro o decreto de banimento foi publicado. Dom Pedro II e família não podiam voltar, não podiam os membros da Família Imperial possuir bens imóveis aqui; se tivessem estavam obrigados a vendê-los em dois anos, extintas ficavam as dotações oficiais. Começava tentativa de varrê-los da história brasileira. Era uma forma de passar borracha no passado, recurso de legitimação da república. Com a consequente batalha em torno de símbolos, imagens e comemorações se iniciava uma nova era que proclamava e desejava ser inequívoca ruptura com a anterior.

 Não aconteceu e não funcionou. De fato, pouco depois, espontaneamente, o Brasil de alto a baxo se recusou a tomar uma atitude jacobina e deu início a movimento oposto, a reaproximação com a Família Imperial. Multiplicavam-se em escolas, rodovias, edifícios, empresas, os nomes de Pedro II, Leopoldina, Princesa Isabel. Cidades eram memória viva, Teresópolis, Petrópolis, Joinville. E começavam a ser apresentados na Câmara um atrás do outro projetos para cancelar o banimento da Família Imperial, o primeiro dos quais em 5 de agosto de 1891, menos de dois anos depois do golpe de 15 de novembro, da lavra dos deputados Caetano e Albuquerque e Anfilófio de Carvalho. Não prosperou, claro.

 Um marco dessa migração (reencontro, outro nome), pelo impacto enorme, merece recordação especial: o retorno ao Brasil do barão do Rio Branco (1845 – 1912) em 1º de dezembro de 1902, depois de 26 anos no Exterior para assumir o ministério das Relações Exteriores. Fruto autêntico do ambiente social e político do 2º Reinado, permaneceu na chefia da diplomacia brasileira ao longo de quatro presidentes ▬ Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca. Faleceu no cargo, marcou direção até hoje prevalente.

 Rio Branco triunfara na Europa e nos Estados Unidos em questões delicadas de fronteiras com consagradoras manifestações de inteligência, erudição e tato. Coberto de louros, convidado para o ministério, foi apoteótica e reveladora sua chegada no Rio de Janeiro. O navio que o trouxe entrou no porto rodeado de embarcações. Ao meio dia saltou em terra, onde multidão enorme o esperava. Fisionomia serena e senhorial, bigode forte, presença e domínio de cena impressionante, lembrava tanta coisa, os modos e o jeito de Bismarck, recordava em especial o Império e seus homens públicos, evocava a Família Imperial, revivia um mundo que deixara saudades e que se recusava a morrer. Ali era seu mais qualificado representante.

 Segundo Álvaro Lins, foi assim que o povo e o mundo oficial celebraram Rio Branco: “O percurso pelas ruas da cidade veio a constituir uma cena espetacular. Do préstito faziam parte representações de todas as classes e entidades sociais: do Governo, da Câmara e do Senado, do Exército, da Marinha, do corpo diplomático, do corpo consular, das escolas militares, dos colégios oficiais e particulares, de associações religiosas, de sociedades culturais e literárias, de instituições científicas, de clubes mundanos, das escolas de Direito, Medicina e Engenharia, do comércio, da indústria, das repartições públicas de diversos ministérios, dos veteranos da guerra do Paraguai. Clarins e bandas de música anunciavam a sua passagem. Por toda parte se via o seu retrato. As ruas estavam embandeiradas, num espetáculo festivo de cores e dísticos, e das sacadas atiravam-lhe flores. Coberta de flores também estava, desde a véspera, a estátua do Visconde do Rio-Branco.”. Este mundo estava banido?

 O nome, José Maria da Silva Paranhos Júnior. Poderia ser chamado de dr. José Maria, dr. José, seu Juca, o Paranhos, Juquinha, Zeca Paranhos, Juninho. Nada pegaria. Era o barão ou Rio Branco. Firmava Rio Branco, o jamegão valia; não dava bola para a supressão do título, lavra da república, nem para a obrigação de utilizar seu nome de registro. Desinibidamente usou o título supresso e nunca escondeu as convicções monarquistas. Estava banido o Império? Estava banida a Família Imperial? Nada mais artificial, brutal e postiço.

Por que deixou a Europa, depois de 26 anos lá?  O governo necessitava dele não apenas para negociações diplomáticas importantes. Precisava de sua irradiação para se cobrir de respeitabilidade. Punha à frente da pasta do Exterior e como figura de proa dos homens públicos um garantidor da ordem, um expoente da cultura, modelo de eficiência e senso prático na gestão dos negócios estrangeiros. Elevava assim sua estatura nas Américas e até no mundo. O retrocesso republicano prejudicava, era urgente um avanço, imprescindível acabar com o descompasso entre o Brasil e o mundo civilizado. Para tudo isso Rio Branco servia como uma luva.

 No fundo do palco cuja figura principal era o barão, desenhava-se a figura da Família Imperial, sem cuja ação dificilmente se formariam figuras públicas como a que dominava a cena pública nacional. Ela voltava aos poucos, reconquistava espaços. O reencontro se consolidava, evaporava-se o plano de confiná-la, esquecida, na Europa.

 Em dezembro de 1919, depois da derrota de numerosos projetos semelhantes extinguindo o banimento, o deputado mineiro Francisco Valadares (aparentado com o senador Benedito Valadares), mais uma vez, propôs o fim do banimento. Já estava escandaloso o caso. O Congresso aprovou-o. Em 3 de setembro de 1920, foi assinado no Catete o decreto que revogava o banimento. A Família Imperial podia voltar; era véspera do centenário da Independência, realizada por um de seus membros.

 Voltou, ela que nunca deveria ter saído. Houve gradual reinserção de figuras da Família Imperial na sociedade brasileira. Acelerou-se a trajetória da Família Imperial para o centro da vida nacional e continuou a derrubada das barreiras artificiais entre ela e a opinião nacional.

Um salto sobre muitos acontecimentos. Hoje temos dom Bertrand homem público, dom Luiz Philippe homem público, dom Rafael começando a se firmar: “Fomos ensinados desde pequenos a ser vistos como exemplos”. O presidente Bolsonaro declara a dom Luiz Philippe: “Você deveria ter sido meu vice, e não esse Mourão aí”. E o ministro da Educação escreve textos assim: “Não estou defendendo que voltemos à Monarquia, mas o que, diabos, estamos comemorando hoje? Há 130 anos foi cometida uma infâmia contra um patriota, honesto, iluminado, considerado um dos melhores gestores e governantes da História”. E ainda: “O Império teve seus dois principais atos assinados por mulheres educadas, inteligentes e honestas. Elas nos governaram bem antes de Dilma. A Lei Áurea e nossa Independência foram assinadas respectivamente pela Princesa Isabel e por Dona Leopoldina”.

 Chamo a atenção para ponto quase nunca enfatizado: a naturalidade generalizada com tal situação, da qual dei poucos exemplos acima. Todo mundo acha normal fatos assim, se tirarmos a minoria jacobina, petrificada em preconceitos já de há muito envelhecidos. Razão? Não são raios em sol sereno, inserem-se naturalmente dentro de processo já velho de mais de um século, que vem ganhando volume, com o qual todos convivemos. Dois movimentos: a Família Imperial caminhou, em longa marcha, para o centro da vida nacional; o segundo, o Brasil andou, décadas afora, em direção a ela. Penso, sintoma da migração, um plebiscito como o de 1993, causa bem apresentada e propaganda bem conduzida, daria muito mais que os 10% da época.

 Até onde nos conduzirão as duas migrações? Não sei, ninguém sabe. Mas sei, enquanto a Família Imperial representar honestidade, moralidade, simplicidade, esplendor, harmonia, em suma, ser esperança de garantidora de uma sociedade estaqueada na família e promovendo incontáveis plenitudes de natureza vária de que o Brasil necessita e pode abrigar, muito dificilmente terá fim tal migração. São os 40 anos no Sinai. E estou certo, terá sido migração redentora. Que são Pedro de Alcântara, padroeiro da Família Imperial, lhe ajude e ajude a todos nós nessa caminhada, que é pelo bem nacional.

Novo Decreto sobre armas de fogo de Bolsonaro corrige defeitos, mas mantém pontos questionáveis

Publicado em: 06-10-2019 | Por: bidueira | Em: Costumes, Desarmamento, Legítima Defesa, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Pela Legitima Defesa em Foco

Cronel Paes de Lira comenta

Preocupante escolha de Bolsonaro para o cargo de Procurador-Geral da República

Publicado em: 20-09-2019 | Por: bidueira | Em: Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Legítima Defesa, PLD em Foco, PT, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Coronel Paes de Lira comenta

Nova lei amplia o conceito de extensão de propriedade rural, para efeito de posse de arma de fogo

Publicado em: 20-09-2019 | Por: bidueira | Em: Costumes, Desarmamento, DIREITO DE PROPRIEDADE, Família, Legítima Defesa, PLD em Foco, Segurança Pública, SITUAÇÃO NACIONAL

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Cel. Paes de Lira comenta

O Vulto Total da Revolução

Publicado em: 13-07-2019 | Por: bidueira | Em: Aborto, Ambientes, Aquecimento Global, Costumes, DIREITO DE PROPRIEDADE, Esquerda católica, Família, Legítima Defesa, Política Internacional, PT, Revolução Cultural, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições

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“Novo dicionário do Itamaraty” incomoda a esquerda: caem aborto e “Ideologia de gênero”, retornam os Valores Morais

Cristandade e Ocidente

Publicado em: 08-07-2019 | Por: bidueira | Em: Ambientes, CHINA, Costumes, Política Internacional, PT, SITUAÇÃO NACIONAL, Tradições, União Européia

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Cristandade e Ocidente

Péricles Capanema

A Cristandade tem inspiração e raiz longínqua no Império Romano, espaço de convivência civilizada do mundo antigo, do qual foi aperfeiçoamento. Tendo como objeto ser espaço da convivência virtuosa de povos sob a luz de Cristo, começou a surgir como forte realidade histórica com Carlos Magno (742-814), seu maior símbolo. Firmou-se muito tempo depois no Sacro Império Romano Alemão, a mais importante realização de tal ideal.

Território, direito e senso de governo marcaram o império sob Roma. O mesmo, proportione servata, valeu para a Cristandade. Agrupava as nações cristãs. O direito, muito variado, aperfeiçoava-se seguindo as trilhas do consuetudinário e do Direito Romano. O governo, via de regra, ▬ por longo período imerso em atmosfera pré e supranacional ▬ agia consoante o princípio de subsidiariedade, embora sua explicitação só viesse séculos depois. Georg Schmidt o chamou de Império-Estado complementário (poderia ser chamado de Império-Estado subsidiário). Enfim, a Cristandade foi realização valiosa, ainda que insuficiente e até em pontos defeituosa, da ordem temporal cristã. Infelizmente, sua luz foi se apagando, até que em 1806 se extinguiu. Deixou enorme saudade, restou fulgurando como ideal no horizonte da Europa cristã.

Anos atrás ouvi do prof. Plinio Corrêa de Oliveira frase que ficou: “Em relação à Igreja, eu sou como o judeu em relação ao Templo. Amo o Templo, amo as ruínas do Templo, e se essas ruínas se converterem em pó, amarei o pó que resultou dessas ruínas”. Analogamente, para um católico imbuído da convicção de como importa existir uma ordem temporal cristã, tais palavras se aplicam por inteiro à Cristandade. Até o pó dela merece amor. É também dele a proclamação: “”Quando ainda muito jovem, considerei enlevado as ruínas da Cristandade, a elas entreguei meu coração, voltei as costas ao meu futuro, e fiz daquele passado carregado de bênçãos, o meu porvir”.

Aqui vou levantar ponto essencial, sem o qual inexistiria a Cristandade. Os povos que a compunham tinham convicção de que seus interesses maiores eram a preservação e aperfeiçoamento daquele estado de coisas. Em segundo plano, vinham os interesses nacionais, regionais, corporativos, familiares, pessoais. Talvez o mais relevante exemplo de defesa da Cristandade tenha sido são Pio V (1504 – 1572), Papa a partir de 1566. Articulou enorme aliança militar destinada a formar a armada que derrotou os turcos em Lepanto em 1571, preservando uma Europa onde ainda eram vivos os restos da Cristandade. Em sentido contrário, tantas vezes os agredindo, temos o longo trajeto da chamada aliança franco-otomana, que começou em 1536 entre Francisco I e Solimão, o Magnífico. Começavam a prevalecer os interesses do Estado-nação, os da Cristandade iam para o fundo do palco.

No século 20 e 21, eco precioso, se quisermos ruinas veneráveis, da Cristandade foi o que se chamou o Ocidente cristão e, mais recentemente, apenas Ocidente. Nessa acepção de Ocidente, que não é geográfica, estão por exemplo, Japão, Coreia do Sul, Cingapura.

Escrevia cima, o Império Romano foi espaço de convivência do mundo civilizado. O Ocidente é o espaço de convivência de princípios básicos do que se poderia chamar a civilização cristã; se quisermos, da ordem temporal cristã. Nos dias presentes, vigência de liberdades na vida pública e privada, economia de mercado. E nesse sentido, hoje, um espírito bem formado deve colocar os interesses ocidentais, de momento enormemente ameaçados, na frente dos interesses de qualquer país, mesmo o seu. Adversárias dos princípios ocidentais no século 20 e 21 foram as potências totalitárias e coletivistas, entre outras, a Alemanha nazista, a Rússia soviética e agora a China comunista.

Fiz longa introdução para entrar fácil no assunto do artigo: no tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. É amazônico, inclui concorrência, serviços, investimentos, temas ambientais, desenvolvimento sustentável, compras de governo, propriedade intelectual. Muita coisa ainda. O governo brasileiro, estimativa inicial, prevê que em 15 anos as exportações brasileiras para a União Europeia terão um acréscimo de US$100 bilhões de dólares anuais. E haverá grande aumento de investimentos da UE no Brasil. O acordo trará ao Brasil prosperidade, maior renda, geração de empregos.

O caminho até a implementação final será longo, cheio de obstáculos. Teremos muita discussão nos meios de divulgação e nos parlamentos dos 28 países que compõem a União Europeia (e também no Parlamento Europeu). Haverá debates nos países do Mercosul. Os assuntos devem ser tratados e resolvidos. Não são o foco de meu artigo.

Meu foco é outro. O Brasil está perigosamente dependente da China, vamos escorregando para a condição de efetivo, ainda que não confessado, protetorado chinês. Não só o Brasil, igualmente a Argentina, Uruguai, Paraguai. O acordo com a União Europeia, pelo menos em parte, nos tira de tal dependência, aumenta a efetividade de nossa independência e soberania. E das outras nações, acima mencionadas. Seria conveniente aproximação semelhante com os Estados Unidos e Japão. Estão em jogo gravíssimos interesses ocidentais.

Sintomas reveladores. A esquerda europeia está furiosa. A esquerda brasileira rosna (sempre silenciosa em relação à aproximação com a China). O candidato kirchnerista Alberto Fernández, saindo da visita a Lula, declarou que, se eleito, vai rediscutir o acordo. Querem de todo modo explodi-lo, apesar da pobreza que daí seguirá. Pelo que vi nos meios de divulgação, nem na Europa, nem aqui, ninguém sublinha que o mais importante do acordo é o fortalecimento dos interesses ocidentais. É.

Tribunais colombianos tiram a máscara e proclamam a impunidade das FARC

Publicado em: 29-06-2019 | Por: bidueira | Em: Cuba, DIREITO DE PROPRIEDADE, FARCs, Terrorismo

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Tribunais colombianos tiram a máscara e proclamam a impunidade das FARC

Tribunais colombianos tiram a máscara e proclamam a impunidade das FARC

Na Colômbia, tribunais proclamam a impunidade das FARC e zombam do povo colombiano. Catolicismo reproduz sobre esses fatos sem precedentes a tradução de importante documento da Sociedad Colombiana Tradición y Acción. Decisões judiciais dos três Tribunais Superiores e da JEP (Jurisdição Especial para a Paz) nas últimas semanas… LEIA MAIS